Experimento social: aprenda interpretação de texto com o BTS!


Hipérbole? Ironia? Sarcasmo? PQP?

Recentemente tivemos um post da nova colunista do site, Carla, que "destrinchou" o álbum mais recente da sensação do K-pop, BTS. O curioso é que o texto é uma grande ironia do começo ao fim, que usa da hipérbole em meio a ironia e ao sarcasmo para fazer justamente o contrário daquilo que está exposto na superfície. Só que... A maioria das Armys (fãs do BTS) acharam um absurdo a postagem por ela colocar o grupo num patamar elevado (e teve até quem concordou!), sendo que esse talvez seja o artigo mais crítico do BTS. Em suma: ninguém entendeu nada. 

Mas espera: você não sabe o que é hipérbole? Como assim aquilo que está exposto na superfície? O que ironia tem a ver com tudo isso? Relaxa e vem comigo, que hoje vamos aprender um pouco sobre interpretação de texto.

Obs: mesmo que você não conheça nada sobre BTS e Kpop, o texto é entendível por si só.

Obs²: caso sirva de alguma referência as minhas "credenciais", seguem elas: escrevo para blogs há quase 8 anos sobre conteúdos diversos, já trabalhei na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo com imprensa e atualmente estou no último semestre de jornalismo fazendo TCC sobre Jornalismo Online e de dados. Então... É, eu sei um pouco sobre interpretação de texto. Mas avalie por si só. Nunca dê relevância para uma pessoa por conta de suas credenciais, apenas para aquilo que ela de fato oferece.

Contexto 

Primeiro, é importante entendermos alguns contextos. Dentro de uma análise, entender os parâmetros de contexto é de suma importância para compreender o impacto de determinada obra na realidade. Nesse caso, é de suma importância entender duas coisas:

Armys podem ser malucas: o fandom Army é gigante e como qualquer fandom há uma diversidade de pessoas. Acontece que muitas das Armys, pelo menos dentro do meio online, se tornam verdadeiras fanáticas, no tom pejorativo da palavra. Não aceitam qualquer crítica ao BTS e lidam com opiniões contrárias como se fosse uma guerra, desmerecendo o discurso do outro sem nem mesmo entendê-lo.

BTS fomenta pseudointelectualismo: o BTS, enquanto grupo, é um dos mais inteligentes do kpop - até demais. Acontece que tanto pelo fato de muitas Armys viverem numa bolha fechada o qual BTS é tudo, quanto pela idade delas (acredito que muitas devem ter de 12 a 18 anos), simplesmente não compreendem o que o grupo está realmente falando em suas músicas e videoclipes, ficando apenas no superficial. O que acontece quando você não entende algo, mas mesmo assim quer dizer que entende (ou acha que entende)? Você inventa histórias, teorias, desculpas baseadas na emoção pura. Até aí tudo bem, cada um experiencia a arte do próprio jeito. Só que, quando o BTS desliza, quando a qualidade de suas músicas e conceito não é tão bom quanto deveria, o que Armys fazem? Arrumam mais desculpas. Pois se você não entendeu direito por que BTS era bom anteriormente, como vai entender por que ele é ruim agora? E mais, se você não tem nenhum padrão de música além do BTS, como vai averiguar que ele está acima dos outros?

Então basicamente o que eu quero dizer é: Army é um fandom com muita gente nova que acha que o BTS é a melhor coisa do mundo mesmo sem ter parâmetro para entender sua qualidade musical e por isso, ao invés de criticarem quando o grupo vai "mal", simplesmente arrumam desculpas. Por que no contexto de muitas Armys, criticar é igual a ser hater. Dificilmente você verá uma Army dizendo que algo que o boygroup fez é mediano ou ruim. Mesmo quando identificam que há algo "estranho", elas usam eufemismos, como "esse álbum é bom também, mas tal álbum do BTS é melhor".

Dicionário

Antes de analisar o texto da Carla de fato, é importante conhecermos três palavrinhas: ironia, sarcasmo e hipérbole (o resto eu vou explicando no decorrer do post).

O que é ironia? De acordo com o dicionário Michaelis, ironia é "Figura pela qual se faz uso de palavras que são o contrário do que realmente se quer dizer, geralmente para demonstrar humor, irritação ou aborrecimento; considerada uma das formas mais complexas de expressão literária, é tida não apenas como uma figura de linguagem ou de pensamento, mas um hábito mental que implica diversas nuances de significados simultâneos ou, ainda, múltiplos significados de uma afirmação ou de um comentário.". Essa definição se faz auto-explicativa, mas sintetizando ela, eu diria simplesmente: é dizer o contrário daquilo que se quer dizer. A partir disso há uma complexidade que vai crescendo, como veremos na análise do texto.

O que é sarcasmo? De acordo com o dicionário Michaelis, sarcasmo é "Ironia ou zombaria mordaz e cruel." Bem mais simples, não é? Pois geralmente ironia e sarcasmo andam juntas. Eu diria que o sarcasmo é uma ironia, mas muito ácida; mais pesada. Ou seja, todo sarcasmo é uma ironia, mas nem toda ironia é um sarcasmo.

O que é hipérbole? De acordo com o dicionário Michaelis, hipérbole é "Figura que consiste no exagero de uma expressão ou ideia, quer no sentido positivo, quer no negativo, com o objetivo de produzir maior impressão; auxese, exageração. Por exemplo: “Morrer de rir”, “Falar um milhão de vezes”.". Nem preciso explicar né? É o absurdo na linguagem. Dizer algo em um nível muito acima do que ele é. Junto da ironia, isso se torna uma grande ferramenta no humor.

Bom, veremos agora esses três conceitos no texto da Carla.

Análise: aprenda interpretação de texto com BTS!

Obviamente não vou analisar cada parágrafo, se não isso aqui viraria um post gigante. Vou apenas pegar os trechos que acho mais relevantes e ir destrinchando com calma. Bom, comecemos logo pelo título: "Love Yourself Answer é o melhor álbum de todos os tempos"

É um título impactante e exagerado - em suma, uma hipérbole. Dizer "o melhor álbum de todos os tempos" é no mínimo uma aposta grosseira. Já parou para pensar quantos álbuns existem no mundo? Quantos gêneros musicais? Quantos artistas? É impossível traçar o melhor álbum de todos os tempos, até por que a arte é muita subjetiva.

Outro ponto relevante é que os últimos mini-álbuns do BTS, que formam esse grande álbum novo, foram considerados de gosto duvidoso. Apesar de serem os discos que mais venderam, até mesmo o fandom estranhou certas decisões musicais. Porém, enquanto críticos de música e kpoppers criticaram os caminhos adotados pelos rapazes, a maioria das Armys renegou qualquer crítica. Ou seja, o título do texto já demonstra um exagero absurdo para fazer justamente uma imagem cômica.
Vamos então ler como começa esse "incrível" post:

"Olá meus queridxs Armys, como estão? Eu espero que bem ^^
Vocês não me conhecem, já que esse é o meu debut (dãã), mas não vou perder tempo falando sobre a minha pessoa. Apenas quero dizer que meu nome é Carla, sou estudante de semiótica simbólica do kpop na Universidade de Paris, na França, e antes de tudo o BTS é minha vida. Eu os acompanho desde o pré-pré-pré-debut e por isso, decidi escrever esse artigo para falar um pouco sobre o álbum mais recente do grupo, Love Yourself: Answer, e por que ele é tão genial. Ao longo do texto, acabei por dissertar sobre algumas coisas negativas da trajetória deles, mas por favor não levem a mal, esse texto não é uma crítica ao BTS."

Logo aqui o absurdo é deixado claro e mesmo considerando que existem Armys malucas por aí que de fato poderiam escrever algo como "Love Yourself Answer é o melhor álbum de todos os tempos", fica óbvio que o texto é uma brincadeira.


Carla usa uma linguagem típica do meio kpopper, falando "queridxs" para abarcar todos os gêneros e usando "debut" para dizer que essa é sua estreia. Até aí, tudo bem. É estabelecido uma linguagem típica adolescente de quem curte kpop. Mas a brincadeira em si começa com "sou estudante de semiótica simbólica do kpop na Universidade de Paris, na França".

Percebe o quão surreal é um curso em uma universidade na França que estuda SEMIÓTICA do Kpop? Eu pessoalmente adoraria um curso desses, mas Kpop não goza de uma relevância acadêmica do tipo, além de ser uma onda cultural recente no mundo todo. É possível que tenham pessoas que façam trabalhos acadêmicos com esse tema (aliás, fica a dica), mas um curso inteiro??? Na França ainda????
Isso faz parte da imagem que a autora quer passar - de uma Army fanática pseudointelectual. Intelectual é aquele que tem grande intelecto, ou seja, alguém culto. Pseudointelectual é alguém que parece ser intelectual, mas na verdade não é - é um pseudo. Isso coincide com a profundidade exagerada que muitos fãs tentam dar para o BTS, criando teorias a respeito das músicas e dos MV's, que se analisadas em profundidade, não fazem sentido nenhum!

Ela continua: "Eu os acompanho desde o pré-pré-pré-debut" - está aí a imagem de uma fã que tem orgulho de falar que acompanha o BTS há "x" anos. Só que nesse caso, Carla vai mais fundo e diz que os acompanha antes, de antes, de antes do debut. Ela é uma viajante do tempo que stalkeava os membros do BTS ainda no ensino fundamental? Só se for.

"(...) decidi escrever esse artigo para falar um pouco sobre o álbum mais recente do grupo, Love Yourself: Answer, e por que ele é tão genial"

Se ficou claro que a maioria das coisas é uma hipérbole que cria uma imagem cômica da Army fanática, isso aqui só pode ser... Adivinha? Ganhou um milhão de reais quem falou ironia. Por meio da personagem "que ama o BTS acima de tudo", o texto vai falar justamente o contrário - por que Love Yourself Answer é ruim.


E então temos uma das partes que deixa claro de vez o que é esse post: "Ao longo do texto, acabei por dissertar sobre algumas coisas negativas da trajetória deles, mas por favor não levem a mal, esse texto não é uma crítica ao BTS."

Spoiler: a autora não fala nada de negativo sobre o BTS! O único aspecto negativo citado é no final quando ela diz algo como "o ruim é que o Jin não teve linhas de vocal suficiente". Em meio a tantos problemas de Love Yourself Answer, que serão apontados por ela mesma ao longo do artigo, o único aspecto negativo é o Jin não ter linhas suficiente. Percebe a brincadeira? De novo, é uma caricatura da fã maluca que não vê defeito em nada. Em seguida, colocado em negrito para não haver dúvidas, a autora diz: "esse texto não é uma crítica ao BTS."
Ou seja, analisando sob o espectro da ironia: ESSE TEXTO É UMA CRÍTICA AO BTS!

No próximo parágrafo Carla cita os "comentários maldosos", um elemento recorrente na cultura Army, que adora dar resposta aos haters (e o próprio BTS usa isso como meio para fazer suas músicas. Todo mundo adora uma resposta badass. Um mic drop). E aí ela fala que "respeita a opinião de todos". Essa fala vai se estender ao longo de todo o texto, aparecendo diversas vezes, sempre como uma dualidade; uma hipocrisia (como quando a moça diz a respeito dos blogueiros que criticam: "eu tento respeitar a opinião de cada um, até por que é disso que BTS fala (tipo Jesus), mas com todo respeito, esse tipo de gente deveria sofrer algum acidente ou ver a morte de algum ente querido para entender o que é respeito"). Nesse caso, do segundo parágrafo, ela diz respeitar a opinião de todo mundo, mas manda o clássico "quem não gosta de BTS não entendeu a proposta do grupo". Ou seja, eu te respeito, mas você não sabe de nada!


Okay, até aí tudo bem. Uma coisa que vocês têm que ter em mente galerinha é que ideias não precisam de respeito. Aliás, ideias ruins DEVEM ser criticadas. Sendo assim, Carla vai nos explicar por que quem critica BTS não sabe de nada, nos ensinando realmente o que o grupo quer passar.

No próximo parágrafo ela diz: "os garotos não seguem tendências, eles ditam tendências". Adivinha? Ironia de novo. O boygroup ao longo do tempo tem cada vez mais aderido às tendências do pop mundial, rolando até uma brincadeira sobre o fato do BTS não ser mais kpop. Essa questão de tendências fica MAIS evidente em Love Yourself Answer, que é todo pautado no que está fazendo sucesso no mundo. Mas claro, o mundo deve estar copiando o BTS, não é mesmo? (rs).

Um dos meus trechos preferidos é o seguinte: "Sim, cada passo do BTS foi concebido antes mesmo deles estrearem, uma proposta única no kpop que visa nos proporcionar uma narrativa incrível com bases no dadaísmo, existencialismo sartriano e dubstep do Black Eyed Peas (não estou aqui com meus textos acadêmicos provando isso, mas quem quiser eu mando links de posts no facebook de Armys super confiáveis e inteligentes. Tudo é texto né gente, tem o mesmo valor)"

O fã maluco enxerga ligações que não existem. É IMPOSSÍVEL tudo o que aconteceu com o BTS ter sido planejado. Eles mesmos já afirmaram que nunca esperaram tamanha popularidade. E aí Carla cita o dadaísmo, o existencialismo sartriano e o dubstep do Black Eyed Peas.


Sempre que você não souber um termo em um texto não o ignore, pesquise. Pois isso pode revelar muito do que o autor está falando.
Seria muito complexo eu ficar aqui explicando o que é dadaísmo e o que é existencialismo sartriano (como eu disse, VÃO PESQUISAR!), mas eu quero ressaltar que esses dois movimentos filosóficos realmente têm influência na obra RECENTE do BTS, mas apenas em alguns aspectos. Aliás, eu diria que vemos isso apenas na era Wings e mesmo assim, ainda é estranho acusar tamanha pretensiosidade narrativa. Ou seja: esses termos só tão aí para serem "blábláblá difícil" para vir logo em seguida algo totalmente bobo: "dubstep do Black Eyed Peas".

No final do parágrafo ela completa dizendo que não tem os artigos acadêmicos, mas tem links de posts do Facebook que valem a mesma coisa. É um sarcasmo! Jamais artigos acadêmicos valeriam a mesma coisa que a opinião de fulana do Facebook. É aí que está, Carla está acidamente criticando: Armys muitas vezes valorizam a opinião apenas de quem concorda com elas, pois mais vale uma opinião sem fundamento que concorde com você do que um artigo embasado que critique o seu idol.


Acho que até aqui me fiz claro e não preciso mostrar cada parágrafo - você já entendeu meu caro leitor. Quero apenas deixar claro a forma como ela fez isso. A todo momento ela dá respostas para suas próprias questões, como quando diz:

"[sobre os objetivos do BTS] Seria representar os anseios e desejos da juventude atual? NÃO! Isso seria muito vazio, pois abre alas para um uso do conceito juventude de diferentes formas, desde uma música super inteligente à uma canção de festa que não quer dizer nada, mas finge dizer para enganar os fãs envolta de teorias sem sentido que nunca serão respondidas pois o objetivo não é respondê-las é fomentar fanservice usando a autoajuda como meio de ter popularidade fácil e genérica sem nunca assumir uma postura de fato sobre qualquer coisa. Não, não é isso o que o BTS faz"

Em suma, ela faz um apêndice gigante mostrando tudo o que o BTS faz, mas nega isso ao final - de novo, sarcasmo para criticar. Quando Carla diz não, ela quer dizer sim. A realidade, de acordo com ela, é que a trajetória do BTS é pautada na teoria dos MVs de que o Jin morreu ou algo do tipo!!! Olha a hipérbole aí de novo. A grande estudante de semiótica do kpop está se baseando em uma fanfic de internet. Por mais que a BigHit tenha roteiristas para escrever os MVs do BTS, é impossível que tudo tenha sido pensado desde o começo e seja uma história só - não existe coerência narrativa e não teria abertura para os rapazes fazerem nada!


O que acontece é justamente o contrário: o grupo se adapta de acordo com as tendências, usando de um marketing da autoajuda. Por vezes, isso faz sua obra se tornar ruim, pois há uma repetição dos mesmos assuntos e forçação de barra. É disso que Carla está falando.

Nos parágrafos seguintes, ela passa a explicar o que REALMENTE se passa em cada mini-álbum da série Love Yourself. A todo momento ela usa a hipérbole, como quando diz,

"BTS é tão incrível que pode ser considerado a união de todos os gêneros musicais, quase como uma ONU da música. E aliás, o grupo é um gênero musical próprio."

A autora dá explicações "super complexas" com palavras difíceis, ela usa modernidade líquida, Niesztche, dualidade existencial e etc, termos que não significam nada com nada. São pseudointelectualismos. Palavras para parecer inteligente e falar que BTS é genial.
Em suma, de acordo com a moça, cada mini-álbum é super bem pensado. Mas então, quando ela chega na explicação do Love Yourself: Answer, que seria a resposta para todas essas "questões profundas" do ser humano, a conclusão é a seguinte:

"E agora, qual será a resposta? Bom, simples: eles são idols e querem curtir a vida :)"

O que a autora quis dizer com isso? Partindo da ideia de que tudo é uma ironia e sarcasmo, ela quis dizer que o BTS, pelo menos nessa série de mini-álbuns, fomenta uma intelectualidade e conceito para no final surgir com mais do mesmo. Outra vez falando sobre serem badass. Outra vez mandando aquele recado para os haters. Quebrando assim, a própria coesão narrativa.


O conceito de Love Yourself seria: falar sobre o começo de um relacionamento amoroso, falar sobre o final desse relacionamento, e depois falar sobre a resposta a respeito de tudo o que aconteceu. Mas o que temos? Músicas sobre o começo de relacionamento, músicas genéricas sobre assuntos diversos, músicas sobre o final de relacionamento, depois mais músicas genéricas pautadas nas tendências do pop mundial. Uma bagunça só, como apontado pela própria autora:

"Enfim, o que eu queria dizer é que tudo isso faz um volume grande de genialidade totalmente necessária: 26 músicas! Answer é uma grande epopeia metalinguística do amor. E nada superará isso, nada no kpop, nada no mundo!"

Por fim, sobre todos os erros do BTS, obviamente a autora sabe bem explicar; ela sempre tem uma resposta que cobre qualquer qualidade duvidosa:

"Ele (o álbum Answer)  é a junção dos dois minis, ou seja, a estrutura das músicas seria: sobre o começo do namoro, sobre o término, e a resposta. ERRADO! Se você pensou isso, tem a mente pequena e ainda não entendeu a genialidade do BTS. A estrutura é, de novo, uma subversão das estruturas musicais clássicas com diferentes tipos de músicas. Pois a vida é assim, não é mesmo? Uma loucura de conceitos e ideias que nos afligem a todo momento. É disso que o BTS fala, com coincidentemente tudo aquilo que faz sucesso ao redor do mundo. Na verdade, é o mundo que copia o BTS. Um leigo até diria que o álbum é um tiro para todo lado em qualquer vertente pop. Pft! Haters não passarão!"

Conclusão

Para finalizar, como exercício eu recomendaria uma releitura do texto da Carla, agora sob novos olhos, se atentando para cada aspecto; cada pequena ironia que forma uma maior. Interpretação de texto não se trata necessariamente de ser uma pessoa super inteligente, mas na verdade de saber usar as ferramentas certas para entendimento. E tudo começa com uma ideia: duvidar. Duvide do conhecimento dos outros. Duvide do seu conhecimento. E assim, vá em busca de respostas. Se você ler com calma e paciência, um mundo se abrirá.

No final do texto, Carla mais uma vez aponta "isso não é uma crítica ao BTS". E se você é o tipo de pessoa que durante essa análise inteira pensou "nossa, mas tudo o que você disse é muito óbvio! É claro que é uma crítica", eu não estaria tão certo:









Ps: minha intenção não é ridicularizar ninguém, mas atentar para o fato óbvio - falta muita coisa no mundo, mas falta principalmente interpretação de texto. Muita gente aí também deve ter lido só o título ou o primeiro parágrafo, o que também demonstra outro problema: ninguém lê, tudo se baseia nos likes e mesmo assim, todos opinam. É uma câmara de eco que todo mundo fala, mas ao mesmo tempo ninguém ouve.

Ps²: gostaria de agradecer a lindíssima Tássia, do blog E Aí Surgiu o Kpop (que também escreve a sensacional newsletter Kpop for thought). Ela quem me deu a ideia desse "post explicação". Qualquer coisa reclamem com ela hahaha

El Psy Congroo.

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