Atlantis e o poder da introversão

Considera uma animação cult, O Reino Perdido tem muito a nos ensinar sobre a introversão

Sentado no chão em uma sala abarrotada com outras trinta crianças, o pequeno eu olhava vidrado para a tela a reproduzir um VHS. Meus olhos brilhavam de emoção e alegria ao ver aquela diferente aventura se desenrolar. Alguém encostou na minha cabeça, dando um tapinha; eu virei e dois meninos davam risadinhas e falavam "olha lá você". Eu não me senti insultado. Não dessa vez.
Outras crianças também passaram a apontar e rir para mim, porém não de forma pejorativa. Elas diziam o meu nome e me comparavam com o sujeito na tela. Talvez o ápice tenha sido quando uma menininha, que eu gostava, olhou para Kida, a princesa de Atlântida, e disse: " e eu sou ela".


Não é difícil perceber que provavelmente as coisas não aconteceram assim na época - essa é a minha nostalgia falando mais alto. Entretanto, foi como o pequeno eu de fato se sentiu ao assistir pela primeira vez Atlantis, O Reino Perdido, um filme da Disney que tem cara de Warner, esquecido em seu tempo, mas resgatado sem a metade da atenção que merecia.

Na história, conhecemos Milo Thatch, um cartógrafo e linguista que tem como sonho realizar o seu projeto de descobrir a famosa Atlântida, aquela das lendas antigas, que até mesmo Platão falou sobre. Porém, esse sonho parece bem distante: Thatch não é reconhecido e sua pesquisa é levada como uma piada. Ele trabalha no Instituto Smithsoniano, mas é nas caldeiras, mexendo em canos, que entre uma pausa e outra ensaia frente a bonecos a sua apresentação sobre o reino perdido - mais especificamente a localização do diário do pastor, um artefato que pode responder muitas de suas perguntas.

Tudo muda quando um arqueólogo milionário chamado Preston Whitmore, amigo de seu avô já falecido (também arqueólogo), lhe revela que tem em mãos o tal diário do pastor, deixado pelo vovô Thatch antes de morrer. O diário, por sua vez, não apenas contêm respostas para algumas perguntas, mas a localização exata de Atlântida. Por conta disso, é formado uma equipe para essa jornada especial, composta de Joshua, um doutor com raízes indígenas, Audrey, uma engenhosa mecânica de máquinas, Vinny, um italiano especialista em demolição, Mole, geólogo francês deveras excêntrico que adora cavar buracos, e o comandante Rourke, um ex-oficial casca grossa, agora mercenário, junto de sua bela braço-direito, tenente Helga.


Pois bem, passados cerca de 10 anos sem nenhum contato com Atlantis, sabe-se lá por que, eu decidi reassistí-lo. Aliás, não apenas reassisti-lo, mas revisitá-lo para responder a pergunta: será que é um filme tão bom quanto a minha memória dizia?

Cheguei em casa depois de um dia cansado, corri para o meu quarto, coloquei roupas confortáveis, sentei na minha cama e liguei a tv. Abri a Netflix, digitei na caixa de pesquisa "Atlantis" e para a minha surpresa havia o filme no acervo. Cliquei nele, claro antes mudei para dublado, e imediatamente fiquei atento. Atento para tentar perceber: por que eu era tão vidrado nessa animação? Por que ela me captou tanto quando criança? Talvez fosse uma daquelas experiências em que eu daria risada por algo bobo que eu gostava. "Que engraçado, eu curtia isso", eu diria para mim mesmo. Talvez não tivesse uma resposta, eu só gostava por que sim. Talvez, olha só, o filme fosse ruim.
Ou talvez, só talvez, continuasse extremamente bom.


Depois de uma linda abertura mostrando a destruição de Atlântida, a história finalmente começa. Plano aberto para o Instituto Smithsoniano; dentro dele, em algum lugar das suas profundezas, está Milo Thatch, o protagonista, um sujeito franzino, magrelo com óculos de aros grandes.

Ele conversa entusiasmado com uma plateia sobre o seu projeto. Todos parecem bem interessados. Minha primeira surpresa já começou pela divergência de memórias: na minha memória Milo falava qualquer coisa muito difícil, coisas bem técnicas. Mas na realidade, ele fala de coisas bem simples. Ele é todo atrapalhado, se confunde e derruba objetos ao seu redor durante a explicação - porém, mesmo com pouca desenvoltura, demonstra amor em cada palavra; amor por algo que a maioria das pessoas nem se quer imaginaria gostar. Enfim, depois de um tempo é revelado, para a nossa tristeza, que a plateia são bonecos de pelúcia.
Milo está apenas ensaiando. 


Imediatamente, em menos tempo do que eu imaginava, me veio a revelação de muitas das minhas questões. Pausei o filme nessa simples cena inicial e constatei entusiasmado: a resposta de por que Atlantis me marcou tanto, por que esse filme me era tão incrível e por que ele É diferente da maioria das animações estava em uma única palavra - introversão.

O que é introversão e extroversão?


Já falei algumas vezes por aqui sobre introversão e timidez, mais recentemente no post sobre a Coreia do Sul, mas não custa relembrar o que é. Basicamente todos temos uma personalidade propensa a ser ou extrovertida ou introvertida (ambivertidos são raros). Ninguém é cem por centro alguma coisa, porém há uma inclinação para um lado - imagine como se fosse uma linha horizontal: de um lado está extrovertido, do outro introvertido, e no meio disso está você em algum ponto.

Em seu livro, O Poder dos Quietos (sim, eu falo muito dele. Leiam, é sensacional!), Susan Cain investiga profundamente essas noções muitas vezes estereotipadas e traça um paralelo entre o meio social e a biologia.

O que seriam extrovertidos e introvertidos? Em uma definição simples, extrovertidos seriam pessoas que recarregam suas "baterias mentais" ao estarem com outras pessoas. A socialização é um elemento importante para extrovertidos. Já os introvertidos, recarregam suas baterias estando sozinhos, na calma e tranquilidade. Essas "baterias" se referem a fadiga mental. Um extrovertido preso em um ambiente sozinho por longas horas, provavelmente vai se sentir muito incomodado; ele necessita falar/interagir com alguém. Já um introvertido preso em um ambiente com muitas pessoas por longas horas, logo irá se sentir fadigado.

Por que isso acontece? A explicação de Cain é a seguinte: a amígdala é uma região do cérebro responsável pelas emoções mais primitivas do ser humano. Essa região é diferente para cada tipo de pessoa. Nos extrovertidos ela tende a ser uma região mais deficiente de estímulos, enquanto nos introvertidos ela pode ser uma região extremamente sensível. Por isso a diferença no modo como os dois tipos se relacionam com o mundo: extrovertidos PRECISAM de estímulos, enquanto introvertidos já os tem de mais, sentindo-se cansados. O resultado? Extrovertidos buscam não só a companhia de outras pessoas (socialização), mas são mais propensos a arriscarem em suas escolhas. Introvertidos, visto tantos estímulos, buscam o refúgio dentro de suas mentes, sendo mais propensos a pensarem profundamente e terem mais cuidado.

Obs: é possível existirem introvertidos que não são sensíveis e extrovertidos que têm a amígdala sensível (apesar de muito difícil) . Sobre a timidez, ela é diferente de introversão. A timidez é o medo da rejeição e portanto, da socialização, enquanto a introversão é gostar de estar sozinho. Inclusive, existem extrovertidos que são tímidos. Mas, obviamente, os tímidos são mais comuns no campo introvertido.


Em animações, é comum termos uma valorização exacerbada a personagens extrovertidos. Sempre me perguntei por que isso acontecia e acho que cheguei em uma resposta satisfatória em apenas dois pontos:

1- vivemos em uma sociedade sob o ideal da extroversão. No ocidente valoriza-se mais pessoas que são abertas ao mundo, que saibam falar bem e se comunicar com os outros. O introvertido, o ser que pensa profundamente sozinho, é renegado ao esquecimento por não ser entendido. Isso se reflete nos filmes, onde o mocinho quase sempre é o cara que impacta as outras pessoas. E impactar as outras pessoas, nesse sentido, é socializar com elas. A ação é mais importante que a reflexão.
Não a toa, é comum acontecer o que eu chamo de superação da introversão/timidez: o personagem x vive em seu mundo interno próprio, não consegue entender a socialização das pessoas e em algum nível, é ridicularizado. Acontecem x coisas que mudam a vida dele. Ele vive aventuras. Descobre o poder da amizade e se abre para o mundo. Ao final da obra, ele tem muitos amigos, as pessoas o respeitam e ele passa a ser uma pessoa muito sociável e popular, superando o seu antigo eu "fechado". É quase como se ser introvertido fosse uma doença.

2- um personagem extrovertido é bem mais fácil de lidar (cinematograficamente falando) por conta da exposição. Filmes infantis necessitam, em algum nível, serem expositivos e por isso, alguém que conversa e age, ao invés de ficar pensando, se conecta mais com a audiência. Abordar personagens introvertidas necessita de certo grau de complexidade para elas não soarem estranhas. Sob a concepção de que certo conteúdo deve ser mastigado para as crianças, introvertidos estranhos passam a não ser uma opção.

O diferencial de Atlantis

Eis então o grande diferencial de Atlantis: em meio a tantos desenhos extremamente cantantes e alegres, a animação tem justamente como protagonista um introvertido. Só que não é um introvertido a ser superado, é um introvertido pleno, com suas qualidades e defeitos. Qualidades e defeitos que influenciam a sua jornada e constituem quem o personagem é.

Vamos ponto a ponto entender:
Qual a importância da introversão em Atlantis?

1- Milo é um linguista cartógrafo. Essa é uma profissão que exige muita paciência, cuidado e análise. Dificilmente pessoas extrovertidas escolheriam essa profissão pois para a maioria ela é... Chata. Mas Milo não a vê assim. Ao contrário - é com uma animação imensa que fala de seus estudos (mesmo para bonecos de pelúcia).


2- Sendo assim, é possível constatar que Milo tem pensamentos profundos. Ele analisa o que a maioria das pessoas não analisa, e pensa de forma que a maioria não pensa. Isso se reflete em sua fala, muitas vezes confusa - é difícil colocar tantos pensamentos e conclusões para fora. Isso, por sua vez, influencia dois pontos de sua jornada que estão intimamente ligados: a socialização e o entendimento de suas pesquisas.

3- Milo é ridicularizado até pela comunidade científica. Sabe por que? Por que sua pesquisa se baseia em algo subjetivo e não tão demonstrativo. Não é algo que chama a atenção para o público de um museu e portanto, para financiadores.
Milo quer encontrar Atlântida. Okay, isso parece grande. Mas as pistas para Atlântida estão baseados em livros e mais livros antigos que precisam ser decifrados, o que por sua vez está baseado na história oral de outros povos. O ponto de vista pragmático é: seria loucura apostar em algo assim. Mas Milo tem certeza do que está falando - ele tem provas. Porém, mesmo com provas ninguém quer analisar com calma.


4- Milo não sabe como expor o seu ponto de vista. Como bom introvertido, ele pensa muito no conteúdo em si, o que lhe é revigorante, mas ele precisa pensar também na forma. Ele precisaria, de certo modo, criar um "espetáculo" para convencer o instituto a financiar sua pesquisa - coisa a qual ele não é bom. Ele até tem certa desenvoltura ensaiando nas profundezas das caldeiras sozinho, mas não é o bastante.

5- Essa falta de tato com as palavras e o público se reflete na sua interação com o grupo. O rapaz é visto com desconfiança por que muitos não o entendem e outros tantos caçoam da sua forma de ser. Mas, a diferença está nesse quesito: agora eles dependem da interpretação de Milo. Por isso, todos se esforçam para seguir sua linha de raciocínio. Assim, percebem o quão inteligente Milo é e sua importância na equipe gradualmente cresce.


6- O superpoder dele não é uma arma ou qualquer forma de combate - é justamente o pensamento complexo. Eis a comparação: o herói poderia ser Joshua, o médico indígena bombado; Audrey, a mecânica especialista em máquinas; Vinny, o italiano que detona tudo; até Mole, o francês escavador. Todos eles têm habilidades incríveis e "cools". Entretanto, nenhuma delas serve sem propósito. Nenhuma delas serve sem direcionamento. Por isso, o herói é um rapaz com um livro em linguagem desconhecida na mão. Um rapaz que fica animado ao descobrir o significado de um símbolo estranho.


7- Uma das minhas cenas preferidas demonstra o que estou falando: durante os momentos triviais da jornada dos aventureiros em busca de Atlantis, Milo nunca está lá. Ele está enfurnado lendo o seu precioso livro. Quando lhe é pedido para que realize algum trabalho braçal, ele se atrapalha todo - não por que ele não quer ajudar, ao contrário, ele quer e muito, mas ele simplesmente não consegue lidar direito com a parte física das coisas. O resultado é que existe um distanciamento dele para a equipe, enquanto passam a "não gostar" de sua conduta (odiar é muito forte, eles simplesmente não simpatizam) justamente por ele não estar ali no meio, conversando, brincando nos momentos triviais. Ironicamente, sem ele ninguém da equipe conseguiria andar um único passo.

Acontece que Milo está imerso demais em seus pensamentos para se importar com qualquer coisa como socialização. Eis então que acontece o tal momento que gosto tanto: todos se sentam para conversar e comer envolta de uma fogueira. Milo está lá, do outro lado, como sempre lendo o seu livro. Audrey se irrita e intima o rapaz a se juntar a eles. Ele se dá conta disso e acata à "ordem". É aí que o personagem se interessa por seus companheiros (que também são estranhos para ele): quando eles contam suas histórias, o assunto é sobre passado e sonhos, enfim um papo profundo (introvertidos geralmente não conseguem lidar com assuntos triviais por serem desperdício de energia. É preciso profundidade para captá-los).


Aqui, todos se conectam e quebram suas barreiras de estranhamento social. Milo conta sua história, os outros finalmente o conhecem e veem mais do que o rapaz "pirado" com o livro.
Cada qual tem um objetivo interessante.

Infelizmente, esse momento tão importante foi encurtado e isso fica nítido. Atlantis seria descoberta bem depois e grande parte do longa abordaria a relação dessas personagens. Esse, para mim, é o maior defeito da obra. Fica claro que esse corte reduz muito do que a obra poderia ser.

8- Recompensa x Conhecimento: quando Atlantis é descoberta, a diferença na forma como todos encaram o lugar é sentida. O comandante Rourke vê uma mina de ouro - apenas uma recompensa. Milo vê um lugar fascinante a ser estudado.
(outro ponto dos introvertidos: eles são mais propensos a não se importarem com recompensas monetárias ou de puro status. O conhecimento, o conteúdo em si, geralmente vale mais do que qualquer honra social)


9- Kida se apaixona por Milo justamente por ele ser diferente. Ele não é como os outros viajantes que se interessam apenas pela recompensa - descobrir Atlântida não é um status. Ele se interessa de verdade por tudo aquilo. E logo, ele genuinamente se interessa pela garota.

10- Essa diferença da forma como as personagens veem Atlantis, recompensa versus conhecimento, se reflete no final. O comandante não se importa com os benefícios a longo prazo da descoberta desse povo, ele apenas pensa em seu dinheiro. As outras personagens ficam divididas, mas o que pesa mais para elas é a recompensa, seja por suas histórias ou por não conseguirem ver a importância de Atlantis a longo prazo.
Acontece que isso muda principalmente por conta da cena na fogueira em que todos se conectam. Quando a situação realmente fica difícil, a equipe percebe a burrada do que estão fazendo. Eles confiam em Milo e sua perspectiva profunda.


11- Enfim, finalmente temos o momento da ação: Milo não se converte em um herói superpoderoso que adora bater em bandidos. Ele parte para a ação, algo que ele não está acostumado a fazer, principalmente para defender aquilo que ama; aquilo pelo qual ele ansiou a vida inteira. Mas como ele faz isso? Aplicando o seu conhecimento. Todas as personagens estão perdidas, o comandante Rourke vai embora com Kida transformada na "luz" e então, Milo surge com a solução tendo por base tudo o que estudou.

12- Sob o seu comando, cada um com suas habilidades vai em busca do contra-ataque ao Rourke. Milo em nenhum momento ganha novas habilidades do nada. A sua força vem de sua engenhosidade.
Consequentemente, eles conseguem ganhar.


13- O final, a respeito de toda essa elaboração sobre a importância da introversão, é emblemático: as personagens conseguem suas recompensas, mas agora de forma justa, e Milo também consegue a sua. Porém, ele não se importa com dinheiro; ele se importa com o conhecimento. A sua recompensa é poder ficar em Atlântida, um lugar onde ele é importante - e não de modo aleatório, mas importante por conta de tudo o que ele estudou - tudo o que ele é.
As outras personagens em um primeiro momento não o entendem, mas também não o julgam mais. Logo, elas conseguem compreender o ponto de vista de Milo e daquilo que lhe é importante.
Sem Milo, uma cidade histórica e seu povo estariam mortos.

A importância da representatividade

Eu sou um introvertido tímido que cresceu no meio de extrovertidos, por isso sempre me senti um peixe fora d'água. Ao olhar para a tela diante de muitos desenhos, eu não me via representado. Mas veja bem: eu não estou dizendo que isso é um problema das animações - de repente dizer "olha as animações PRECISAM representar os introvertidos" não é o caminho certo. O que eu quero dizer é: há um problema maior dentro da nossa sociedade ocidental que valoriza o extrovertido e isso se reflete nas animações. O quieto, o tímido, o introvertido, sempre era visto como o coitado, o pequeno, o frágil, o elemento a ser superado. Eis aí o por que de eu ter gostado tanto de Atlantis: ele não era nada disso. Claro, se não houvesse uma boa história por trás, essa representação seria a toa - pois uma obra, acima de tudo, tem que se manter por conta própria, independentemente de qualquer mensagem ou conduta que aborde. Entretanto, junto a tudo isso, a introversão no filme é um tema natural, abordado de forma coerente.

Sabe por que isso aconteceu? Por que os responsáveis por Atlantis se envolveram e fizeram um extenso trabalho de pesquisa, tanto sobre mitologia quanto sobre a construção das personagens. Milo, por exemplo, é baseado no próprio linguista da animação. Os roteiristas não sabiam como um linguista cartógrafo deveria soar e por isso, criaram toda a personalidade do protagonista em torno de um linguista cartógrafo real.


Como vimos nos pontos abordados, a introversão é o elemento que faz com que Milo se sobressaia e salve a todos. Pode parecer pequeno, mas para mim essa representação coerente, essa representação de que um introvertido pode e deve fazer mais, foi marcante e me influenciou enquanto ser humano. Os desenhos não precisam todos serem cheios de mensagem e representarem todos os tipos de pessoas, mas o problema é quando a maioria representa um mesmo tipo. E era isso o que acontecia em 2001. Daí a importância de Atlantis e o seu uso do poder da introversão.

O pequeno eu, ao fim da exibição, não mais se sentia tão "estranho". Não que automaticamente os meus problemas fossem resolvidos, o ao redor ainda não me entendia direito, mas agora eu me sentia um pouco mais confiante. Com felicidade, o grande eu, também ao fim da exibição, pode constatar: eu me tornei aquilo que mais admirava.

El Psy Congroo.

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