Isekai, receita da mediocridade nos animes?

O tipo de história que explodiu nos últimos anos, mas que continua a produzir animes meia-boca

Isekai não é um gênero bem definido, afinal pode-se ter vários gêneros dentro desse termo - há isekais de comédia, drama, ação, aventura, política e por aí vai. No entanto, com certeza pode-se dizer que isekai é uma tendência que envolve características específicas. Os japoneses não são os únicos a criar histórias de pessoas que descobrem mundos fantásticos e vivem neles, mas a forma como eles lidam com esse tipo de história é bastante peculiar. Por exemplo, em uma história como As Crônicas de Nárnia geralmente há um foco muito maior na mitologia, como se fosse uma abordagem até tolkiana, que se preocupa mais com o mundo e a aventura; já a abordagem comum dos isekais tende a ser mais estranha, excêntrica e principalmente com o foco no individuo. Isso fica claro quando percebemos que uma das bases para o isekai, que nos ajuda a diferenciarmos ele de outras histórias sobre pessoas descobrindo mundos fantásticos, é o escapismo, pois frequentemente nessas histórias acompanhamos pessoas que tinham uma vida problemática, ruim, tediosa ou desprovida de qualquer afeto com o mundo real, logo o protagonista excluído tende a abraçar a ideia de ir para um mundo novo, um mundo em que a pessoa tenha uma vida melhor ou mais interessante.


Não posso atestar com certeza porque o escapismo é tão comum, mas posso apontar para fatores sociais na cultura japonesa e tentar estipular alguma conclusão, afinal esse papo de que o Japão é uma sociedade que coloca muita pressão nas pessoas não é mentira, é só olhar a taxa de suicídio. Deixando isso claro, podemos ver que Isekai é algo mais sobre conceitos específicos do que um gênero estabelecido, seria talvez um sub-gênero ou um estilo narrativo. Sua popularidade provavelmente está atrelada ao fato de que é muito fácil se identificar com os conflitos dos personagens dessas obras, quem nunca quis viver num mundo de fantasia alguma vez durante sua vida? Por conta disso, em muitas instâncias isekai pode ser descrito como a consumação de fantasias pessoais referentes à obras fantásticas, pois como ir para um mundo fantástico é impossível, o mais próximo que podemos fazer é tentar descrever como seria essa experiência.

O enfoque na questão da fantasia pessoal é muito importante, tendo em vista que muitas light novels de sucesso que seguem essa tendência começaram na verdade como projetos amadores na internet, de pessoas que queriam expor esses anseios e ideias. Sword Art Online é exemplo disso, afinal ele começou como um projeto amador e hoje é uma das franquias mais influentes em todo o mundo. Sim, eu sei que SAO não é bem um isekai porque a história não possui uma dimensão paralela, porém ainda assim ela detém quase todas as características típicas dessa tendência. Eu cheguei a ler o primeiro volume da novel, nela o Kirito era descrito como uma pessoa extremamente solitária e melancólica que não possuía relações significativas com ninguém, ao longo da novel isso muda e ele atinge um estado melhor. Algo muito típico de fantasia de escapismo japonesa. Vale também ressaltar que somente após o anime de Sword Art Online que a indústria começou a produzir em toda temporada pelo menos um isekai.


Entretanto, como o começo do post anuncia, estou aqui para falar de um problema, que é: há muito isekai meia-boca sendo produzido. A razão exata é difícil de ser comprovada, porém é possível notar que esses isekais meia-boca tendem a seguir uma fórmula, chegando ao nível em que geralmente eles parecem animes similares até demais, e esse é o problema. O enfoque na fantasia pessoal provavelmente criou esse gênero, mas quando a maioria dos animes feitos focam-se nesse aspecto eles não conseguem diferenciar-se, o que dá a impressão de que essas histórias não têm muita substância e tendem a ser iguais, vazias, feitas para satisfazer um desejo por gratificação interna que garante vendas, este sendo geralmente o fanservice.

Eu digo tudo isso como um fã desse gênero, porque quando isekai é bom, geralmente é sensacional, mas quando é meia-boca tende a ser extremamente medíocre ou ruim. Para entendermos melhor esse panorama é preciso reconhecer uma coisa: os isekais que realmente impactaram e angariaram muitos fãs tendem a ser os que apresentam alguma coisa nova, os que saem da fórmula genérica e constituem uma história original que não parece ser feita unicamente para satisfazer fantasias internas. Veja bem, mesmo os melhores isekais comumente ainda possuem elementos que ajudam no marketing, como fanservice e moe; eles ainda têm um pé em fantasias pessoais, não há um distanciamento total que deixe a obra irreconhecível no sub-gênero, a diferença é o foco, porque fazer um anime com o objetivo de ser moe e ter fanservice é diferente de ter fanservice e moe com o objetivo de contar uma história.


O melhor exemplo que posso citar para exemplificar bem é Re:Zero, que foi o anime mais popular de 2016, conquistando a atenção de muita gente, até de quem não gostava de anime. O sucesso de Re:Zero está atrelado a sua qualidade em comparação ao resto, porque o anime é original, em vez de acompanharmos uma aventura normal, vemos a história de um cara comum cujo único poder é voltar no tempo quando ele morre. Ao ser colocado em situações extremamente perigosas, o que ele fará para resolvê-las? E como? O que o protagonista impotente pode fazer? Re:Zero evita praticamente todas as armadilhas narrativas que geralmente transformam os animes isekais em produtos industriais fabricados com a mesma fórmula. Outro exemplo importante é Log Horizon, que já começa com uma proposta mais familiar, afinal são várias pessoas que são transportadas para dentro de um MMO, mas o foco é único, pois a história aborda a parte política e social dessa civilização de jogadores. Em Log Horizon o mundo do MMO ganha vida, os NPCs viram gente e os jogadores acabam por criar o seu próprio país nesse mundo. O anime desses dois atingiu um nível de sucesso tão notável que a Light Novel de ambos está sendo publicada no Brasil pela NewPop.


Para esclarecer melhor é preciso analisar as tais das armadilhas desses isekais genéricos, que são:

1- o protagonista é totalmente overpower logo de cara;
2- ele tem um harém, e isso puxa para o foco no fanservice;
3- a história não anda muito além disso, não introduz algum tema central além dos dois primeiros temas ou clichês de RPG, ou seja, o protagonista OP vence vilões genéricos e come as maiores gatas, fim.

Talvez haja ainda mais problemas, mas esses são os que vem a minha mente no momento. Vamos falar especificamente do protagonista OP. Qual o problema? Bem, quando introduzem uma história em que o protagonista é super poderoso, é preciso introduzir um desafio a altura, e é aí que a maioria desses isekais falham miseravelmente, o que acaba por criar lutas monótonas sem tensão. Ocasionalmente até acontece alguma coisa que propõe um desafio, mas um pedaço de ouro em um monte de esterco não faz ele feder menos. O outro problema são as relações do harém, pois nunca se preocupam em tentar desenvolvê-las. Veja bem, eu não tenho problema com fanservice em si, ou com haréns, mas se você vai fazer isso um elemento importante do enredo, você tem que me convencer de que aquilo faz sentido em algum nível e apresenta algo interessante à mesa, pois o que geralmente acontece é uma putaria barata com o objetivo de agradar de forma gratuita. É fácil fantasiar com esse tipo de coisa, o difícil é conseguir justificar na narrativa de forma que contribua para o enredo, porque geralmente esse tipo de coisa é mais um detrimento.


Reitero novamente, estou escrevendo esse texto porque eu gosto bastante dessa tendência em mangás, no entanto os mangás que eu acompanho na maioria das vezes são muito diferentes dos animes que são produzidos de forma industrial, e isso é um erro, porque acaba-se por escolher as obras mais fuleiras, mas que provavelmente têm um retorno garantido. Sendo que, é possível produzir algo bom que possui  fanservice e moe, essas características não são excludentes. Salvo o exemplo de Re:Zero,  a série Monogatari demonstra esse fato, pois é a franquia que mais vende blu-rays atualmente, recebe críticas muito positivas e está lotada de fanservice.

É preciso de originalidade e cuidado se a indústria quiser que isekai deixe de virar piada no mercado de animes. Uma crise envolvendo a saturação no gênero ainda não aconteceu, porém se continuarem a fazer animes fuleira é provavelmente que ela fique cada vez mais possível. Existem tantos mangás e light novels isekais que apresentam ideias interessantes e originais, porém o que vemos é mais do mesmo. Sem uma triagem melhor na hora de escolher o que adaptar, é difícil ver a situação dar algum sinal de melhora.
Provavelmente alguém vai achar que eu sou um purista que odeia a postura atual da indústria em relação a moe e a fanservice, não necessariamente, acho que essas obras têm seus lugares para seu público nicho, além de que eu sou da opinião de que se o negócio é feito pra não ser sério, se a proposta bem delimitada é putaria, então vai na fé.

Também vale ressaltar que mesmo com a presença desse tipo de obra, animes sérios e bons nunca deixaram de ser feitos. Entretanto, o problema com isekais é que uma fatia específica da indústria que lida com essa tendência continua a trilhar o caminho do medíocre em vez produzir mais Re:Zeros. Isso é o que me deixa abismado, pois parece que não estão nem tentando fazer algo acima do padrão industrial.

Seria Youjo Senki um isekai? Provavelmente

Por último, vale a pena dar uma olhada em mangás que me fazem pensar que esse gênero tem muito potencial desperdiçado na hora de escolher o que adaptar.

O primeiro é Re:Monster, a história de um cara que foi assassinado e renasceu como um goblin. A premissa já começa quebrando com o esperado, porque dessa vez nosso protagonista vive com os "monstros", mas há outra coisa específica também, o protagonista não era um fracassado que queria uma nova vida, é dado a entender que ele era um soldado, logo ele traz essa experiência.

Re:Monster é uma história estranha, mas fascinante, pois o protagonista começa a aplicar seus conhecimentos para evoluir rapidamente e praticamente tomar o controle da sociedade pequena dos goblins, fazendo eles evoluírem juntos e adotarem os seus valores. Há uma cena muito interessante na qual ele fica surpreso com o estado da sociedade dele, porque em suas palavras, apesar de seus companheiros serem goblins, uma raça tida como primitiva e cruel, eles cuidam muito bem dos seus, ajudam os mais fracos dali e agem de forma justa. Isso acontece pois o protagonista ao apresentar um caminho para o desenvolvimento acabou gerando uma transformação social também, em contrapartida, os goblins mais velhos, que não conseguiram se adaptar às mudanças, continuam querendo sequestrar mulheres para estuprá-las e viver de pequenos roubos e coisas do tipo.


Também é muito interessante o sistema dos poderes desse mundo, porque é basicamente um sistema de RPG comum, a diferença é que os monstros também upam e evoluem. O protagonista começa como um goblin, vira um hobgoblin e depois um ogro, como mostra a imagem acima. No entanto, esse não é o único caminho de evolução, porque esse mundo não é um jogo, como ele funciona com aspectos "realistas" o sistema de evolução fica dinâmico, adaptando-se às ações de cada um. Por exemplo, um hobgoblin que come muita carniça vira um ghoul, se ele mexe com atividades mais humanas ele pode virar um DemonLord e ganhar uma aparência muito mais humanoide, no entanto se ele trabalha com força a chance é que ele vire um ogro mesmo.


O protagonista com o tempo torna-se muito forte, e eu achei que essa história ia cair na armadilha do protagonista OP, mas não, pois o autor compensa isso de duas formas:

A primeira é, quanto mais forte ele fica, mais poderosos são os desafios que ele enfrenta, o que passa a sensação de que apesar dele ser extremamente poderoso, ele não é invencível, há pessoas por aí tão fortes quanto ele. A outra maneira de lidar com isso é desenvolvendo o aspecto social, que é a parte mais impressionante de Re:Monster, porque conseguimos ver uma sociedade de goblins selvagens e ignorantes se tornando uma civilização poderosa e desenvolvida. Mesmo quando o protagonista não possui inimigos poderosos para enfrentar, ele ainda tem que lidar com as questões sociais e econômicas da sua "nação" de monstros. Além disso, vale ressaltar que o protagonista tem um harém, mas ele sempre fica no plano secundário da história, ou talvez até terciário. Uma adaptação para anime poderia usar isso para fazer marketing. O que acho interessante é a forma como desenvolvem esse harém, porque ele gosta das mulheres, mas o Rou não é uma pessoa normal que fica emocionada facilmente, ele é quase sempre pragmático e trata suas relações da mesma forma, parecendo até um tanto quanto psicopata.


O que posso dizer é, no contexto apresentado desse mundo medieval, eu diria que a situação do harém dele faz algum sentido, porque ele seria uma espécie de lorde medieval, ele está na maior posição social daquele local, o que o faz ser cobiçado. Mas não termina por aí, porque ele também é muito respeitado, esse mundo é cruel e muito diferente do nosso, apesar disso o Rou aplica alguns valores modernos ali, por mais bizarra que a personalidade dele seja.

Por exemplo, é possível notar que ele sempre trata suas súditas tendo em vista uma coisa, as suas ações. Já mostraram que outras sociedades desse mundo não vêem as pessoas assim, porém ele não quer saber disso, o Rou só se importa com o que as pessoas são capazes de fazer e se elas querem melhorar, ele as ajuda, mas se elas quebram regras muito sérias, como tentar estuprar as protegidas dele, nessa situação ele age como um lorde medieval e aplica uma tortura pública. Esse contexto é importante, porque ajuda a desenvolver a situação que leva ele a ter o harém, porque ele nunca pediu nada das protegidas dele, na verdade ele se sentia meio mal, afinal elas terminaram ali por conta dos goblins da geração passada que sequestraram elas. Na sociedade dele cada uma desempenha uma função, porque elas são qualificadas para trabalhos muito específicos, como alquimia. Essa é a diferença entre o que eu chamei de fanservice exagerado e tentar integrar a fantasia à narrativa. Re:Monster tenta desenvolver isso sem esquecer que estamos vendo uma história sobre a transformação social de uma sociedade de monstros, chega ao nível que o Rou começa a ter filhos e a história dá um foco em como ele lida com isso.


O outro mangá que mostra que dá para fazer isekais bons, mas que ainda não recebeu anime, é Mushoku Tensei. Esse é uma história que começa clichê, pois a premissa é um cara fracassado com trinta anos que morre e renasce. Porém, a diferença é o desenvolvimento. Acontece direto em isekai da pessoa renascer na fase adulta ou algo próximo disso já - não em Mushoku Tensei. O Rudeus começa do zero, tendo que viver de novo todas as fases da vida de alguém, e isso demonstra algo sobre Mushoku Tensei, não é uma história sobre um herói vencendo um vilão maligno, é geralmente algo sobre os conflitos internos das pessoas e como elas lidam com isso. Mushoku é o exemplo de que o problema não é o clichê em si, mas a forma como ele é aplicado.


Rudeus é uma pessoa muito amargurada com sua vida passada, mas ele entende que ele era responsável por sua situação, logo ele pretende viver sua vida ao máximo nessa sua nova chance com uma nova família em um novo mundo. O Rudeus começa muito forte, porque parece que magia é basicamente uma ferramenta para aplicar conceitos científicos, então ele como uma pessoa velha consegue aprender e utilizar magia muito rápido, porém o mangá não cai na armadilha do protagonista OP, porque fica muito claro que lutar não é só poder puro, o Rudeus pode até saber conjurar super magias, mas isso não vence uma luta do nada, isso fica claro desde o começo, que é preciso experiência, astúcia e destreza para vencer um oponente que está tentando te matar, ou seja, sempre há um nível tensão quando alguma luta acontece, o que não é um acontecimento tão comum, pois como eu disse, Mushoku Tensei tende a ser mais uma história sobre conflitos pessoais e crescimento interno.


Os primeiros capítulos da história são o Rudeus superando traumas que ele carrega da outra vida e tentando manter a sua nova família unida. Mesmo sendo uma história sobre escapismo, há profunidade e conteúdo na forma que o enredo desenvolve-se. Vale ressaltar que, apesar de tudo que mencionei, ainda há algumas coisas comuns, por exemplo, fica muito claro que isekai é uma tendência que adora colocar um fanservice no meio, mas Mushoku Tensei lida com isso de uma forma diferente. Há piadas em relação a essas coisas, o Rudeus sendo uma criança e podendo se aproveitar de situações que fariam ele ser visto como um tarado, mas esse não é o foco e nem forçam esse tipo de situação a todo momento, pois quando acontece, é ou uma piada ou um momento desenvolvido que leva a outra cena. Essa palavra que é a chave, desenvolvimento, pois os momentos mais românticos até agora foram bastante coerentes e nunca passaram de uma linha que forçaria uma situação típica de um ecchi. Particularmente eu não tenho problema com putaria, meu problema é quando ela existe em detrimento do resto da obra.


Eu nem ia mencionar esse mangá pois isso já tá muito grande, mas dane-se.

Dentro do isekai geralmente o que mais me interessa são as histórias que envolvem monstros, por conta disso esse foi um mangá atraente pra mim logo de cara. Uma colegial morre e renasce como uma... aranha gigante(?) e ela ainda por cima vive em uma dungeon continental. Re:Monster dá um enfoque enorme no aspecto do desenvolvimento social, enquanto essa é uma história de sobrevivência com um toque de comédia.


A Kumoko é muito carismática, parece que isso é consenso entre as pessoas que acompanham essa maluquice, e eu chamo a história disso porque ela tem uma estrutura narrativa muito estranha mesmo, o primeiro exemplo disso é que a Kumoko vive sozinha nessa dungeon, afinal ali só há outros monstros no sentido mais literal da palavra, ela parece ser a única até então que retém um alto nível de consciência, por conta disso chega um momento em que ela começa a quebrar a própria mente em pedaços e conversar consigo mesma!


Sozinha ela já monologava muito, agora com as outras versões dela fazendo companhia fica ainda mais engraçado. Outro fator interessante é que Kumo desu Ga lida bem com o clichê do protagonista overpower, porque a Kumoko começa a ficar muito forte, mas ela sempre enfrenta inimigos cada vez mais poderosos, e vale ressaltar que ela não começa com nenhuma vantagem, pois ela adquiriu os poderes através de muito esforço e situações de quase morte, mas ela sempre perseverou por conta da sua inteligência. Isso é algo muito bom de se ver, um personagem que vence dezenas de inimigos desenvolvendo estratégias mirabolantes e não usando um poder overpower aleatório. Mas não termina aí, até o momento Kumo desu ga está bem no "início" da história, digo isso porque a light novel já foi traduzida para inglês e pude ler do que realmente se trata essa história.

Acontece mais ou menos o seguinte: a Kumoko não foi a única que renasceu, aconteceu um acidente na sala de aula e todos os estudantes ali morreram e foram ressuscitados, mas diferente dela, o resto da sala virou os heróis, seguindo o clichê desse tipo de história, porém parece que eles não vencem tudo de boa não, muito pelo contrário. Além disso, a Kumoko parece que entra em contato com as forças do Rei Demônio, que opõe os heróis, e a partir daí desenvolve-se um enredo político sobre as razões em volta dessa guerra, porque parece que os demônios não são criaturas malignas. Assim como na vida real, os conflitos desse mundo são uma questão de perspectiva e como Yang Wenli dizia: "uma guerra geralmente é um bem contra outro bem". Por conta disso eu tenho altas expectativas para Kumo desu ga, por enquanto já é um mangá notável e parece que a tendência é ficar ainda melhor.


Seja estilo ou gênero, chame do que quiser, não estou aqui para definir um termo, porém o fato é: Isekai está aqui para ficar. Tendo em vista essa situação, é triste ver que a cada temporada sempre tem um isekai genérico que não atinge lá muito sucesso nem nos padrões de fanservice, pois hoje em dia há os animes ecchi que são praticamente softporn que cumprem essa função de fanservice bem melhor. Para vocês verem a situação dos isekais, eles tendem a ser tão medíocres que perdem até na competição da putaria. Eu já cheguei a ver pessoas falando que Isekai é um câncer que infecta a indústria de anime, mas não, o problema é a escolha das obras que recebem adaptação, pois se todo isekai estivesse no nível de Re:Zero, a situação seria outra e a tendência seria no geral muito elogiada. Por essa razão que sempre que eu vejo que anunciaram mais um isekai de harém genérico eu penso: "tem tantas obras melhores nesse mesmo estilo, por que escolheram essa?"

Only Darkness Will Remain.

Nos siga nas redes sociais! Facebook, Twitter e Instagram

Postagens Relacionadas

Comentários

Postagens mais visitadas