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Do Amor ao Ódio - Square Enix Parte 3: O que diabos aconteceu com Final Fantasy XIII?

A série que ninguém pediu, mas voltou mesmo assim 

Westworld 2x10: o final necessário

Em uma temporada não tão necessária assim

Atenção: este post tem spoilers


Westworld T2E10: The Passenger

Maeister: Olá a todos, eu sou o Maeister e tenho que dizer isso: o episódio final de Westworld foi mais do que a temporada inteira

Ana: E eu sou a Ana e tenho algo a dizer: começamos a temporada com um homem pelado, e fechamos a mesma assim

Maeister: Nossa, verdade. Eu não tinha percebido isso. Westworld season 2 adora homens pelados

Ana: E a S1 também, e provavelmente a S3-

Maeister: Nah, a S1 eu acho que era mais mulheres peladas. A S2 homens. E a S3 vai ser uma suruba

Bom, eu frequentemente falo: "Nem sei por onde começar", mas dessa vez é real. NÃO SEI POR ONDE COMEÇAR. Tanta coisa aconteceu. Tanta revelação. O jeito é ir calmamente por plots. Comecemos com a Maeve, o que achaste do trágico final dela? Aconteceu o que temíamos.
Vou confessar que eu estranhei e fiquei "essa porra virou X-Men agora?", mas... Se encaixou bem, né?


Ana: Eu gostei, mas ao mesmo tempo não gostei. Queria que tivesse um pouco mais de pompa e circunstância, mas vejo que se encaixou com ela. E de qualquer jeito, é bom porque... Tudo sugere que ela vai voltar na terceira temporada, com o Felix e o Sylvester a solta!!11 Mas eu não consigo prever o que ela vai fazer na terceira, ou até se a terceira temporada não vai ser uma cruzada pra trazer ela e os outros de volta

Maeister: Embarco na sua definição: gostei e não gostei. Acho que o gostar já está bem claro para todos, então vou explanar por que não gostei: exagero heroístico. Isso começou a acontecer com a Maeve desde Shogun World e os seus novos poderes. A gente até ficou com medo disso virar overrated. Virou overrated sim, mas de uma forma palatável e coerente. Entretanto, por mais que seja coerente, fica uma gosto de forçação de barra, pois a série sempre prezou pelo realismo - e bom, no mundo real heroísmos não existem. Existe todo um processo que envolve outras pessoas.
Sendo assim, como fã achei sensacional aquela cena dela badass controlando tudo quando o Hector e todo mundo chega e aí ela diz: "vocês demoraram, então eu me salvei". Mas como crítico, pensei: "será que precisava disso?"
Coisas como essa desumanizam a personagem e a colocam num pedestal

Ana: Ahhh essa cena eu achei desnecessária, também. E sinceramente, eu queria VER o processo dela se salvando, e não só ter as mesmas imagens que (você não viu mas) passou no trailer. Eu queria que essa cena badass fosse uma culminação de esforço. Especialmente porque ela É uma personagem favorita em massa, não sou só eu e você que gostam dela. A maioria do público gosta e torce por ela, mas quer que ela se mantenha relatable

Maeister: E sem contar que foi meio Deus Ex-Machina né? Colocaram o Ford ali e POW! resolveu o problema dela. Isso é outro ponto que me incomodou - apesar do Ford vir para agregar à evolução do Bernard, ele serviu como um semi Deus Ex-Machina, um ser todo poderoso para resolver pontas soltas. Claro, os roteiristas tiveram o cuidado de não usar ele demais e isso foi louvável, mas no caso da Maeve, me incomodou um pouquinho
(ainda que aquela cena do outro episódio dele conversando com ela tenha sido lindíssima)


Ana: Pra mim, não é que o Ford resolveu o problema dela, mas que ela resolveu o próprio problema? Porque copiaram o código, mas ninguém deletou. Se foi isso eu vou ficar um pouco broxada, confesso-

Maeister: Eu acho que foi isso sim kkk Mas eu digo, nesse contexto também se une toda essa aura de forçação para ela ser uma heroína. Deveriam ter dado mais indícios da relação do Ford com ela. Olhando esse final da Maeve, dela badass controlando tudo, eu vejo agora com outros olhos essa aparição do Ford para ela. Olho como uma tentativa de formar uma importância messiânica para a Maeve. E acho que não precisavam fazer isso. A Maeve já era importante por conta própria, não precisava desse tratamento Daenerys

Ana: Na real, eu concordo. Eu queria que tivesse mais interações dela com o Ford, como dito previamente, mas parece que construíram toda essa coisa sem um payoff, sabe? Só complementando o que você disse: se fosse pra fazer ela ser heróica, então que ela fizesse algo maior, tipo salvar uma parcela maior de anfitriões pro Vale Além

Maeister: Enfim, melhor mudar o tópico, se não vou ficar aqui debatendo só o enredo da Maeve hahaha


Deixa eu te perguntar já, gostou de como usaram as reviravoltas? Confessar que eu fico com um medinho por conta de Sherlock. Sherlock era assim, tinha grandes reviravoltas atrás de reviravoltas, até que... Perdeu o peso. Não acho que Westworld perdeu o peso. Mas... Não sei explicar, fica aquele medo, sabe? Igual quando o Felix e o Sylvester olham pra Maeve, dando a entender que vão ressuscitar ela. Na hora eu pensei: se não tiver todo um processo por trás, isso vai ser algo ruim
Ou quando a Dolores é ressuscitada também. Eu gostei, mas não deixei de pensar... Tem umas gordurinhas aí para impacto

Ana: Isso de morrer e ressuscitar é o grande problema de Westworld que eu acho que eles querem deixar claros: os anfitriões não são humanos. São uma espécie que, até nas próprias palavras de Dolores, "se recusa a morrer". Eu só não quero as reviravoltas só por reviravoltas, porque dar motivação e escrever bem essa motivação dá o valor pra reviravolta, tipo o Bernard querendo salvar a própria espécie. Felix e Sylvester tem uma certa motivação (o Felix só né, mas-), mas ainda assim, precisa ter um processo, ou se for rápido, consequências. Um preço a se pagar, sabe?

Maeister: Sim, concordo. E é muito importante isso que você falou:  relação de reviravoltas e o preço a se pagar. Acredito que esse foi o grande desafio de Westworld na temporada - a série nos acostumou mal por conta da genial primeira temporada, nos fazendo esperar reviravoltas inimagináveis. Sendo assim, agora com esse final eu vejo muitas "gordurinhas". Certos exageros ou confusões para poder brincar com essa coisa de teorias.


Tanto que concordamos que o começo estava meio atípico e pontuamos ao longo dos nossos debates certos problemas ou coisas que achávamos estranho. Para mim, tudo isso que achamos estranho não foi necessariamente consertado e são frutos de não saber como lidar com o hype. Fica aquela pressão de gerar conteúdo para debate. Eu diria até que Westworld, nessa temporada, se encontrou mesmo no final. Os últimos 3 episódios foram mais que sensacionais e levaram essa noção de preço a se pagar pelas reviravoltas.

Nisso tudo, portanto, na questão de "falhas" e "defeitos", entra outro ponto crucial: os roteiristas. Existe uma quantidade maior de gente envolvida e escrevendo de formas diferentes. Por isso muitas vezes soa estranho. Se por um lado isso é bom, pois Westworld consegue abrir o leque de abordagens, por outro é confuso. Justamente os melhores episódios são os que a Lisa e o Jonathan estavam mais envolvidos. Nesse caso, não sei se notou, mas olha a diferença de tom desse último episódio para sei lá, o terceiro e o quarto. Parece até um retorno à primeira temporada. E aí, quando se olha a ficha de crédito, fica perceptível a razão: Jonathan e Lisa escreverem praticamente tudo da primeira temporada; nessa segunda eles escreverem uns 3 episódios

Temporada 1:

Temporada 2:

Ana: Eu não tinha notado que tinham outros roteiristas em cima disso; achava que era no máximo o J. J. Abrams, que tomou conta da produção, acho? Isso explica bastante, porque você vê aquela atenção ao detalhe, mas não é a mesma da temporada anterior. Na anterior tinham muito mais nuances. Acho que se fosse só os dois, eles conseguiriam mexer as peças melhor, até se encaixar da mesma forma que a primeira temporada teve essa sensação. Dar o toque final que a temporada precisava. Mas é claro, isso ia demorar muito mais-

Maeister: E não podemos negar: Westworld é um show, precisa mostrar esse aspecto. Se o Jonathan e a Lisa tivessem feito sozinhos, com certeza seria MUITO melhor e mais concisa a temporada. Mas... Teria audiência? Eu não sei. Acho que não. Acredito que essa preocupação é nítida na série, tanto que comentamos muito a noção do que eles estavam fazendo: 1 episódio reflexão e 1 ação

Ana: Em parte eu acho que inevitavelmente essa temporada iria ser mais de ação. Mas é verdade: eu te mostrei vários exemplos de como teve gente que achou a primeira temporada "chata" justamente porque ela não era de ação. Ter a ação era importante pra audiência que achou a temporada anterior muito chata e pretensiosa


Maeister: Enfim, o que achaste da trama do Bernard? Aliás, o que achaste da finalização e o quão importante ele foi para essa história toda?

Ana: A trama do Bernard eu acho que é a minha favorita. Eu por exemplo achei genial aquela cena final entre ele e a Dolores. Eu estranhei a Dolores eras antes fazendo ele ser Bernard e não Arnold e queria que tivesse ESSA intenção da Dolores mais explorada, porque essa intenção faz todo o sentido pra Dolores atual. Não pra Dolores da época. Mas ainda assim, isso é o mínimo; ele teve um arco genial, na minha opinião, e como ele bugou a própria mente e ressuscitou a Dolores... foi demais

Maeister: A Dolores se redimiu né, mas venhamos e convenhamos: ela tava esquizofrênica nessa temporada. Só no final que ela falou "opa, na verdade tudo que eu fiz tem um sentido"
É aquela coisa: se essa temporada fosse revista, ela não passaria pela análise crítica em alguns aspectos. A jornada da Dolores foi estranha, mas... Vou dar essa passada de pano, foda-se hahaha o final dela foi ótimo


Ana: A Dolores eu já tava passando raiva kkkk Pra mim ela era a vilã da série, e eu acho que o final reforçou que ela assumiu o papel de vilã porque é necessário o equilíbrio da força dela com o Bernard. Um conceito que, pra uma série anti-religiosa, é bem religioso

Maeister: Pô, eu nunca achei Westworld uma série anti-religiosa, não kkkk e olha que eu sou ateu chato. Ao contrário, sempre achei bem religiosa. Só que é uma desconstrução dos mitos religiosos que temos usando ficção científica para tanto. Algo como o conto "A Última Questão" do Isaac Asimov. Não exclui a concepção divina, mas a reconstrói e te faz questionar a realidade.
Um dos aspecto mais sensacionais dessa season finale foi o questionamento que tava faltando. Na cena sobre big data e o paraíso, eu na hora me perguntei: será que isso poderia ser a nossa origem? A nossa realidade?
Não sei. E essa é a graça da ficção científica

O que tu mais gostaste das revelações desse episódio?

Ana: Acho que é mais o que eu disse: Bernard deixou de ser só uma vítima. Também gostei como questiona a complexidade dos humanos, bem no melhor estilo ficção científica. A gente se vê como a mais complexa das duas raças, e tal, mas a realidade é bem oposta. Gostei também como o Teddy teve uma resolução satisfatória... mas eu ainda queria ver ele evoluindo mais como personagem. E gostei que agora, provavelmente a série se passará fora do parque também, no mundo humano, com Bernard e Dolores vendo como é a humanidade além do parque


Maeister: EU ADOREI ESSE TAPA NA CARA!
Tipo, vocês se acham complexos? Na verdade vocês são muito previsíveis
e o melhor, isso sendo dito pelo Logan hahaha
Muito foda o uso que fizeram do ator e essa parte, da Forja, é uma das minhas preferidas de toda a a série

Ana: SIM. Ben Barnes e Tessa Thompson nesse último episódio ARRASARAM na atuação. Príncipe Caspian amooor

Maeister: Caralho, é o princípe Caspian. Eu nunca tinha me tocado
ELES ESTAVAM EM NÁRNIA
NÃO ACREDITO

Ana: É o Príncipe Caspian e é o Dorian Grey KKKKKK

Maeister: E realmente, a atuação da Hale se superou. A Tessa né. Essa mulher é demais. No momento que ela vira a Dolores, é tipo, outra pessoa mesmo

Ana: Sim!!! Eu espero que ela faça mais papéis incríveis assim. Ela fez a valquíria de Thor: Ragnarok (que ACHO que aparece em Infinity War, mas não sei porque não assisti), mas o papel não fez jus ao nível dela, não, e dá pra ver isso muito claramente agora

Maeister: Eu lembro dela em Creed. Essa moça promete muito ainda.
E nessa coisa de dados, eu gostaria de te perguntar duas coisas:
1 - o que achou da noção de paraíso?
2- se fosse você ali e pudesse escolher entre ir para o mundo real ou viver no paraíso onde tudo é perfeito, o que você escolheria?
(basicamente: você é team Dolores ou team Bernard?)


Ana: OLOCO, as perguntas super fáceis né

Maeister: kkkkkk

Ana: Eu na real fiquei pensando no que podia ter dado de errado com o paraíso. Anfitriões também podem discordar e tretar entre si. O paraíso não vai ser só mar de rosas. Vai ser só mais uma sociedade que eu não consigo acreditar que vai ser perfeita. Pra mim, a escolha é mais no quesito "livre de uma raça inteira dominando o mundo que me detesta e tenta me matar, e de novo, e de novo" ou não. Nesse caso eu iria pro Vale Além

Maeister: Eu também fiquei meditando nisso. Algo perfeito não existe. Inclusive essa foi a opção dada pelo Ford/Bernard a si mesmo: construir um novo mundo. É mais nesse sentido.
E eu sou team Dolores. Para mim é uma ilusão deliberadamente viver  em um lugar seguro projetado por outros. Se eu fosse para um lugar desses, eu não conseguiria me desvencilhar de que é uma mentira e o pior: não dá para tomar a pílula vermelha.

Por fim, mas não menos importante: O QUE SERÁ DO NOSSO QUERIDO WILL? Gostou de seu """final"""?


Ana: Eu não sei dizer se eu gostei desse final, argh! Eu quero explicações, entender o que aconteceu. Por hora eu não consigo opinar se gostei ou não, especialmente porque esse final botou em cheque tudo o que aconteceu com o William até então. O que é real e o que não é da história dele? Não. Sei.

Maeister: É muito cedo para ter qualquer teoria relevante. A mais interessante que eu li é a de que o final pós-crédito é no futuro, depois do fim da humanidade e o Will está revivendo tudo aquilo

E o que achaste da junção dele com a Dolores?

Ana: Foi uma parte muito rápida. Eu fiquei com hype no começo, mas depois acabou rápido demais e eu fiquei "meh, podia ser algo ainda maior". Não foi

Maeister: Sim. Não chega a ser um defeito. Mas algo mal desenvolvido. Rápido demais.
Na hora eu pensei "como que ela chegou ali, certinho onde o Will está?". Depois eu refleti que ele tava no meio do caminho, mas...
Estranho demais. E a trégua tão fácil dos dois...

Ana: Mas ele matou a filha dele. Ou não. Porque a gente não sabe

Maeister: Sabe, isso me deixa feliz e puto com Westworld. Feliz por que muitas vezes eles acertam pra caramba, como em toda a trama envolta dos dados e a realidade. O Bernard em si né, o que é real, em que linha do tempo ele está. Mas as vezes eles usam tanto o cliffhanger, que fica um ar pseudointelectual, enquanto o que faltam são informações mesmo. Isso é uma carta de qualidade inexistente. Como por exemplo: deve ter gente falando que essa temporada é incrível e se você não achou isso, é por que não entendeu


Ana: Eu vejo muito uma tendência disso nas escritas atuais e tal: uso de cliffhanger como um artificio pra forçar interesse. E qualquer obra que tenha um ar mais intelectual, especialmente em ficção científica, vai ter alguém que meio que se alimenta só da atmosfera intelectual e evita olhar com senso crítico justamente por isso. E tem gente que por ver esse ar, acha que a obra é só isso, só fala, e pinta a obra assim

Maeister: Sim, é o pós-modernismo e relativismo cultural né. "Tudo depende da sua interpretação", para mim isso é furada. Westworld não chegou a esse ponto, mas ficou claro nessa temporada como ele usa esses artifícios de cliffhangers pseudointelectuais. Sabe por que? Eu vou ser meio polêmico agora: por que entender Westworld não é tão difícil.
Eu brinco aqui direto que essa série buga a nossa mente e buga mesmo, mas entendê-la não é tão difícil. Claro que isso vem de mim, um cara que tem um blog INTEIRO abordando cultura pop de forma profunda, mas eu te digo que o mais difícil de Westworld é a primeira temporada e mesmo assim, é só você ter PACIÊNCIA, não necessariamente ser super inteligente. Tendo paciência de ir entendendo as coisas, tipo: opa, isso aqui é mente bicameral. O que é mente bicameral? Ah, quer dizer isso. Agora tem isso aqui. E etc.

A partir do momento que você "decifra" a primeira temporada, o resto se torna fácil. E foi isso que, para mim, aconteceu na segunda temporada. Tudo o que eu não entendi é por que não foi revelado mesmo. Faltava intencionalmente informação.


Não estou dizendo que Westworld não é inteligente e que não tem muitas camadas. Ao contrário disso, É INTELIGENTE PRA CARAMBA. Mas criou-se uma aura de supervalorização. E essa aura fica nítida demais nessa temporada. Por isso a minha frase do começo: o último episódio foi o que a temporada inteira não foi. Ela foi ruim? Não. Mas deu muitas voltas para chegar em um conceito que não era tão complexo assim. Essa complexidade foi uma enganação.

Aliás, eu diria que os melhores momentos de Westworld, para mim, é quando a série é simples. Daí por que a primeira temporada continua num patamar tão elevado


Ana: Eu concordo, mas na real, na primeira temporada acho que nem de pesquisa precisa? Precisa pra conhecer os temas mais profundamente e associar eles ainda melhor, mas pra entender a temporada num nível essencial, nem

Maeister: Ah sim, concordo. Em suma, paciência para refletir né. Acho que me expressei mal, não necessariamente pesquisar (na verdade, é uma oportunidade que eu coloquei para as pessoas acessarem meus posts explicando Westworld rsrsrs. Acessem lá, são bem legais :D )

Ana: Sim sim: eu acho que tá tendo recentemente uma certa tendência na cultura atual que é realmente a escrita pretensiosa, o "parece profundo mas não é". Por exemplo, em filmes surgiu até o termo Oscar Bait. Eu queria deixar claro que Westworld se diferencia disso porque aborda as coisas de forma sólida, não deixa algo flutuando no ar porque sim. E é importante deixar isso claro, justamente pela onda de obras assim, ou até mesmo como uma dica pra quem quer criar uma história, de pensar no que é sólido primeiro, na estrutura, e depois nisso

Maeister: Ah sim, quero enfatizar: não estou dizendo que Westworld é pseudointelectual, mas que existe essa tendência e as vezes Westworld usa dessa tendência por meio dos cliffhangers. Não quer dizer que a série faça parte disso, mas que por vezes toma decisões que intencionalmente brincam com a noção (pois o "parecer profundo mas não é" vem também do público. O público atual parece clamar por coisas do tipo). Por vezes, nessa brincadeira eles acertam e por vezes não (já que é uma obrae qualquer obra, ainda mais transmitida semanalmente, tem que lidar com a expectativa do público)


Enfim, gostaria de agradecer a todos que nos acompanharam nessa jornada de debater semanalmente Westworld. Pode parecer que estou sendo negativo em toda a minha crítica, mas de verdade mesmo, adorei esse final e a segunda temporada - mas não de forma perfeita ou intocável. E já que gosto de dar um olhar novo, acredito que é meu papel ressaltar o que muita gente não tá falando ou esquece.
Claro, não tem como abordarmos TUDO. Sempre falta algo. Mas espero que a gente tenha conseguido acrescentar um debate interessante para vocês.

And you Ana, diga algo para os seus fãs -q
O mundo está te vendo

Ana: Oh não vou fugir
Eu quero agradecer quem nos acompanhou nessa jornada, também Foi um grande prazer fazer parte dessa conversa e Westworld continua sendo uma das minhas séries favoritas, juntinho com Hannibal, The Blacklist e Star Trek: Deep Space Nine. Eu amei a temporada mas também reconheço os defeitos dela. Espero que vocês tenham gostado dos insights que eu trouxe, e eu tô particularmente orgulhosa de mim por ter pelo menos terminado algo pro Divisão Paralela, já que tentei antes e flopei QQQ

Maeister: Hahaha é algo para ser orgulhar mesmo, chegamos até aqui e com qualidade.

Fiquem atentos para talvez alguma outra série que venhamos a acompanhar. Se tiver sugestões deixe nos comentários. Nos siga nas redes sociais (Facebook e Twitter) e por fim, fica a questão: você é tão complexo quanto imagina?

<<< Leia o debate sobre o episódio anterior

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