Westworld 2x07: um mais do que bem vindo episódio de respostas

Episódio focado em resolver pontas soltas consegue misturar ação com reflexão, ainda que tenha que forçar alguns acontecimentos para tanto


Atenção: este post tem spoilers


Maeister: Olá a todos, eu sou o Maeister e o Bernard só se fode

Ana:

Maeister: Opa, espera aí, cadê Ana? Infelizmente por motivos de: desaparecimento, o post de hoje será feito apenas por mim. Então, obviamente não será um debate, apenas as minhas impressões sobre o episódio 7. Provavelmente vão ter algumas lacunas, pois a Ana complementava essas lacunas com a visão dela, mas eu vou dividir em tópicos, quase uma análise mesmo, para ficar de fácil compreensão. No próximo post voltamos para a programação normal.

Westworld T2E7: Les Écorchés

Bernard: entre o presente e o passado

O episódio inteiro foi sobre o Bernard e as resoluções envolvendo os seus problemas. Uma das coisas que achei bastante interessante foi o modo cíclico de montagem do episódio: ele começa com a Hale questionando o Bernard, ele começa a lembrar das coisas e aí temos todo o desenvolvimento, para no final voltarmos para o começo.
Em síntese, esse episódio foi sobre respostas e não tanto sobre questionamentos, como estamos acostumados a ver. Aquela dualidade entre reflexão e ação continua fortemente presente na série, sendo este o lado da ação, porém, que traz as respostas das reflexões anteriores. Uma sacada genial para unir os dois lados.
Nesse sentido, depois de tantas especulações sobre o destino de Bernard, tivemos uma resolução simples para a descoberta do fato dele ser um anfitrião. Isso levará a muitos debates ainda, mas é bom já ter todo o castelo de cartas na mesa - resta saber como esse castelo irá desabar.

Ford está mais vivo do que nunca

Anteriormente, eu havia citado como interessante o uso que eles fizeram da saída do Anthony Hopkins, mas claro, descobrimos que isso não foi uma obrigação, mas uma opção. Eles optaram por manterem durante a temporada a figura do ator longe, apenas fazendo alusão por meio de outras personagens. Agora, temos a volta de vez do ator: o que é ótimo! Só não sei ainda como isso se encaixará com a proposta, pois a ideia do Ford sempre foi morrer para deixar a sua criação livre. De repente, nesse episódio, ele está interferindo com intenções obscuras por trás. Em um primeiro momento, achei incoerente a proposta; entretanto, tive as minhas dúvidas explicitadas na fala de Bernard - ou seja, os roteiristas têm consciência disso. Resta saber o que vem a partir disso e dessa simbiose maluca entre Bernard e Ford.
Ah! Na cena de diálogo com a Hale, não podemos esquecer que o velho está ali dentro, ou seja: a informação dada pode ser falsa.

O parque é um experimento

Isso acho que todo mundo tinha captado um pouquinho. Nos meus posts sobre as teorias da primeira temporada, eu falei sobre laboratório evolutivo, com a intenção de evoluir os anfitriões para o nível consciente. Essa ideia não está errada, mas agora sabemos um pouco mais, complementando essa noção: Westworld é um parque não para os visitantes, mas para os hosts. Para desenvolver eles em um ambiente controlado. Só assim é possível ver o aspecto real da humanidade, da consciência humana, e reproduzi-la. O objetivo? Atingir a imortalidade. Claro, esse era o plano do Delos, mas não sabemos se esse é o plano do Ford. Para mim, ele parece mais interessado em ver a sua criação livre do que necessariamente tudo ser um meio para criar corpos compatíveis que possam receber cérebros humanos.
Gostaria de ressaltar também que mesmo em meio a tantos gêneros cinematográficos, Westworld continua uma ficção científica pura. E por pura, quero dizer algo que remete aos escritores clássicos: a ideia de simulação é mais antiga do que você imagina, mesmo antes de Matrix. The Tunnel Under The World, de Frederik Pohl, foi lançado em 1953, e conta a história de um sujeito que começa a ter pesadelos e perceber certas incoerências no seu cotidiano. Aos poucos descobre que ele e toda a sua realidade não passam de uma plataforma de testes para publicidade. É a mesma proposta explicitada neste episódio de Westworld, mas claro, a série a ampliou para outro nível.

Maeve x O Homem de Preto

Eu não esperava um embate da Maeve contra o William, mas isso aconteceu e de forma inesperada: ambos foram colocados em uma situação de quase mortos. Isso é bom, pois dá mais ânimo para a narrativa - lembra que qualquer um está passível de morte.
Tivemos também a revolta de Lawrence, que eu entendi o sentido, mas... Foi bem conveniente, não? E é bom saber que os poderes da Maeve não funcionam com quem é consciente. Ainda é um cheat overrated, mas pelo menos tem uma limitação ali.
E no geral não teve grandes surpresas nesse embate: foi angustiante ver a filha da Maeve ser levada pela Ghost Nation, mas não foi algo impactante; eu já esperava isso. E depois dos tiros certeiros nos dois personagens, tudo apenas ficou à deriva. Qualquer coisa pode acontecer.

Ps: que bonitinho o Sizemore tentando ajudar ela.

Dolores x O mundo

Outro foco importante que tivemos nesse episódio foi na continuação do embate da Dolores versus todo mundo. Foi eletrizante ver ela frente a Hale - duas mulheres de personalidades fortes frente uma a outra. Sem contar no novo encontro com Maeve, que pontuou bem: "você está perdida na escuridão". E isso me faz pensar: se o parque é um ambiente controlado que reflete o pior dos seres humanos, os anfitriões ao se verem livres se tornariam esse pior. Pois por mais que lá no fundo sejamos selvagens, existe uma parte importante, ainda que por meio de controle, das nossas personalidades que é boa. Os anfitriões provavelmente se baseiam apenas no ruim, o grotesco. O bom não existe no contexto dele. Talvez seja esse o maior erro do Ford e a Dolores é a maior amostra disso. Entretanto, ainda temos a Maeve, que se tornou um pouco diferente, penso eu, por conta do contato com o Felix e o próprio Sizemore, amenizando o lado assassino.
Enfim, muitas suposições, não arrisco nada certeiro, mas resta ver no que a Dolores vai se tornar e qual o papel do nosso querido Ted nisso tudo. E mais: o que nos aguarda em Além do Vale? E o livre arbítrio, ele realmente existe ou é tudo um jogo mesmo?
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Bom, esse foi o resumo do episódio e essas foram as minhas impressões. Se você gostou, compartilhe pois realmente ajuda o blog a crescer. E se discorda, quer explanar quem sabe a sua própria teoria, ou whatever, a caixa de comentários está aí :)

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El Psy Congroo.

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