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A série que ninguém pediu, mas voltou mesmo assim 

WESTWORLD ESTÁ DE VOLTA! Confira as nossas opiniões sobre o primeiro episódio da segunda temporada #CHATLIVRE


Olá, bem vindos a mais uma coluna deste maravilhoso blog. A intenção dela é formar um debate, como se fosse um chat mesmo, sobre determinados temas. No post de hoje, vamos comentar a volta de Westworld, teorias malucas e nossas avaliações sobre esse primeiro episódio.
Lembrando que são apenas nossas impressões imediatas, então provavelmente vamos deixar passar muitas coisa e de vez em quando falar baboseiras. Mas chega de enrolação e vem com a gente ficar um pouco louco com essa série que adora fritar o nosso cérebro.

Ps: leia as nossas teorias sobre a primeira temporada!
Ps²: Obviamente este post tem spoilers!

Maeister: Olá pessoas, eu sou o Maeister, dono desta budega que chamo de site e adorei ver Dolores fazendo cosplay de Maria Bonita.

Ana: Alor, meu nome é Ana Caroline, sou amiga do dono então tenho privilégios no post, e estou decepcionada que o primeiro pinto que vemos na segunda temporada é o do Sizemore.

Maeister: Bom, não sei como iniciar isso aqui direito, já que é o primeiro rsrsrs, mas vamos lá. Vou começar te perguntando Ana quais foram as suas impressões iniciais, por que vou falar pra caramba, então acho melhor que você me diga o que achou para irmos aprofundando. Gostou? Não gostou? Por quê?

Ana: Eu amei, MUITO. Dá pra ver mesmo que a série não perdeu o foco dela, mesmo que o plot tenha mudado de direção consideravelmente. Continua com arcos separados, com um pouco do toque existencial, que dessa vez às vezes precisa ser abordado de uma forma mais sutil, e com a produção incrível.
Eu não sei muito como elaborar além disso. Mas é realmente uma qualidade assustadora nessa série?

Maeister: Então, acho que aí que vamos entrar no debate. Eu não gostei tanto.
TAM DAM DAM (*música dramática*)
Mas calma lá, vamos por partes: o episódio em si, isoladamente (claro né, só temos esse episódio ainda), me parece um tanto quanto estranho, com um tom fantasioso e direto. Para mim, só nesse episódio teve mais ação que o decorrer da temporada anterior inteira - não que isso seja ruim, mas mostra uma mudança de perspectiva. Não sei se foi impressão minha, mas parecia tudo muito fácil demais (tirando o enredo do Bernard, lazarento que sempre buga o cérebro de todo mundo). Me parecia tudo muito óbvio, sabe? Quase como se estivéssemos acompanhando uma narrativa. Talvez seja viagem minha, mas cada vez fica mais difícil entender em Westworld o que é narrativa e o que é real.
Okay, isso é um ponto bom. Mas o meu problema é que o episódio em si não acrescentou tanto para a trama, foi mais uma continuação direta e lenta para dizer: "olha só como estão as personagens". De novo, analisando o episódio isoladamente. Mas como bem sabemos, Westworld funciona no todo.
Em resumo, o que eu quero dizer com isso?
Esse episódio foi uma espécie de "enganação". Para mim está tudo muito bonito e direto para ser verdade. Por exemplo, naquela crítica horrível do G1 que comentamos antes desse debate (me contrata G1! Eu faço críticas melhores), o cara vangloriava como Westworld estava parecido com o filme antigo de 1973. Essa que é a minha análise: a série sempre satirizou isso. Talvez chegasse a ser um anti Westworld 1973.

Ana: Eu acho que você não confia no episódio porque ele estabelece um reinício da narrativa, e a primeira temporada foi toda sobre quebrar a narrativa KKKKKK

Maeister: Exatamente! Apesar que o Bernard deu esse gostinho de quebrar narrativas.

Ana: Esse é possivelmente um problema que o Nolan vai se deparar com o prosseguimento de Westworld. Manter essa temática.
Mas eu ainda acho que é uma parte natural de seres assumirem papéis numa trama, porque de certa forma é seguro. A Dolores escolheu o papel dela (e pra ser bem sincera, achei muito foreshadowing a parte dela e do Teddy). Eu acho que de certa forma, eles ainda estão presos nas narrativas, com exceção da Maeve; que abraça as narrativas do romance do Hector e da filha porque de certa forma, a partir do momento que foram criadas, eram reais.
Ou corrigindo: Maeve transcendeu o script dela, mas não descartou. Só tá usando como bem quer.

Maeister: Nossa, a parte da Dolores e do Teddy me deu até ânsia. Ô negócio romanticozinho chato! Aí que entra de novo: em Westworld nada é a toa, até esse romance clichê sempre teve uma função. A pergunta é: qual a função disso a essa altura da história? (Como você disse, foi foreshadowing pra cacete)
E outra coisa, não sei se você percebeu isso, mas esse episódio foi excessivamente expositivo. Não ao ponto de ser cansativo, mas tinha até uma didática. Quantas vezes foi falado algo como "olha o que vocês humanos fizeram, agora vocês estão no nosso jogo"? A Dolores enquanto matava pessoas começou um discurso clichê autoajuda sobre ela escolher quem ela quer ser. Isso soa como uma das narrativas. Estou certo nisso ou foi só impressão minha e estou ficando louco?
- As exceções disso obviamente são a Maeve e o Bernard, que ainda mantêm algo fora da "fantasia". Talvez por isso a história da Maeve nem andou tanto.

Ana: Acho que a Dolores tá presa numa narrativa que ela criou pra ela mesma. E isso nem sempre é bom. Sobre o Teddy e a Dolores... Pra mim tem outro propósito. Lembra como o Ford programou o Teddy pra só ficar com a Dolores quando matar o Wyatt? Pra mim, ele não tá tão livre da narrativa dele ainda; isso foi até dito na primeira temporada. E é importante que ele não esteja, porque parte da narrativa dele é impedir a Dolores. Eu acho que ele vai matar ela, no fim das contas.
(Só teorias, mas é a impressão que eu tenho. Que ele tá repetindo toda a história dele)

Maeister: Entendo, então essa impressão de que estão escondendo mais coisas não foi só minha.
Bom, antes de dar minha visão no próximo tópico, quero saber a sua. Para você Ana, qual foi o tema desse episódio? E se quiser, já arrisca aí suas teorias (inclusive você falou comigo antes sobre como parece que o Ford sabia o que aconteceria com o Bernard. Elabora isso aí).

Ana: Pra mim, foi o estabelecimento do jogo do Ford, A Porta. Esse é o campo inicial. O único que sabe com certeza que é um jogo é o William (até porque o Ford disse isso pra ele), mas os outros não têm muita certeza. Eu não sei se a Maeve vai ser forçada a jogar esse jogo, e francamente, é uma coisa que a gente só vai saber mais tarde na temporada, mas a maioria tá, Dolores inclusa.
Sobre o Bernard, o Ford foi bem claro de que ele não tinha ganhado a verdadeira consciência, ainda, e que ele precisa sofrer muito mais. Do jeito que ele disse, e pelo jeito que o episódio terminou (com Bernard falando que matou uma penca de anfitriões), eu acho que Ford planejou mais coisas pra ele.

Maeister: Ah! Essa bendita Porta. Confesso para você que eu estava achando o episódio só ok até surgir esse diálogo do Will com o "Ford" (estaria Ford vivo em alguma outra forma de consciência? Quem sabe. É uma possibilidade para o problema "não podemos pagar o Anthony Hopkins"). Imediatamente me veio um sorriso quando a tal Porta foi citada.
Outra coisa que achei interessante foi essa inversão de dualidade: antes acompanhávamos os humanos caçando os anfitriões, agora é justamente o inverso. Nos faz questionar sobre o que é maldade (debate levantado ao longo do episódio, principalmente sobre a conduta da Dolores. Segue a clássica frase do Nietzsche: "quando você olha demais para o abismo, o abismo olha de volta"). Então, é legal ver justamente o que o Ford falou: agora sim é um jogo para o Will. O Will no caso representa os humanos.

Sobre o tema do episódio em si, eu acrescentaria algo que se junta com a minha ideia sobre o episódio estar sendo excessivamente fantasioso: sonhos. Para mim o tema do episódio foi sonhos.
Se percebermos, esse é o primeiro tema abordado no começo do episódio e ao longo vamos ver muito isso: como Dolores está realizando o próprio sonho (e ela mesma fala sobre), como o parque em si, o antigo sonho fantasioso dos humanos, está sendo deteriorado (a tal inversão de papéis de caçador para caça) e claro, como nosso querido Bernard parece estar passando pelo mesmo processo de dissonância cognitiva que a Dolores passou - o que por sua vez está ligado ao entendimento da realidade dele (ele está no presente ou no passado?), quase como um sonho também. Temos também o foco no inconsciente dos anfitriões. A coisa toda de tirar o "cérebro" deles. Se juntar isso com a narrativa "fantasiosa" e didática, tem algo a mais por trás. Certeza.
O que eu não sei responder é: o que caralhos foi aquele final?

Ana: A história do Bernard não tá completa e se a estrutura da primeira temporada é sinal de alguma coisa, é que esse primeiro episódio não tem uma fração tão grande de informação em comparação ao resto da temporada.

Maeister: Concordo totalmente. É que eu já vi tantas séries acabarem pendendo para o lado direto e fácil, sem reflexão, sutilezas e debate (cof cof Game of Thrones) que quando eu vejo Westworld apresentando isso, me surge o medo de se perderem e de fato fazerem uma "adaptação" do filme de 1973. Eu sei que provavelmente tudo isso é o Nolan e a Lisa Joy brincando com as nossas expectativas, eles sabem muito bem o que o público espera, mas o medo não deixa de estar lá né kkkk

Para finalizar, o que aconteceu com a Elsie? Coitada. Será que ainda vão mostrar ela? kkkk
(em uma série como Westworld onde mortes mostradas são questionáveis, imagina as não mostradas)

Ana: Nossa, tomara que mostrem, deixaram a gente na expectativa né. Mas não me surpreenderia se ela realmente estivesse morta; o flashback do Bernard poderia justificar isso também.

Maeister: Eu acho que ela ainda tem algum papel nessa história. Westworld não deixa Barbs mortas por aí e depois tapa buraco com qualquer coisa. Deve ter alguma importância (eis outro problema que os roteiristas têm de enfrentar nessa segunda temporada: as expectativas dos fãs!)

Enfim Ana, dê a sua conclusão geral e se quiser mandar algum recado, mande aí também.

Ana: Francamente, eu amo o episódio por si só, mas parte de mim tá em silêncio. Tá esperando pacientemente o resto do plot vir. Demoraram dois anos e eu, francamente, não alimento minhas expectativas e tenho medo de alimentar teorias também, porque Westworld pode muito bem quebrar elas, considerando o prosseguimento das próximas temporadas. O melhor a fazer é aguardar até as peças encaixarem; pra mim, na primeira temporada, só se encaixaram direitinho no último episódio. Não duvido nada ser o mesmo nesse.

E sem rodeios: me sigam no Instagram @hekauofdreams. Eu sou artista e gosto de pensar que sei das coisa. Podem bater um papo comigo nas dms sobre esse post, se quiserem.

Maeister: Certíssima! Lindíssima, falou tudo! Não sigam o meu exemplo de ficar botando expectativas e fazendo teorias antes da hora kkkk Sério, é sofrido demais. Mas em Nolan e Joy we trust. Eles têm pelo menos não só um, mas dois votos de confiança da minha parte.

Bom, esse foi o post estreia, e como diz o nome, é um chat livre: você é bem vindo (aliás, deve) a continuar essa conversa nos comentários! Gostou do episódio? Odiou? Não entendeu nada? Diz aí!

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E até semana que vem! o/

El Psy Congroo.

Nota da Ana: ★ ★ ★  ★ (85/100)
Nota do Maeister: ★ ★ ★  ★ (70/100)

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