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3 motivos para assistir Lady Bird (Guest-Post)

Inaugurando a coluna de textos escritos por convidados, Guest-Post, eu recebo aqui neste blog a jornalista, amante da sétima arte e minha querida amiga, Júlia Alves, para falar sobre Lady Bird. Confiram aí:


Lady Bird concorreu a vários prêmios no Oscar, tem direção feminina e um olhar sensível para a fase mais complexa da vida

A premiação do Oscar aconteceu no último domingo (04/03) e entre os indicados para melhor filme, estava Lady Bird, que não levou o prêmio mas merece e vai ser comentado por aqui. Além da categoria de melhor filme, também concorreu nas de melhor atriz, atriz coadjuvante, melhor roteiro original e melhor diretora. A noite do Oscar não favoreceu ao filme, mas vou te dar três motivos sem spoilers para você assistir essa obra incrível.

Sinopse
Lady Bird é o nome que Christine escolheu para si mesma. Ela está no auge da sua adolescência e mora em Sacramento, um lugar que não se identifica e que sempre se sentiu deslocada. Lady Bird estuda em um colégio de Freiras e nele é a garota estranha de cabelos coloridos, personalidade forte que sonha em ir para bem longe dali e fazer faculdade em Nova York. Ir a festas badaladas e se conectar com a arte de viver em uma cidade intensa. 

1- Direção feminina.
Greta Gerwig estreia como diretora e roteirista (ela já co-escreveu e co-dirigiu outras obras).  Atuou em filmes como Lola Versus (2012) e também em um dos meus favoritos Frances Ha (2013). Greta é a quinta mulher na HISTÓRIA do cinema a concorrer como melhor diretora. Infelizmente não levou, mas sua direção é de muita delicadeza, algo quase auto-biográfico sobre sua vida. Confesso que ver uma mulher talentosa e sensível que sempre admirei dirigindo um filme e concorrendo a tantas categorias foi o que me levou a assistir Lady Bird, e valeu cada segundo.

2- Lady Bird, um retrato.
Como não amar essa personagem? Interpretada pela Saoirse Ronan, Lady Bird é um retrato perfeito da adolescente deslocada, chata e rebelde que no fundo todos nós amamos. Não é algo sem sentido, aquela história de rebeldes sem causa, sentimos de perto que Lady Bird está totalmente perdida e tentando se descobrir. Queremos matar Lady Bird, queremos gritar com ela e dizer para abrir os olhos, mas no fundo, é o que gostaríamos de ter dito a nós mesmos no passado. 
Lady Bird é sobre querer mais, mas também é sobre perceber e se orgulhar de quem realmente é. Sobre cultivar sonhos, mas também dar mais valor a pequenas coisas que já temos. Lady Bird é sobre crescer.

3 – Diálogos lindos.
Alguns diálogos apesar de simples, são muito profundos, algo que para quem assiste, parece muito real. Conseguimos sentir os sentimentos de Lady Bird e dos outros personagens através desses momentos. A relação cheia de conflitos com sua mãe, mas que envolve muito amor e identificação, as amizades cativantes e as primeiras vezes. No filme, conseguimos acompanhar algumas delas, desde a perda da virgindade a compra do seu primeiro cigarro. Realista, o roteiro é montado de maneira muito inteligente.  


Lady Bird traz um olhar honesto sobre a adolescência, sobre as experiências que todos nós passamos, momentos em que nos sentimos perdidos. Um roteiro sobre expectativas e frustrações. Consegue conversar intimamente conosco e quebrar o estereótipo de filmes sobre adolescentes que quase sempre não conseguem representar de maneira justa essa fase. Amei Lady Bird mesmo com suas mentiras, rebeldias e estupidez em alguns momentos. Amei Lady Bird por que ela é capaz de nos trazer uma forte nostalgia. Me faz pensar na minha melhor amiga, na minha irmã... Me faz pensar, nas minhas histórias.
Espero que assim como eu, vocês amem e odeiem Lady Bird. 
Beijos, até a próxima.

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