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Steven Universo: reflexões sobre o papel educacional de um desenho

Vivemos em um mundo de conflito, onde olhamos primeiro as diferenças e depois as semelhanças. Por essas e outras eu fico feliz de ter assistido quando criança desenhos que falavam sobre alguém excluído por ser diferente. E por causa disso acredito que Steven Universo, entre outros desenhos atuais, são mais do que recomendáveis para crianças e para qualquer um, pois eles possuem uma mensagem que pode potencialmente melhorar o caráter de alguém.

Liga da Justiça é galhofa, brega, feio, esquizofrênico e raso. Mesmo assim, consegue acertar


Iae galera, quanto tempo hein? Um mês sem post nessa bagaça? É que a faculdade suga a minha vitalidade de existência (que já não é lá essas coisas), e aí fica o site nesse limbo incógnito de “vivo ou morto”. Bom, agora que a minha vida acadêmica está mais tranquila (acho, não vi minhas notas ainda), estou de volta!
Talvez mudando um pouco a forma que escrevo (já que nada é para sempre e eu estou com vontade de mudar a abordagem para algo mais pessoal/opinativo), talvez continuando com o mesmo olhar crítico/analítico (por que analisar e criticar além dos achismos sempre será a base deste maravilhoso site), mas com certeza tentando escrever artigos de qualidade.

Enfim, recentemente estreou Liga da Justiça e eu por livre e espontânea pressão social assisti DUAS VEZES esta obra-prima audiovisual . Por isso (na verdade por que está em alta e eu quero acessos), resolvi dar a minha relevante opinião: será que é um filme merda de super-heróis que imita a Marvel e suas piadinhas toscas? Será que é uma perfeita continuação espiritual do bem aceito (por outros por que eu achei bem mais ou menos) Mulher-Maravilha?


Resposta: nem um nem outro. Liga da Justiça consegue cumprir, entre MUITOS erros e alguns acertos, aquilo que prometeu, mas sem nunca se arriscar.
Primeiro ponto a se notar: a fórmula Marvel impregna cada quadro deste filme. Os fãs xiitas da DC devem estar “GRRRRR NÃO FOI A MARVEL QUE INVENTOU HUMOR NOS FILMES GRRR ZACK SNYDER DEUS GOSTOSO DA DIREÇÃO”, mas calma lá meu patrão, isso não é necessariamente ruim. Queira você ou não, foi a Marvel que estabeleceu os heróis no cinema (com um caminho já pavimentado pelos X-Men de roupinha de couro) e por isso, acabou criando uma fórmula que se constitui de: herói comum + piadocas irônicas no meio de situações sérias + vilões bostas = sucesso. Essa fórmula se mostrou o melhor caminho para desenvolverem histórias relevantes e ao mesmo tempo agradarem as massas. Ou você acha que a gurizada vai ligar para uma história política e densa feito Guerra Civil?
Daí que a DC, desesperada por lucro, resolveu embarcar na onda ao invés de usar como formato as próprias animações (sempre vou me perguntar: por quê caralhos não usam os desenhos? Ta tudo pronto, po). O resultado é uma trama bizarra entre a visão quadrada do Snyder e uma injeção em esteroides de Joss Whedon que infecta até a cena mais dramática. 
Existe equilíbrio? Não mesmo, o lado Whedon fica bem mais forte. O problema não é nem a Liga da Justiça ser engraçaralha, mas se tornar um time de personagens esquizofrênicos.

Personagens

Como assim esquizofrenia? Ora, o Batman fica o tempo todo entre o estrategista detalhista e um Tony Stark babaca (tem como ser Tony Stark sem ser babaca?). Cyborgue é um emo que só reclama, mas nunca desenvolve seus conflitos direito (nem sei como ele os resolveu). Mulher Maravilha vira uma mãezona que hora tem momentos de luta foda, hora só faz cara de paisagem. Aquaman é um clipe musical do White Stripes (isso mesmo, a sua existência se resume a poses, piadas, pose com música de rock, mais piadas e CGI merda embaixo da água). E os dois maiores acertos, pelo menos a meu ver, Flash e Superman, estão envolta de um roteiro raso.
Flash, ainda que forçado, entrega o que o personagem é. Não fica aquele sentimento de, “colocaram umas piadas para deixar o herói mais apresentável”. Não, ele é assim e ainda que tenha uma história individual bem basicona, pelo menos encerram ela; tem começo, meio e fim. Com poucas falas você entende quem é o garoto e quais as suas motivações.


Já o Superman tem nas costas uma longa história, não necessitando nenhuma apresentação. Isso é ótimo, pois nesse aspecto o filme vai direto ao ponto já desenvolvendo o personagem. Finalmente vemos um herói decidido, com uma personalidade definida – ele não é perfeito, mas entre erros e acertos Clark irá defender a humanidade. Então sai aquele sujeito confuso dos filmes anteriores e entra um homem que não mede forças para derrotar os inimigos.
A sua luta contra a Liga é um deleite visual: aqui o filme acerta em todos os aspectos, com Flash fazendo o alívio cômico, Diana colocando drama e o Superman sendo a ameaça. Só que aí, para encerrar esse momento, surge Louis Lane, Clark quase chora, sai voando em um CGI horrível e Bruce faz uma piadoca desnecessária. Tipo, pra quê??? Qual o medo dessa cena resultar em uma problemática ao invés de um momento cômico para gerar fanservice?


Portanto, percebemos que Liga da Justiça trabalha nessa oscilação o tempo todo: trama interessante que pode ser profunda, mas de repente joga uma piada que deixa mais leve e cool o momento. No final, fica tudo no superficial mesmo.
Pô, tem uma cena ali do tal Lobo da Estepe trucidando as amazonas que é demais. Pena tudo ficar sempre no "quase". O vilão quase tem uma história relevante. Quase tem motivações. Quase é bem renderizado.

Qual o saldo final então?

Superman tem potencial para ser desenvolvido melhor nessa nova fase, Man of Steel 2 será muito bem vindo; Flash merece um filme solo, pode copiar o novo Homem-Aranha, a gente deixa; Cyborgue precisa urgentemente ir para o terapeuta; Mulher Maravilha pode estrear o segundo filme também que vai ser sucesso de bilheteria; Aquaman PRECISA de um filme solo por que simplesmente não sabemos quem é o cara por aqui - até tem um pouco de conflito familiar, mas o CGI é tão ruim que mal consegui entender o que eles estavam falando dentro da bolha de ar; e o Batman... Bom, já cumpriu seu papel de unir a liga, pode morrer.

O que temos então? Uma aventura bastante divertida, mais Marvel que a Marvel, que tem sim um pouco da essência da DC. Os fãs das HQ's e animações provavelmente vão odiar, mas o público geral deve gostar bastante. De fato, o filme consegue apresentar seus personagens para esse grande público e entreter. Tem lá seus momentos de vergonha alheia, mas ainda termina com o saldo positivo. Sinceramente? Espero que faça uma bilheteria mundial boa (mundial, por que já sabemos que EUA cagou). Não por que eu gostei, mas por que eu vejo como há muito potencial, só falta a Warner ter $egurança.

Nota: melhor que Thor 1, abaixo dos Vingadores.

El Psy Congroo.

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