RETROSPECTIVA: As melhores postagens de 2017

Confira as aventuras alucinantes de um blog muito louco em 2017

E chegamos a mais uma retrospectiva! Quem diria que esse blog duraria tanto tempo, hein? Pois não só durou, como esse ano foi repleto de muitas postagens (algo a se considerar já que somos preguiçosos), algumas polêmicas e muitos acessos (claro que não nos posts que queríamos). Para vocês terem ideia foram 77 postagens, 126.394 palavras, 735.195 caracteres (com espaços) e 2.702 parágrafos, o que em páginas daria cerca 545. Praticamente o que o Stephen King escreve em um mês.
Enfim, muita coisa, não é mesmo? Vamos então dar uma passeada pelo TOP 6 posts mais acessados, lógico, com os meus comentários inception metalinguísticos analisando as análises. Depois, vou pontuar aquilo que eu e o Julio achamos interessantes (é aqui que aqueles posts gigantes pseudointelectuais que ninguém leu ganham a chance de brilhar).

TOP 6 POSTS MAIS ACESSADOS

Era para isso ser uma série de vários posts, mas como a minha doença degenerativa chamada preguiça se apossou do meu corpo, não consegui terminar. Mesmo assim, foi um marco aqui no site, pois trouxe de vez o lado mais acadêmico, não tão opinativo, e usando como protótipo uma série foda como Westworld. Para completar tive a surpresa do post ter sido bastante acessado e o fandom no facebook ter respondido de forma ótima. De vez em quando a gente acerta em todos os sentidos né.


Mais uma vez, quando menos se esperava, Julinho surgiu com um post foda sobre Magi, analisando, praticamente recomendando, este mangá incrível. O melhor ainda foi a resposta dos fãs (outra vez), pois não só gostaram, como inclusive a página Magi Brasil compartilhou. Para quem gosta de shounens, vale a pena dar uma lida.


Por essa eu não esperava: um post tão recente e referente a um live-action que pouca gente sabia que iria sair (eu mesmo fui pego de surpresa) aqui no top. Erased não é uma obra-prima, mas foi gostoso demais escrever essa análise, pois a experiência audiovisual é incrível. A cada 5 segundos ficava dando print tamanha a semelhança com o anime e qualidade da fotografia. Nosso fandom otaku nunca decepciona, rs.


Bem antes de sair o filme desastroso da Netflix, lá em abril, eu resolvi fazer uma brincadeirinha típica do dia da mentira, ironizando os otakus hardcores. E não é que o pessoal caiu?
Esse post estar nesse top me causa sentimentos conflitantes: adoro uma zueira e foi engraçado demais escrever isso; entretanto, é só uma notícia fake com título sensacionalista, temos posts muito melhores que nem chegaram no top 10.
É a tal lei da banheira de nutella né, idiotices sempre darão mais acessos.


Falar de HIMYM sempre é tiro certo para ter acessos, por que o povo fica pistola por qualquer coisa. É um dos fandons mais agressivos (não tanto quanto o de GoT...) e malucos. O pessoal vive em um eterno debate se o final foi bom ou rim, se Robin deveria ficar com Ted ou Barney (ou nem deveria ter existido). Enfim, resolvi então dar a minha visão, analisando criticamente a construção do encerramento. Resultado? Me xingaram, claro. Mas foi bem legal, por que no meio dos haters, por mais que 90% te odeie, sempre tem um grupinho coerente que entende o que você escreveu e debate de forma respeitosa. É para esse grupo que eu escrevo, por isso foda-se o resto.
(apesar que eu confesso que adoro uma treta <3 tretem mais que tá pouco)

EEEEEEE EM PRIMEIRO LUGARRRRR


Sério mesmo que esse post ganhou??? Algoritmo do google é cruel hein. Agora entendo por que o pessoal faz tanta lista.
Bem, eu fiz esse post na época de 13 Reasons Why e como odeio modinhas, pois sou um hipster pau no cu, tentei apresentar outras obras para o pessoal. Entretanto, não tava com paciência para fazer um post decente e bem embasado, aí fiz essa lista simples, em uma tarde qualquer. Mais uma vez, é acesso o que você quer @? Então toma Nutella em forma de lista.
Mas deixando a zueira de lado, até entendo por que foi tão acessado. As pessoas não se dão conta de como depressão é um tema importante na ficção e como há obras interessantes, mas pouco conhecidas, por aí. Para o bem ou para o mal, a série da Netflix abriu os olhos para a temática e como os sites de lista não pesquisam o mínimo de coisa antiga pra enumerar direito, provavelmente acabou que um povo caiu aqui de para-quedas.

Agora vamos para:
POSTS RELEVANTES QUE NINGUÉM SE IMPORTOU (ou se importou, mas não o bastante para estar no top 6 mais acessados)


Eu não esperava grandes respostas para esse post já que o filme mesmo fracassou na bilheteria, então imagina: o público já é restrito, quem vai ler as divagações filosóficas de um blogueiro fundo de quintal?
Anyway, adorei tanto escrever isso aqui, mas tanto, que dei um fora numa guria por causa desse post. Como assim?
Bom, eu tinha combinado de sair com uma moça pra ir assistir algum filme engraçadinho da Marvel, mas de última hora ela me deu o bolo (e não era meu aniversário). Como diriam os cariocas, fiquei boladão, chatiadasso, mas mesmo assim fui no cinema. Chegando lá, me deparei com o poster de Blade Runner 2049 e pensei: "por quê não? To triste aqui, então bora ver três horas de uma ficção científica filosófica que eu não vou entender nada".
Sai do cinema tão imerso na história, que até esqueci da moça, só conseguia pensar nas problemáticas existenciais abordadas no filme. Corri para casa e imediatamente comecei a escrever o post. Enquanto isso, a garota, a mesma que me deu o bolo, me mandava mensagens. Ignorei todas elas, pois não conseguia parar de escrever. No final, tive um post maravilhoso, que ninguém leu, e de quebra ainda fui tachado de insensível por uma pessoa FILHA DA PUTA QUE USA OS OUTROS QUANDO QUER MAS NÃO LIGA PROS SENTIMENTOS DE SEUS AMIGOS-
opa desculpa, perdi o foco.
Enfim, leiam lá o post e se tiverem tempo, tipo umas 3 horas livres e muito café disponível pra ficar acordado, assistam o filme. É uma continuação digna do original.

Série de justiceiros sociais

Eu não sei o que caralhos aconteceu com o Julio, não sei se foi a faculdade ou overdose de rpg japonês, mas o rapaz destrambelhou a escrever e saiu uns bagulhos fodas. Na minha modesta opinião, a mais modesta do mundo, esse aqui foi o verdadeiro grande marco do ano, pois é basicamente uma "série de reportagens".
Tá, quem tá ligado nos paranauê do jornalismo sabe que não é bem assim, ainda tem o teor de blog opinativo com achismos como condutor principal do texto, mas o Julio fez um trabalho tão bom de pesquisa, levantamento de dados, referências, etc, que isso aqui merecia o prêmio "melhor investigação de blog fundo de quintal".
Caso você esteja perdidasso, justiceiros sociais são aquele pessoal que quer lacrar em tudo. Entretanto, lá nos Estados Unidos essa parada tem ganhado contornos bem mais intensos, tipo Black Mirror mesmo. Alguns tópicos abordados durante essa série de posts são até assustadores, como o poder que pessoas como Anita Sarkeesian exercem no público e na mídia.
Ah! E essa série merece atenção por que deu um trabalho desgraçado. O Julinho escreveu de boas, mas tem ali uma pesquisa de meses, de conteúdo que ele foi acumulando e depois só despejou. Posteriormente, tivemos que cuidadosamente dividir isso por temas e revisar umas trocentas vezes. Eu revisava daqui, ele revisava acolá, cortava parte, acrescentava. Deu um trabalhão.
Música

Olha só, quem diria. Nesse ano resolvi abordar música!
Só para contexto: a gente sempre se recusou a abordar música no site, tirando um post ou outro (eu falando de Stromae rs), por que música é um troço muito subjetivo e ninguém aqui tem conhecimento técnico mínimo para dar pitaco. Mas aí, ao entrar em contato com uns blogueirinhos de música, percebi que NINGUÉM tem embasamento e mesmo assim tá falando. Para completar, percebi que muito críticos renomados falam merda e bom, se for assim, merda por merda, a minha é menos fedida.
A ideia era ter post toda semana de um álbum novo, mas lembra daquela minha doença? Então, ela atacou de novo. A meta é que em 2018 mais álbuns sejam analisados.
Os grandes destaques do ano, pelo menos para mim, ficaram em três albuns de três artistas completamente diferentes em gêneros totalmente distintos: Rainbow, da Kesha, no pop; After Laughter, do Paramore, no rock; e Flower Boy, do Tyler The Creator, no rap.


Por que a coitada sofreu demais nas mãos daquele produtor fdp e puts, é tão bom ver uma artista evoluir grandemente. Rainbow vai para vários lados e acerta em tudo. Kesha livre para criar é lindo demais, não só pelo papo de justiça social, mas pela qualidade mesmo, tanto da produção quanto das letras. Pena que a gravadora cagou e não teve tanta divulgação, por isso flopou legal. Uma tristeza mesmo.


Ora, se não é o ano da volta dos mortos-vivos? Po, como um bom fã de longa data de Paramore, eu não podia deixar esse disco de lado. É a volta por cima da banda, depois de tantos vai e vens. Engraçado que o disco é totalmente pessimista, mas é a primeira vez depois de um bom tempo que sentimos que realmente tem uma banda ali. Ponto para a volta do irmão mais novo, Zac Farro.


Por que em meio ao ano que Kendrick se rendeu ao mainstreim abordando as mesmas coisas de sempre com selo crítica social foda e Jay-Z tentou fazer algo parecido acabando por ser "méh você já fez melhor", Tyler vem com um disco inteiro apenas sobre ele mesmo. Não que ele não falasse sobre si antes (o cara tem uma trilogia de álbuns conversando com um terapeuta), mas é que agora o vejo mais maduro e sincero, sem nenhum personagem ou exageros desnecessários. A sua capacidade de produção atingiu níveis extraordinários e as letras, totalmente existenciais, são certeiras em cada linha. Para mim, merecia pelo menos uma indicação ao Grammy (mas como Grammy não atesta qualidade, pau no cu da indústria fonográfica).

Ps: esses discos não foram necessariamente OS MELHORES, mas os que para mim mereceram destaque em cada gênero. Não tenho cacife pra indicar os melhores ou ficar fazendo listinha aleatória de 100 faixas do ano.


As obra-primas do mister Steven Moffat foram destaque aqui no site, como sempre. Temos já a tradição de cobrir ambas as séries e nesse ano não foi diferente. A diferença mesmo é que Doctor Who melhorou muito e Sherlock... Bem, usando palavras fofas, foi uma bosta da bosta.
DW sempre é legal cobrir, por mais que não tenha tanto feedback. Agora Sherlock... FOI SENSACIONAL! O pessoal do grupo Sherlock Fandom praticamente vibraram com cada post, concordo ou discordando, mas sempre entrando junto na zueira. O ápice foi no post final, sobre o último episódio, onde eu fui, talvez, só talvez, um tanto quanto irônico.

Games

Como eu disse, nesse ano o menino Julio escreveu bastante e sendo assim, tivemos ótimos posts sobre games. Não posso dizer por ele como foi escrever esses posts, mas quero destacar os que achei interessante: TOP 8 Indies que você deve jogar, pois foi um post recomendação bem bacana de jogos que muita gente não conhece; Super Metroid: um clássico problemático, pois surgiu nos comentários um mano saudosista super pistola com a análise do Julio, uma pena que ele desistiu de encher o saco; e o debate sobre tutorial nos games, algo que eu nunca tinha parado para pensar, mas é bem relevante de se refletir (principalmente quem é desenvolvedor ou almeja ser).

E para finalizar...
Não poderia deixar de falar do NOSSO PODCAST!

Colocamos a cara a tapa e nesse final de ano, alguns meses pra cá, botamos a mão na massa e lançamos o podcast da Divisão, o Conversa Paralela, um projeto que queremos levar adiante em 2018! Claro, há muito a se melhorar e é preciso estabelecer alguma periodicidade (logo menos sai mais um episódio), mas o fato de diversificarmos e mostrarmos nosso conteúdo além da plataforma de texto é um passo enorme. Quem sabe algum dia não fazemos videos?
Atualmente temos dois episódios, o primeiro é um debate sobre Steven Universo e o segundo uma recomendação simples de Goblin Slayer. Ouçam os dois casts, por que tá bem legal (e compartilhem pros amiguinhos <3).


Bom, essas foram só algumas das 77 postagens que tivemos nesse ano. Teve muita coisa mesmo: análises de filme incríveis como Death Note (e incríveis mesmo sem ser irônico, como Bingo), análise de hq hipster, debate sobre Steins;Gate, artigo sobre Machado de Assis, etc, etc etc. Tem bastante coisa para se aventurar na leitura (mesmo que ainda não seja tanto quanto gostaríamos).
É isso, fico por aqui. Desejo um ótimo ano novo para todos vocês, muitas energias positivas e que 2018 seja um ano ótimo para as nossas nerdices.

El Psy Congroo.

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