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Steven Universo: reflexões sobre o papel educacional de um desenho

Vivemos em um mundo de conflito, onde olhamos primeiro as diferenças e depois as semelhanças. Por essas e outras eu fico feliz de ter assistido quando criança desenhos que falavam sobre alguém excluído por ser diferente. E por causa disso acredito que Steven Universo, entre outros desenhos atuais, são mais do que recomendáveis para crianças e para qualquer um, pois eles possuem uma mensagem que pode potencialmente melhorar o caráter de alguém.

Doctor Who tem uma ótima season finale, mas infelizmente escorrega ao encerrar a história da Bill

Será que os dois episódios finais foram tão incríveis assim?

EEEEEEEEEE OLHA só onde chegamos! Nem eu esperava que iria conseguir fazer post sobre todos os episódios de Doctor Who, mas não só consegui como tivemos grandes acessos no site. Que loucura hein? Bom, não vou enrolar aqui para trazer minhas impressões, apenas queria agradecer a todo mundo que acompanhou e se divertiu com as minhas ideias ácidas. Se quiserem sugerir alguma série, anime, hq e etc para acompanhar, sintam-se livres para comentar ou encher nosso saco lá no Twitter e no Facebook (se quiser trocar uma ideia comigo, me segue lá no Twitter: @Maeister_ ).

Enfim, vamos ao que interessa: a season finale de Doctor Who!

O primeiro episódio


Como já disse milhões de vezes, essa temporada foi mais focada em episódios isolados e por isso, não sabia o que esperar desse finale. Moffat tem a mania de querer ligar os pontos em quase tudo, com plot twists loucassos a la Shyamalan, mas, ainda bem, alguém na BBC pegou ele pelo colarinho e gritou "CHEGA! CHEGA! Já não basta Sherlock", conseguindo o conter ao máximo. Esses dois episódios finais, apesar de estarem ligados diretamente a tudo o que aconteceu, são totalmente independentes, com uma história única. Só tem um ponto que busca se basear lá no começo, mas que vou falar depois (no episódio dois). 

Como introdução, World Enough and Time é ótimo. Não sou lá fã dos fanservices que o Moffat fica jogando na nossa cara, porém passo um pano pra isso. O que eu quero dizer? Ficou meio vergonha alheia esse lance de "Doctor Who" e blábláblá. Metalinguagem é um ótimo recurso, só que fora do timing certo fica como algo forçado. Adoro a Michelle Gomez e é ela quem salva a Missy de virar uma tia pastelona de piadinhas sobre a própria série, só que até nesse momento, não consegui engolir e para mim ficou um desperdício dos talentos da atriz. Simplesmente da vontade de mudar de canal. Anyway, é só ignorar e seguir em frente.


Se já tivemos muitos problemas com desenvolvimentos estranhos vindo do Moffat, ninguém pode negar que o cara sabe criar conceitos. E aqui não é diferente: na trama, uma nave se aproxima de um buraco negro e por conta disso  (na verdade por ela tentar voltar para trás), uma parte acaba ficando com o tempo desacelerado. Enquanto na parte de cima, onde nossos heróis estão, o tempo passa normal, na debaixo um segundo pode ser uma semana. Para completar tudo isso, nesse tal subsolo se formou uma cidade, uma sociedade própria, que constrói seres bizarros usando como base os humanos.

A premissa, de tudo ser mais outra aventura qualquer e acabar dando tragicamente errado, é interessante. Ficamos acostumados com o "final feliz" e o vai e vem comum das viagens isoladas. Quando Bill recebe um tiro, a única reação é pensar "o Doutor vai salvá-la".


Deve ter quem notou a construção da história de origem dos Cyberman, mas eu diria que essas pessoas são exceções (e muito inteligentes). O episódio não se revela de cara em nenhum momento, mas vai criando todo o ambiente propício. Logo que vi os "enfermeiros" pensei que a proposta deles é semelhante aos Cyberman, mas em nenhum momento pensei que seriam os próprios - ponto para o roteiro, que sabe como ser claro sem entregar demais. Mesmo para quem deduziu as mais precisas informações, quando Bill se torna o primeiro Cyberman o impacto é imenso. Ninguém esperava tamanha crueldade (já não basta Danny Pink?).

Adorei a dinâmica "explicação do Doutor x vida da Bill". Conseguimos ver o desespero da personagem, enquanto o tempo passa e lá em cima as personagens vão ligando os pontos até agirem. 

A revelação do Master achei meio brega, a la Scooby-Doo, mas ainda sim ótima. Eu não esperava, mesmo que depois tenha percebido como o sujeito lá sempre teve todas as feições do John Simm. Sutil e impactante. Um dos melhores episódios da série (e um dos mais macabros para uma companion). Poderia ser mais impactante ainda se não ficássemos sabendo, no final dos episódios recentes mesmo, que o Master voltaria.

Nota: ★ ★ ★ ★  (100/100)

O segundo episódio


Já no segundo episódio eu vejo alguns problemas mais fortes, que poderiam ser melhor resolvidos. Moffazão geralmente tem problemas com finais e aqui não é diferente. O seu trunfo é que depois do final já vem um recomeço, que logo vou falar.

Apesar do saldo final ser positivo, o episódio não é "perfeito". Ele navega por muitas emoções e por isso oscila. O que é incrível mesmo é a dinâmica: Capaldi, John Simm e Michelle Gomez. Quem imaginaria isso? Três atores incríveis juntos em tela. Só os diálogos valem por tudo, ainda mais entre os dois Master's. 

Esse episódio é praticamente um filme e tem não só visual, mas a estrutura parecida. Olha o drama da Bill. Facilmente daria um bom filme de ficção científica. Pearl Mackie mostra outra vez que foi uma ótima escolha.

Na maior partes dos desenvolvimento não vejo problema. O Doutor não é um Deus Ex Machina, como muitas vezes foi, mas um ser frágil que quer proteger tudo aquilo que ama. O meu problema é: o final da Bill. Ô finalzinho ruim! Claro, ele está camuflado por uma ótima história ao redor e muitas coisas acontecendo (o Doutor se sacrificando, os dois Master's otimamente se matando e Nardole fugindo com a população da nave), porém, eu não podia deixar isso passar. ISSO NÃO! 


Foi cruel demais o que o Moffat fez, mas ao mesmo tempo foi uma construção ótima. Como fã, de forma sentimental, xinguei ele por ter transformado Bill em Cyberman. Mas como crítico, vi como cuidadosamente ele nos levou para esse caminho e tudo fazia sentido. Só que o Moffazão não teve coragem e no final, aí sim, lança um Deus Ex Machina barato, daqueles da lojinha de 1,99 do Sherlock. 
DO NADA, a menina lá do primeiro episódio, que poderia ter aparecido antes, surge para salvar a Bill e dar o final amoroso que a nossa personagem merecia. Era o que a personagem, como pessoa, merecia? SIM. Mas é o que era necessário para a história? NÃO. 
Não houve construção, não houve nada. A guria só surge como um Dr. Manhattan e pronto. Criticamente falando, Bill merecia uma história melhor. Não algo cagado, exageradamente bonitinho para enganar, vindo de um cara que nunca soube lidar com relacionamentos. Quando eu achei que o Moffazão havia aprendido como construir uma personagem feminina boa, ele me vem com essa. Puta que pariu!

Enfim, depois dessa conclusão bosta para a personagem, tudo é ofuscado pelo Doutor em sua nave, acordando. Será que agora acontecerá a regeneração? Se havia qualquer problema, esquecemos mais ainda quando surge o primeiro Doutor. 


É uma filha da putisse terminar com um cliffhanger desses? Com certeza. Mas foda-se, essa foi uma das melhores season finales só por isso. Foda é esperar até dezembro pra ver a continuação (e o novo Doutor). Aí não né. 
Só me resta começar a ver todos os episódios da série antiga. Nos vemos no especial de natal, galera.

Nota: ★ ★ ★ ★ ★ (80/100)

El Psy Congroo.

Ps: achava improvável, mas to com um pézinho em acreditar que o novo Doutor vai ser mulher...

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