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Steven Universo: reflexões sobre o papel educacional de um desenho

Vivemos em um mundo de conflito, onde olhamos primeiro as diferenças e depois as semelhanças. Por essas e outras eu fico feliz de ter assistido quando criança desenhos que falavam sobre alguém excluído por ser diferente. E por causa disso acredito que Steven Universo, entre outros desenhos atuais, são mais do que recomendáveis para crianças e para qualquer um, pois eles possuem uma mensagem que pode potencialmente melhorar o caráter de alguém.

Cansado de referências a série clássica? Doutor Quem continua nostálgico e isso é perfeito


Sabe, acompanhando essa temporada eu esperava que em algum momento o senhor Moffat fosse dar aquela escorregada e SURPRISE! Plot Twist do plot twist, Missy na verdade é o Doutor, AAAAAAHHHHH. Entretanto, por enquanto não foi isso o que aconteceu. Por mais que os episódios oscilem entre medianos e muito bons, há uma consistência na proposta a ser entregue, sem medo de fazer referências e ao mesmo tempo sem cair nos derradeiros clichês característicos da série. E esse tipo de comprometimento, eu respeito muito. 

Em Empress of Mars, somos levados ao passado e para outro planeta - para ser mais exato, Marte na época vitoriana. Desde o começo, fica estabelecido que a trama será simples, como tem sido na maioria das vezes, mas com questões importantes. Visando o lucro, soldados ingleses viajam para o subterrâneo do planeta e logo acabam se colocando em um conflito com os Ice Warriors. Obviamente, teremos aqui uma trama com discursos contra a guerra, mas seu charme está na forma como é desenvolvida.

Eu não sou lá fã do Mark Gatiss, ele já fez coisas muito boas e coisas muito ruins. Também não o demonizo. O cara tem talento sim, mas não é certeiro no que faz. Enfim, tirando de lado o preconceito por ele ter feito merda na quarta temporada de Sherlock, gostei bastante do que foi apresentado. A trama é fraca? Não diria isso, tem seu impacto, mas não importa tanto. Você pode passar esse episódio batido - porém, eu o considero um ótimo enredo, não de acontecimentos, mas de relações pessoais. 
Já sabemos mais ou menos o que vai acontecer, mas vale a pena conferir a relação da rainha com os ingleses, o Doutor e a Bill.


Esse episódio até me surpreendeu, pois eu esperava a todo momento uma trama megalomaníaca surgir, feito Sleep No More. Mas não foi isso o que aconteceu. O protagonista aqui são os diálogos. 

O vilão, por sua vez, soa convincente. Ele segue o mesmo estereótipo do vilão de Thin Ice, mas não é forçado. Ele não é o capitalista malvadão que quer destruir tudo, é apenas um sujeito com sede de poder, que não sabe lidar com os alienígenas. O vilão é fruto de sua época, sendo extremamente ignorante. 


Se ficarmos atentos, perceberemos como Doctor Who está econômico (provavelmente poupando para a season finale) e mesmo assim bonito. Gostei muito da fotografia e do figurino. A Rainha Drag de Gelo soa ameaçadora, enquanto sabemos bem que é um monstro fantasiado típico de DW. Faz parte do charme.

Por fim, acredito que esse episódio vá funcionar melhor com os whovians do que com os telespectadores no geral. Para quem é fã, foi um delicioso episódio, com muitas referências, e ótima atuação do Capaldi e da Bill. Um ar que remete mais à série clássica, até mesmo nas problemáticas.
Porém, quem simplesmente não se importa muito com essa nostalgia, viu apenas um episódio descartável, fraquinho até, com um final bombástico. Final este que não gostei muito por destoar de todo o clima construído até ali e cortar certas resoluções necessárias. Se não fosse esse final, para mim Empress of Mars seria 10/10.
Enfim, uma história ok, com desenvolvimento ótimo e final corrido.
Já estou roendo as unhas para os últimos episódios. Estamos chegando na regeneração...

El Psy Congroo.

P.S.: GOD SAVE THE QUEEN!

Nota: ★ ★ ★ ★ ★ (80/100)


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