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Steven Universo: reflexões sobre o papel educacional de um desenho

Vivemos em um mundo de conflito, onde olhamos primeiro as diferenças e depois as semelhanças. Por essas e outras eu fico feliz de ter assistido quando criança desenhos que falavam sobre alguém excluído por ser diferente. E por causa disso acredito que Steven Universo, entre outros desenhos atuais, são mais do que recomendáveis para crianças e para qualquer um, pois eles possuem uma mensagem que pode potencialmente melhorar o caráter de alguém.

Capaldi continua incrível, mas cópias genéricas do Silence não empolgam


E voltamos para a continuação do episódio dos cara-de-cu, que na verdade não é bem uma continuação. Se você tá mais perdido que cego em tiroteio, recomendo que leia o post anterior (já que é sobre uma continuação, durr). E se você nem está acompanhando a temporada... O que está fazendo aqui mesmo? Enfim, Let's go ver o que rolou no sétimo capítulo da décima temporada.

Depois de toda a loucura meio Matrix meio Dan Brown de Extremis, agora vamos para "A Pirâmide no Fim do Mundo". Na trama, os silence genérico surgem com uma pirâmide no meio de uma treta entre Rússia, China e EUA, envolta ainda de todo aquele mistério maluco de dominação, agora anunciando o fim da humanidade. 

Olha, eu esperava MUITO mais. Moffat é um fanfarrão que brinca a todo momento com as nossas expectativas. Analisem comigo: a temporada até o episódio anterior, apesar de ter seus ótimos momentos, era um grande filler do Naruto. Aí chegou Extremis, com todos os trejeitos que já conhecemos do tio Steven, e todo mundo começou a esperar uma explicação mirabolante, só que... não. Foda-se as explicações mirabolantes, a resolução é: na verdade os et bilu criaram uma piramide com programa do Matrix pra dominar a Terra, porém, se você acha que eles são os malvadões, está enganado - em um plot twist copiado diretamente dos Ursinhos Carinhosos, ficamos sabendo que os cara-de-cu não querem dominar pelo medo, mas pelo AMOR.

gif ultrassecreto da forma original dos Monges
Sim galera, os ET's apenas são carentes e querem ser amados. Mesmo assim, acreditem se quiser,  eu gostei sim do episódio, apesar de odiá-lo. Confuso? Vou explicar melhor em dois tópicos bastante didáticos para até quem me odeia entender.

Por que gostei do episódio


A estrutura dele, ainda que comum, tem certa criatividade. Isoladamente é um enredo interessante, acima da média, com uma aura conspiratória. Os Silence genéricos são os melhores vilões? Não mesmo. Porém, o que torna isso aqui especial é a problemática envolta da questão: AME-O OU DEIXE-O. A humanidade está prestes a se fuder legal, aí vem o problema: salvar a todos, mas perder a casa (no caso a Terra), ou continuar como donos da porra toda e ver todo mundo morrer? Obviamente os tio (e tia, por que Doctor Who agora tem sua cota de inclusão social mesmo a realidade sendo bem diferente), decidem entregar a Terra e... Faz total sentido. Nem entendo por quê o Doutor ficou puto com isso. Não tem muito o que fazer.

Minuciosamente, paralelo a essa loucura egípcia, vai sendo construído um enredo a la Premonição envolvendo dois bioquímicos. O resultado é óbvio, clichê e sem criatividade, mas ficamos acompanhando pois a construção é interessante. Tô até passando um pano pra essa trama meio bosta do cara de ressaca que fode com a humanidade - okay, já tivemos coisas piores em DW e aqui até faz sentido, mas não é lá grandes coisas (ninguém leva a sério Premonição, mas todo mundo quer ver o que vai acontecer depois que aquela simples bolinha atingir um objeto, e outro, depois outro, até matar alguém).


No final, o Doutor surge para salvar o dia com um Deux Ex Machina filho da puta (essa história poderia ser resolvida em 15 minutos) e BOOOM! cliffhanger. A finalização da trama vale pela reviravolta, que era inevitável, mas mesmo assim surpreendente, construindo o caminho para a regeneração.

Nota: nada incrível, mas melhor que Smile

AGORA VAMO PARA O HATE

Por que não gostei do episódio


Se você é um aspirante a roteirista, aprenda: conceitos grandes exigem resoluções maiores. Como continuação, "A Pirâmide no Fim do Mundo" é uma decepção. Metade do episódio ficamos vidrados vendo como o Doutor age naquela situação ainda estando cego, para nos darem um Deux Ex Machina safado. Sério que os ET's estão simulando o passado, presente e futuro da humanidade com extrema exatidão e não conseguem prever que o Doutor vai pegar a Tardis e aparecer no laboratório do vírus? Por favor. A não ser que digam que tudo era um plano deles para dominarem a Terra (coisa que seria interessante, mas que não coincide com a reação desesperada e indiferente deles, quase sem malícia), não faz sentido nenhum todo esse lero-lero de "dominação por amor" e "olha o quanto somos fodas, pegamos o míssil do submarino da Rússia".

Moffat criou um conceito interessante, mas pouco desenvolvido. A ideia do laboratório simultaneamente criando um vírus era ótima, porém não anda e nem desanda. O episódio fica num "quero ser uma trama conceitual de coincidências" e "ah não, não temos tempo para isso. Só coloca o cara de ressaca aí e no final o Doutor vai salvar todo mundo". 
E o foco no óculos quebrado como ferramenta de roteiro pra ~confundir~ sobre quem seria responsável pela merda? Horrível. Quase uma quarta temporada de Sherlock (tá, nem tanto. Desculpa Whovians pelo exagero).


Enfim, o sétimo episódio isoladamente é uma história ok, como continuação é uma catástrofe insossa por fomentar expectativas. Moffat erra de novo por nos oferecer algo extremamente incrível, para levar a algo mediano, que nesse caso significa ruim. Realmente não sei o que esperar da parte 3.

Talvez eu seja xingado pelos whovians, já que quase sempre as minhas opiniões diferem dos fãs. Sei lá. Porém, sendo justo, o trunfo disso tudo, aliás, dessa temporada em si, é que os capítulos são isolados e sendo assim, o que acontece não prejudica o que aconteceu antes nem o que vai acontecer depois. Há episódios suficientes sobrando para apresentar uma história foda, como foi Extremis. Acredite se quiser, estou ansioso pelo o que está por vir e acho que essa trama pode acabar muito boa.

Nota: Sleep No More é melhor

El Psy Congroo.

p.s: preciso falar outra vez? Bill está ótima! Colocar a resolução em suas mãos foi uma ótima ideia. E Capaldão continua nos surpreendendo. Quando o Doutor acha o ponto certo da atuação (tirando o Tennant que sempre foi on point) ele sai da série :/

p.s¹: desde a nona temporada muita gente tem morrido né? Adoro.

p.s²: é estranho que o diretor seja o mesmo do episódio anterior, por que aqui a direção está tão sem personalidade... Mesmo assim, ainda é bem acima da média e é o que torna esse episódio "bom".

p.s³: doutor cego foi meio que uma merda que o Moffat sem querer fez e resolveu decentemente. Me deu uma agonia danada ver o Capaldi sem poder agir direito! Bom, pelo menos serviu para cliffhanger do que está por vir.

p.s.4: que capa zuada hein? Parece montagem feita pelo estagiário de publicidade. Quase a capa de um fanfilm pornô com o título "velho transudo enraba negona e marido careca assiste tudo no deserto".

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<--- Leia as impressões do episódio anterior!

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