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Destaques

O terror como punchline humorística em Get Out

O cinema tem como principal função apenas entreter, assim como qualquer outra forma de arte. Você pode dar "n" motivos para uma obra ser boa, mas se ela não entretêm, ela não serve para nada. Tendo isso em mente, eu sinto falta de um cinema um pouco mais descompromissado; eu sinto falta de contos e crônicas sinceras, coisas que só vemos em produções independentes que em sua maioria se quer chegam por essas bandas. Portanto, ver um filme como Corra fazendo sucesso tanto entre o público de nicho e o público geral, acabando por ser exibido com certa relevância, chega a emocionar. Não que isso automaticamente torne o longa bom, mas é que a sua proposta é tão simples e ao mesmo tempo tão cheia de nuances e propósitos, que é difícil não torcer para que dê certo. Corra deu certo e não só isso, é um respiro no gênero tanto de terror quanto de comédia. Ele não é inovador, mas a sua exótica combinação de gêneros culmina em uma história bem executada, sem a necessidade de ser megaloma…

Doctor Who mistura O Código Da Vinci com Matrix e apresenta um dos melhores episódios da temporada

Quando você acha que Doctor Who pode se esgotar, sempre surge algo bizarramente novo

Sabe, eu me sinto meio enganado. Okay, okay, as aventuras da Bill com o Doutor até aqui foram daorinhas, mas depois desse episódio, foi tipo: estamos criando fillers só pra preencher espaço por que só conseguimos pensar essa história foda por dois episódios. Meio que foi isso né, histórinhas pra desenvolver a Bill, cliffhanger no final de todas, aí chega agora e "booom!', let's go voltar para o clima da nona temporada.


Caso você esteja um pouco perdido e veio aqui descaradamente atrás de spoilers, vou dar uma sinopse básica: em Extremis, sexto episódio da décima temporada, Moffazão finalmente entra em cena, dando um chute em todos os roteiristas, para começar a dar sentido às aleatoriedades que vimos ao longo da season. Sem mistério nenhum ficamos sabendo que é a Missy mesmo que está no cofre (e é ela, não o Master, como eu havia suspeitado) e tem uma trama louca que mistura o papa, ciência e claro, alienígenas.

Esse episódio já valeu só pela aparição do Papa. Não é sempre que Doctor Who mete o bedelho em religião e quando faz, merece atenção por isso, né. Doutor, o maior ateu que você respeita. E bom, já que aqui tem o santo Papa, nada melhor que uma representação cafona. Tava esperando a qualquer momento entrar o Mr. Been em cena derrubando as coisa tudo e aquelas risadinha do Chaves no fundo. Isso é ruim? Não. Você tá colocando a porra de um líder religioso em uma ficção científica, se levar a sério demais aí que ficaria estranho. Quer dizer, a trama se leva a sério, mas assume um ar cafona proposital.

Papa Francisco horrorizado ao pensar sobre a questão de gênero dos timelords

Sendo assim, temos um mistério conspiratório de segredos escondidos a la Dan Brown, cheio de piadinhas com Deus (tá, nem tantas, mas eu desfruto desses momentos. Me deixem!) e como sempre, informações jogadas a torto e a direita para serem explicadas depois. É o modus operandi do Moffat, até aqui nada novo. SÓ QUE, a coisa começa a se complicar quando temos...
FUCKING MATRIX!!!!!

Olha só, quem esperava por isso? Sim, Matrix. O ar tava muito fantasioso para você? Uma coisa meio terror sem sentido? Pois logo entendemos que os aliens duplicaram a Terra e é tudo uma simulação. Depois dessa, eu tava esperando a qualquer momento surgir o Neo (ou Descartes), pronto para salvar o Doutor. Realmente eu pirei nessa coisa de vários mundos das crônicas de Nárnia criado pelos aliens que tão brincando de GTA. Na verdade, eu até senti falta de uma construção mais profunda - a revelação foi meio rápido e as personagens não tiveram tempo de refletir direito, entretanto, mesmo assim foi incrível, pois passamos quase o episódio inteiro com aquelas personagens para percebermos que são todas falsianes. Cópias criadas para enganar os espectadores.

Até quando o Doutor vai continuar cego? Essa ideia vai servir para alguma coisa? Confira nos próximos capítulos de Criticando Steven Moffat

Nardole, a versão medrosa do tio Chico da Família Addams, mostra que foi uma ótima escolha de personagem. O entrosamento dele não só com o Doutor ou a Bill, mas com os mistério da história em si, é ótimo, um acréscimo interessante ao todo. Sem contar que ele fomenta mais ainda aquelas questões que não temos resposta, como qual o "envolvimento" da River Song com isso tudo (quer dizer, Nardole veio com uma missão e não veio do nada. Qual que é a dele?).

MC Bin Laden veio fazer uma ponta em Doctor Who. Tá tranquilo, tá favorável

Pearl Mackie continua o ótimo trabalho representando Bill, talvez aqui um pouco apagada, mas ótima. Não vi todos os milhões de episódios de DW para afirmar isso, mas afirmo mesmo assim por que sou cara de pau: ela é diferente de todas as companions. Eu não sei explicar exatamente qual a diferença, entretanto, eu olho para ela e vejo uma singularidade. Engraçado é que Bill é extremamente comum, diferente da Amy ou da Clara (e essas duas eu achava quaisquer mesmo).

Olha aí os aliens deformado, reciclagem do Silence

Enfim, no geral tudo foi uma grande introdução para a treta que está por vir. Muita coisa aconteceu e ao mesmo tempo nada (pois as personagens não viveram aquilo). Isso foi genial! Quando não está brincando de estragar Sherlock, Moffat parece acertar em Doctor Who. Que continue assim! Tô me sentindo traído por ver cinco fillers para chegar aqui? Tô. Mas bola pra frente, descobrir o que a Missy vai aprontar e a resolução de toda essa história da Matrix escrita pelo Dan Brown. Cada vez estamos mais pertos do momento da regeneração... 

El Psy Congroo.

ps: mais uma vez a direção vem com o clima de terror e acerta muito, principalmente por causa desses aliens com a cara deformada, mais conhecidos como cara-de-cu.

ps²: não gosto de fazer posts episódio a episódio por que nunca sei o que falar sem repetir o que já falei antes. Já tem a """análise""" dos outros 5 episódios. Se quer saber mais do que to achando, vai lá ler, só clicar aqui

Nota: ★ ★ ★ ★ ★ (100/100)
Episódio 6, Extremis
Temporada: 10

> Leia a análise do episódio anterior!

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