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Destaques

Conversa Paralela #1: O amor e a diversidade de Steven Universo

Olá pessoas, bem-vindos ao primeiro Conversa Paralela!

[Acompanhando] Confira a análise dos três primeiros episódios da décima temporada de Doctor Who!

Série surpreende pela boa direção, mas ainda não mostrou qual a sua capacidade e nem o que pretende com a nova companion

EEEEEEE aí galera, sentiram falta dessa coluna? Na verdade o público atual desse blog nem deve saber, mas em 2014 eu fiz um [Acompanhando] bem ~agressivo~ da oitava temporada de Doctor Who. Caso você queira ler meus rages sobre 12 episódios, é só clicar aqui.
Então surge a pergunta: por que caralhos eu não fiz posts da nona temporada?
Bom, eu fiquei tão puto, mas tão puto com Steven Moffat (showrunner da série), que simplesmente não consegui continuar a assistir as genialidades deste incrível roteirista. Entretanto, porém, todavia, sou fã de DW e mesmo quando tudo tá na merda, sigo em frente acreditando no melhor. Graças a Deus sou cabeça dura, pois a nona temporada foi incrível - arrisco dizer que foi uma das melhores de toda a série. Capaldi conseguiu encontrar o ponto exato de atuação e o time de escritores parecem terem tido mais liberdade, não ficando tão presos a uma trama maior arquitetada pelo Moffat. Não existe um único episódio ruim nessa season - e acreditem se quiser, a temporada me fez até gostar da Clara (olha só).
Massssss, justo quando eu estava animado com a Garota Impossível, ela saiu da série, indicando que agora começaria um novo ciclo de histórias. Será que Doctor Who pode ficar melhor? Ou ficará tão confuso quanto a temporada 8? Segue então agora as minhas impressões sobre os três episódios lançados.

p.s: eu estava relutante em fazer de novo outro acompanhando, mas como percebi que tinha muito para opinar sobre DW, decidi voltar - só que essa decisão foi "tarde demais", já quando lançaram o terceiro episódio. O plano é daqui em diante seguir acompanhando semanalmente e o quanto antes trazer minhas impressões para vocês.

ps²: este post não é uma análise. Claro, sou crítico e vou sim analisar certos aspectos, mas de forma mais descompromissada e focado nas minha impressões imediatas.

ps³: obviamente este post tem SPOILERS.  

Episódio 1: The Pilot


Sinceramente a premissa desse episódio é bem fraca. Na trama, uma espécie de ser que se manifesta pela água rapta a crush da nova companion Bill e... é só isso mesmo. Entretanto, a graça do episódio está no desenvolvimento da relação do Doutor com a garota. Depois de tantas mudanças e arcos grandiosos, o que Doctor Who precisava era voltar para algo mais descompromissado e simples. Sendo assim, temos uma vibe que remete à era Russel T Davies, com, enfim, uma companion humana que é humana. Ou seja, é um novo recomeço, tanto para novos espectadores, quanto para nós que já acompanhamos há tanto tempo.
E putz, não importa quantas vezes aconteça, é reconfortante ouvir uma voz surpresa dizer: "ela é maior por dentro!". O mais interessante ainda é a personalidade de Bill. Mesmo sendo apenas outra acompanhante, ela é deveras diferente, com um jeito ingênuo e curioso que desafia o Doutor de outras formas. Essa relação professor e aprendiz tem tudo para render ótimas aventuras (o que me entristece pois será a última temporada do Capaldão. Três temporadas né, é a média, fazer o que).

Portanto, com o intuito de fazer uma apresentação das personagens, entende-se por quê o roteiro é fraco. Poderia ser melhor? Sim. Mas está de bom tamanho, ainda mais para estabelecer uma relação (como sempre) casual quase acidental. Sem contar que por inserir uma protagonista abertamente lésbica ouvindo Joy Division, o episódio já ganhou a minha simpatia.

A direção é bacanuda, com um clima de terror na maior parte da trama. Outra coisa que a gente tem que relevar também são os efeitos, que estão econômicos (penso eu que estão guardando pra algo maior). Poderiam fazer algo ridículo, mas usaram muito bem o pouco que tinham, resultando em um ambiente alarmante (mesmo com a revelação broxante do final), que nos instiga a torcer por Bill. Qualé, já sabemos o que vai acontecer (se você for um espectador novo talvez não), mas mesmo assim ficamos interessados em como vai acontecer; como a garota finalmente vai viajar com o Doutor.
Poderiam fazer uma trama louca de ficção científica? Poderiam. Mas é melhor assim. Dá mais tempo para conhecermos Bill e toda essa angústia que ela sente por nunca ter conhecido a mãe.
Achei um bom episódio, não incrível, mas bom sim, com um roteiro clean que eu não via há muito tempo na Era Moffat (aliás, essa temporada parece que vai ser a mais diferente do Moffazão. Gosto disso. Podem reclamar o quanto quiser dele, mas o cara inseriu conceitos originais, ao mesmo tempo reciclados, muito interessantes. Percebe como a vibe é diferente? Algo assim não é fácil fazer e provavelmente explica a diferença de 1 ano e pouquinho entre essa temporada e a anterior).

Nota: ★ ★ ★ ★ ★ (80/100)

Episódio 2: Smile


A gente sabe que o primeiro episódio, ainda mais com companion nova, é feito apenas para apresentação e que a treta começa mesmo no segundo. É o segundo episódio que vai dizer a que veio essa temporada e... bom, aconteceu um fato curioso: esse episódio não disse nada. Claro, no geral foi um bom capítulo, com uma direção okay, sem muita criatividade, mas com um visual excelente, constituindo-se de efeitos incríveis. Entretanto, se alguém esperava que Moffat fosse surgir com um roteiro super inteligente, típico dele e de sua equipe, saiu de mãos abanando.
Meu problema com Smile não é nem a premissa (muito pelo contrário), mas apenas a conclusão da história. Na trama, Bill e o Doutor resolvem visitar o futuro, só que algo bizarro parece estar acontecendo em uma colônia feita para receber humanos. Será que eles vão conseguir sobreviver em um mundo onde obrigatoriamente todos devem ser felizes?
A influência de séries recentes, como Black Mirror, é visível, colocando um tempero interessante em Doctor Who. Só que essa história não cabia apenas em um capítulo, resultando em um desenvolvimento peculiar que é cortado pela metade para dar lugar a um Deux Ex-Machina que resolve de forma preguiçosa os conflitos. Não tem nenhum furo de roteiro, mas poderia ser uma história muito melhor. Isso me parece medo de arriscar.

No final, vale a pena apenas pela continuação do desenvolvimento da Bill e da relação com o Doutor (Capaldi e Pearl estão estupendos), pela fotografia magnífica e pela premissa instigante. Tinha tudo para ser um enredo épico, mas acaba sendo só mais uma aventura, arrisco dizer, esquecível.

ps.: robôs emojis foi sensacional hahaha puta ideia genial.

Nota: ★ ★ ★ ★ ★ (70/100)

Episódio 3: Thin Ice


Agora, seguindo o modelo Rose Tyler, o Doutor e a Bill viajam para o passado. Meio que sem querer (na verdade, totalmente sem querer), a Tardis manda eles para a Londres do século 19, onde algo bizarro (como sempre) está acontecendo debaixo do rio Tâmisa.
Vou mandar a real: Ô roteirozinho fraco. Premissa fraca, resolução fraca, vilão fraco e altos furos com questões sem resposta (o que exatamente são os peixes? Por quê o monstro está preso ali? Quais as motivações do vilão? etc, etc). Mas incrivelmente no final o saldo é satisfatório e eu gostei pra caramba desse episódio, mais do que o anterior.
Acho que a diferença é que o anterior tinha certas pretensões, nesse não existe tanto isso. O clímax não é fomentado pra ser resolvido com um Deus Ex Machina; na verdade, o clímax, ou expectativa, nem é tão construído. Ficamos meio que a mercê da dupla dinâmica esperando que eles realizem os atos, mas ao mesmo tempo já sabendo o que vai acontecer (tudo é BEM previsível).

Fiquei feliz mesmo é de ver uma faceta um pouco diferente do Doutor. Na oitava temporada ele estava totalmente confuso, na nona ele se encontrou indo pro extremo oposto, soando até exagerado. Nessa, ele se coloca como um senhor calculista, sendo até mesmo frio. Claro, ele ainda é o Doutor (vide o socão no vilão que esqueci o nome), mas demonstra estar se libertando das consequências emocionais da Guerra do Tempo. Nunca tinha visto o Doutor agir assim - uma criança morreu na frente dele e ele continuou agindo normalmente (o que resultou em um conflito com a Bill). Quando o Doutor explica por quê agiu assim, faz total sentido; ele está se segurando para poder salvar o máximo de vidas possível (um Matt Smith ou Tennant na mesma situação faria alguma coisa emocional explosiva).

Anyway, vemos que por enquanto o roteiro da temporada está bem fraco, se sustentando pela direção e pelas atuações. Esse episódio é a maior amostra disso: temos a qualidade Doctor Who por conta do modo como o diretor resolve contar a história, com uma ambientação  "suja" mas ao mesmo tempo fantástica, e por conta da química entre Capaldi e Pearl. Claro, nem toda aventura vai ser incrível  e até que está de bom tamanho, entretanto, eu endosso o coro: DW pode muito mais! Espero que Steven Moffat não dê pra trás no último momento e simplesmente por medo de arriscar termine com algo "comum".
Veremos o que vem por aí...

Nota: ★ ★ ★ ★ ★ (75/100)

El Psy Congroo.

ps: sinceramente eu queria muito que a Maisie Williams voltasse. Ela disse que não volta, mas como bem sabemos, atores mentem. E claramente ficaram várias coisas em aberto. Queria que dessem continuidade. Quer dizer, a personagem era pau no cu? Sim. Deram importância demais? Sim. Mas tinha uma dinâmica interessante, que junto da Bill, poderia ser melhor trabalhada.

ps²: minha aposta é que Missy está atrás da porta. Posso estar MUITO errado, mas veremos isso no próximo episódio, Knock Knock, que parece que vai esquecer um pouco as tramas casuais.

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