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Destaques

O terror como punchline humorística em Get Out

O cinema tem como principal função apenas entreter, assim como qualquer outra forma de arte. Você pode dar "n" motivos para uma obra ser boa, mas se ela não entretêm, ela não serve para nada. Tendo isso em mente, eu sinto falta de um cinema um pouco mais descompromissado; eu sinto falta de contos e crônicas sinceras, coisas que só vemos em produções independentes que em sua maioria se quer chegam por essas bandas. Portanto, ver um filme como Corra fazendo sucesso tanto entre o público de nicho e o público geral, acabando por ser exibido com certa relevância, chega a emocionar. Não que isso automaticamente torne o longa bom, mas é que a sua proposta é tão simples e ao mesmo tempo tão cheia de nuances e propósitos, que é difícil não torcer para que dê certo. Corra deu certo e não só isso, é um respiro no gênero tanto de terror quanto de comédia. Ele não é inovador, mas a sua exótica combinação de gêneros culmina em uma história bem executada, sem a necessidade de ser megaloma…

Feminismo: o argumento da objetificação e a influência do erotismo (parte 2)


Leia a parte 1
Existe para os homens a tal da "objetificação" - galãs que não condizem com o homem normal, estipulando padrões de beleza e servindo a um propósito de um grupo demográfico. Porém, não vemos isso como problema porque não existe contexto de luta pelos direitos do homem na discussão de gênero. Mas não me entenda mal, não quero dizer que esse papo da objetificação da mulher está correto, estou evidenciando que por termos um contexto muito favorável, ativistas desse movimento começam a problematizar tudo sem analisar o próprio umbigo. Se ter uma mulher sensual num jogo é tão danoso assim, por quê os galãs masculinos não destroem a autoestima dos homens? Que protagonista de jogo é um homem gordo? Tem problemas sociais e coisas do tipo? O primo da Bayonetta é o Dante, de Devil May Cry , e ele é um homem muito bonito, musculoso, metrossexual e bem cuidado. Quantos homens que jogaram o jogo são como o Dante? Mas não vou ser hipócrita de dizer que esses primos estão sempre com o mesmo tipo de representação, não lembro de nenhum close no abdômen ou na bunda do Dante, mas isso existe com homens em outros jogos. A bunda do Solid Snake, por exemplo, é praticamente um meme porque em todo jogo tem que dar close nela. Heróis ideais é o que não falta, com uma taxa bem alta de músculo ou beleza. Então por quê não se diz que isso afeta o homem? Porque o problema não está no jogo, mas sim na sociedade, é isso que as pessoas não entendem. Estão seguindo o caminho inverso, não é a sensualização da Bayonetta que faz homens serem otários e desrespeitarem mulheres por serem mulheres, temos um contexto que independe de obras artísticas e gera esse tipo de coisa.


Algo que causa essa disparidade tão alta é a presença esmagadora da sensualização focada para o publico masculino, mas em diversas mídias a mulher já vem sendo reconhecida sim como público alvo e recebe seus "objetos". Mas a reação em relação a eles tende a ser hipócrita - se lançarem um jogo de luta com personagens femininas que não condizem com a realidade é um ultraje, se lançarem uma série de livros sobre sadomasoquismo que não tem nada a ver com sadomasoquismo, junto de um galã milionário que não condiz com a realidade mas agrada o publico feminino, aí pode sem problemas, aí é liberdade sexual da mulher e não objetificação do homem e deturpação do que conhecemos como sadomasoquismo. Aí a resposta é "gostoso!".

E a coisa não para por aí, pra reforçar o argumento que a sensualização existe dos dois lados, é só observar melhor o Japão. Sim, o país do machismo tem uma quantidade muito grande de obras que focam em uma visão feminina da sensualidade, porém elas não recebem a mesma visualização e não são feitas na mesma escala que os pra homem, mas existem e tem um público consumidor fiel.


Um dos exemplos disso é o yaoi. Yaoi são histórias em que homens gays mantém relações de uma forma bastante romantizada e que tende a ser bastante exagerada, no mesmo nível que acontece com alguns ecchis e hentais. Existe até a denominação fujoshi, que se refere a mulheres que são fãs desse tipo de coisa. O negócio é que tem gente que acha yaoi ofensivo porque ele não é uma obra sobre gays feito para gays, ele obviamente é feito para atender perversões do publico feminino, fazendo o que alguns homossexuais chamam de uma total deturpação do que é um relacionamento gay. Alguns alegam até que na maioria das vezes parece mais um estupro do que uma relação consensual. Ou seja, no nível pornográfico existem obras que o homem e o gay são objetos sexuais para satisfazer o prazer sexual da mulher, e isso estaria errado por quê exatamente?

  Hakuoki, uma das várias visual novels focadas no publico feminino

A sensualização não é nem metade do problema que as pessoas fazem ela parecer que é, mesmo em situações que claramente a sensualização existe para termos um fim pornográfico, o que nos termos dessa definição de objetificação seria uma estereotipação através da imagem. Mas pense comigo: desde quando pornô tem que ser profundo e retratar pessoas reais? Sexualização serve propósitos que dependendo da situação podem ser muitas coisas, desde nojo até excitação. Se o objetivo é vender o material de fap, qual é exatamente o problema? Ou as mulheres são anjos sem desejos carnais que não apreciam nem um pouco esse tipo de conteúdo?

As autoras que fazem yaoi entendem isso tão bem quanto os homens que fazem hentai. O que existe é uma diferença de publico alvo que vai definir quem vai ser o "objeto de prazer" da vez. Aliás, essa repetição da palavra objeto parece mais cômica do que tudo - de acordo com as definições que apresentei, se eu assistir muitos filmes pornôs vou começar a tratar mal minha mãe e ter uma desprezo pelas mulheres que não são iguais as atrizes pornôs, e também vou ficar excitado esperando minha pizza achando que vai ser uma mulher. Até quando essa ideologia insiste em insultar a inteligência dos homens? Como se não soubéssemos separar realidade de ficção; basta ter material pornográfico disponível ou historias eróticas que nós homens nos tornaremos criaturas preconceituosas e sexistas, consumimos esse tipo de material para mantermos o domínio masculino sobre as mulheres e colocá-las em seus lugares! E também seguimos a agenda dos illuminati! Mas o  mesmo não acontece com as mulheres ao consumirem homens "objetificados". Por quê não?


"Ah mas, esse tipo de sensualização da mulher é errado e nojento porque ela está sempre em posição de ser usada e estuprada! Principalmente no Japão!"

Pera lá amigo extremista, eu te ouço mas, de onde você tirou isso? Esse é um argumento que vejo muitas pessoas repetindo, porém sempre reparo que saem da boca de pessoas que nunca leram um ecchi ou um hentai, ou jogaram os jogos que dizem estar "analisando". Primeiro que, desculpe destruir seus sonhos amigo extremista, mas na grande maioria desse tipo de obra o que acontece é consensual ou acidental, o que ainda assim mostra que a mulher está ali para desempenhar um papel mais sexual, mas como já disse, qual o problema? Se o objetivo é te excitar ele vai ser bem sucedido ora bolas, como que se faz algo com a intenção de ser sensual sem objeto sexual de prazer? Qual exatamente é o problema? E é basicamente por isso que muitas dessas coisas são exageradas, ou você acha que os fãs de Dead or Alive jogam ele só pelo gameplay?, Esse argumento inválido do estupro também serve para obras que focam o publico feminino, porque existem yaois de estupro feitos para mulheres consumirem, só reiterando para deixar claro o absurdo que é essa demonificação do pornô.

 Repare na infelicidade na cara dessa personagem ao abraçar esse estuprador!

E sim eu disse na maioria dos casos, porque existem obras sugestivas quanto ao sexo e aquelas que ilustram sexo explícito. A segunda tem uma abordagem bem diferente, abordando diversos fetiches, alguns bem malucos como o estupro, até coisas que podem ser consideradas pedofilia pois envolvem adolescentes e crianças. Pode ser algo extremamente nojento e essa talvez seja a intenção mesmo, tentáculos é um negócio que consegue revirar meu estômago, porém, pense comigo, o ser humano tem fetiche com estupro e um monte de coisa em forma de desenho, e talvez até com atores profissionais, mas e aí? Quer dizer que por conta disso quem consome vira estuprador? INCLUSIVE as mulheres que adoram os yaois mais agressivos? Porque tem yaoi de estupro e pedofilia também.

"Ah mas, esse fetiche indica que a pessoa tem um problema na vida real e gostaria de estuprar uma criança ou um mulher! Isso é coisa de pedófilo"

Não posso afirmar com certeza quanto a isso, entretanto, desde que nenhuma criança seja machucada ainda não há nenhum problema real, além de que a representação dessas coisas de formas artística como no estilo de mangá diferem do que você vê no mundo real. Como assim? Parece bem confuso, mas percebi que é o que acontece muito com praticamente qualquer coisa. Eu poderia dar um exemplo sobre mulheres monstro e meu ódio por  aranha, mas vamos falar de algo mais fácil de se relacionar: o Coringa. Ele é uma figura do universo pop extremamente popular e pessoas no mundo todo adoram ele, mas se pensarmos com calma ele também é uma das pessoas mais cruéis que já vimos numa história. De tudo ele fez um pouco: abuso sexual, botou fogo em pessoas vivas, assassinato em massa, envenenamento e espancamento. Tanta coisa horrorosa que ele fez, e é deixado claro que isso é ruim, mas ainda gostamos dele e das cenas em que ele é cruel, por que uma pessoa em sã consciência tem noção do que a diverte numa história e o que a apavora no mundo real.

"Mas adolescentes e crianças numa história sexual ainda são adolescentes e crianças! Ou seja, representam desejos pedófilos reais!"

Bem, então o que separa o cara que adora ver o Coringa torturando alguém de um outro cara que gosta de pornô lolicon que também não tem nada a ver com realismo? Qual é a linha que dita em que ponto vemos algo porque somos atraídos por aquilo no mundo real e não porque no nosso imaginário ativa algum sensor que nos deixa interessados? Percebe-se como é mais complexo do que isso, afinal, onde estão as notícias dos fãs de animes que viraram ou são estupradores e pedófilos?.

Um dia de trabalho normal para o Coringa

Eu abomino estupro, foi sempre algo que me perturbou bastante, quando ele é retratado numa história séria pode ser algo extremamente chocante. Então por quê não me importo com ele nos hentais e pornôs da vida? Bem, digamos que a representação e objetivo mude bastante. Como venho dizendo desde o começo do texto, um bom diretor passa sua visão, ele pode fazer uma cena de sexo consensual parecer romântica ou extremamente nojenta; tudo pode ser assustador na mão do escritor certo e por mais polêmico que seja dizer, o estupro também está sujeito a essa mudança. Não pare de ler! Parece algo bem estranho o que eu falei, abominável até, mas o que quero dizer é, uma obra estritamente com fins pornográficos vai tratar as coisas de forma superficial,  tudo que existe ali é em prol de satisfazer algum fetiche em questão, logo eles embelezam e muito situações que no mundo real são extremamente improváveis de se acontecer.

Gosto de imaginar que 98% dos fetiches são inofensivos. por mais bizarros que eles sejam, se não machucar ninguém, qual o problema? Por isso não ligo de ter obras escritas ou até encenadas para pessoas se masturbarem com isso, e não é a mesma coisa que a pessoa ser um estuprador de verdade, afinal, pense comigo, um masoquista gosta de ser espancado de verdade? Imagino que alguns mais hardcore gostem, mas ainda assim é diferente de apanhar até seus ossos quebrarem.  Os 2% restantes (com estatística que tirei do rabo porque não é um assunto que alguém deve ter mensurado) seriam pessoas que tem fetiches prejudiciais na vida real, muito provavelmente pessoas com algum distúrbio psicológico, que sequestram, estupram e fazem coisas horrorosas com pessoas reais. Não posso negar que isso também é um fetiche, mas esse mata.

E não necessariamente as crianças objeto dessas obras são sequer representadas como crianças também. Das poucas pessoas que conheci e que tinham esses gostos, a maioria não suportava crianças de verdade. Eles não eram pedófilos, afinal, a maioria sequer havia passado dos 18, assim como já conheci gente que adora anime de gore, mas desmaia quando vê sangue na vida real. Além dessas crianças em diversas situações nem corpo e mente de criança tem, definir idades em anime é um desafio quase impossível porque em certos estilos artísticos um adolescente parece mais velho que um adulto e em outros os adultos parecem adolescentes, as crianças parecem adultos e por aí vai.

Essa personagem da imagem tem mais de 20 anos e é professora. Esse negócio da idade é tão bizarro que fazem personagens assim só pra não perder a piada

Fantasiar com algo que você quer fazer na vida real, com algo que você não quer fazer, mas achar interessante por qualquer razão pessoal, são coisas bem diferentes. Por exemplo, eu queria ter espancado muita gente na minha época de ensino médio, poucos admitem, mas vez ou outra até pensam em matar os outros. Mas o meu lado racional dizia que era algo errado e que eu iria passar dos limites, razão pela qual me contive muitas vezes em situações violentas. Agora, por exemplo, fantasiar sobre comer carne humana (sim isso é relevante, li em algum lugar há muito tempo que a carne humana não era realmente saborosa, mas que quando o canibal a consume, o ato que ele passou tanto tempo fantasiando e desejando  faz o cérebro liberar várias toxinas de prazer) é um tipo distinto de atração, e se aplica aos lolicons também. Não nego que alguns podem ser pedófilos, mas até onde podemos ver até hoje, a esmagadora maioria não são, sendo muitos deles menores de idade ainda por cima. Vocês acham que a mídia não usaria isso de argumento até não poder mais se fosse comprovado que pedófilos capturados eram lolicons em suas vidas privadas? É o que acontece quando se descobre que um assassino jogava um jogo de tiro, o que também não é relação o suficiente para culpar o jogo ou a obra pornográfica. Veja bem, o pedófilo está em uma condição biológica na qual ele não tem muito o que fazer para mudar, não estou deixando ele isento das possíveis merdas que ele venha a fazer, mas não há pressão social que te condicione de forma eficiente a mudar seu biológico. Logo uma pessoa normal, seja hetero, gay ou o que for, não vai se tornar um pedófilo porque está exposta a obras lolicon no meio dos animes, nem vai se tornar hétero ou deixar de ser gay. Influência não é uma bomba venenosa que você joga e infecta a pessoa na hora.

E eu não apoio estupros ou pedofilia. Maeister me deu um toque que talvez seja isso que alguma pessoa venha a entender. Se for o caso, por favor me aponte onde não deixo claro que no mundo real essas coisas extremas são inaceitáveis, porém na ficção eu quero mais é que o mundo exploda e os autores tenham liberdade para fazerem a merda que quiserem.

Essa cena não é sobre sexo, mas achei interessante para representar a questão, pois a Oshino Shinobu parece criança mas tem séculos de idade

Se usarmos um dos argumentos mais coerentes do movimento LGBT, da pra justificar o gosto dessas pessoas sem problemas. O que você tem a ver com o que os outros usam de forma consensual para satisfazer suas necessidades sexuais dentro de quatro paredes? Com os gays temos fiscal de cu, mas também temos pessoas que ficam putinhas vendo gente que gosta de fapar pra desenho ou fetiches que não a agradam, ou seja, fiscal de punheta. Estes que adoram cagar regra na masturbação dos outros pra se sentir superior. Você tem o total direito de não gostar dessas coisas e achar nojento, eu mesmo acho uma piada fetiche por pé e recuso a me aventurar pela tag de pornô alternativo do 4chan (o que é uma postura bem diferente de ir aos extremos e chamar todo mundo de estuprador e pedófilo). Se for assim, as mulheres que consomem o yaoi agressivo de estupro e pedofilia, tem um desejo contido de estuprar homens?

"Mas e o fanservice que você está defendendo? Ele é sempre prejudicial!!"

Ué, por quê? Argumento mais do que comum nas internetes da vida, mas ao longo dos anos eu fui fazendo testes para ver se ele se mantinha, comecei a assistir obras com enfoque no publico feminino e adivinha, eu gostei da maioria apesar de seu fanservice.

Essa cena fora de contexto é uma porra

Gostei tanto que Yuri on Ice foi um dos meus animes preferidos do ano passado. Um anime que apesar de ter tanta insinuação e cenas homossexuais, homens pelados e sensuais aqui e ali, parece ter feito sucesso com o publico em geral, porque ele tem algo a oferecer além do fanservice. Animes de esporte temos vários, porém, se não me engano, a maioria deles cai num estilo mais shounen da vida, o que não é necessariamente algo ruim. Entretanto, Yuri se torna singular ao tratar de temas adultos e retratar com muita seriedade um esporte que tem menos visibilidade. Acho até que a viadagem ajudou bastante a atrair público.

Existe uma diferença entre obras totalmente focadas em fanservice e obras que o fanservice existe. A primeira obviamente é feita para focar num publico muito especifico, enquanto a segunda pode abranger qualquer um praticamente. Yuri conseguiu chamar atenção até de patinadores, que recriaram suas coreografias no mundo real, além do inesperado caso em que o patinador Joseph Johnson fez a pose do personagem J.J em rede nacional.


Agora vamos falar um pouco sobre impacto na sociedade: influências existem, mas não da forma como as pessoas dizem que funciona - na verdade TUDO ao nosso redor consegue nos influenciar, porém depende muito do quão desenvolvida é nossa mente, que tipo de contexto estamos inseridos e o quão bem está nossa auto-estima para determinarmos o peso dessa influência. Vamos falar de obesidade: por exemplo, da pra viver de boa sendo gordo, mas crianças tendem a sofrer muito com isso pois os colegas da escola fazem bullying e as vezes até os pais não sabem lidar com o problema do filho. E eu disse problema, não me venha com maluquices de que ser gordo é bom, uma série de problemas vem com a obesidade em todos os níveis, porém, nos mais baixos, até que da pra viver tranquilo. Existem pessoas com problemas de glândula que sempre serão gordas e conseguem viver saudáveis a vida toda.

Enfim, esses defensores da justiça social vão clamar que o menino ou menina gorda se sente mal e perde sua auto-estima porque o gordo não possui representação significativa nas obras artísticas, porque a indústria manipula um padrão de beleza que não condiz com seu físico, e que ao passar por essas barreiras, os gordos se tornam automaticamente bonitos. Sendo que é muito mais razoável pensar no contexto de uma pessoa gorda - na escola ela sofre bullying por ser diferente e é muito comum os pais não saberem lidar com o problema do filho. A pessoa cresce complexada e em muitos casos até desenvolve vários problemas de saúde porque não teve os cuidados corretos. No Brasil hoje temos uma taxa alta de CRIANÇAS com hipertensão.


Não descarto totalmente as ideias desse discurso pró-gordos dos justiceiros sociais, mas eles, como sempre, não sabem apresentar de uma forma razoável. Não é omitindo problemas de saúde, falando que todo gordo é bonito e atacando padrões de beleza, que vamos melhorar a sociedade. Precisamos entender que as pessoas são otárias e vão falar merda para o gordo porque ele é diferente. A sociedade vai tentar te ferir por isso e se você não tiver o apoio emocional necessário, a situação só piora. Mas não pessoal, o problema ainda são os maléficos desenvolvedores de jogos e seus personagens magros.

Anita Sarkeesian, feminista famosa no meio gamer por não falar nada com nada, afirmou que a falta de representação social piora a sociedade ao influenciar nosso padrão de pessoas desejáveis e seres humanos com valor. Tipo, hã?
Vale lembrar que existem sim influências biológicas no desejo sexual, mas elas são muito mais abrangentes do que gostamos de pensar e incluem facilmente muitas pessoas gordas, porém não aquelas que a barriga já virou um tambor.
"Mulheres, não clamem por censura, clamem por fanservice para vocês, não seria uma postura mais igualitária e benéfica para todos?"

Apesar de tudo, o futuro não é sombrio para as mulheres nos jogos, nem em qualquer lugar da sociedade. É importante sim discutirmos estes assuntos, mas com coerência e calma para não gerarmos alegações que só fazem uma boa causa ser levada como piada. O racismo contra o branco existe, o sexismo contra o homem e coisas do tipo também, porém eles não geram problemas sociais. Isso gera problema para quem defende causas socais e parece um maluco extremista quando começa a falar dessas coisas aos berros cheio de desprezo por branco, heteros e homens. Se um grupo que clama por igualdade insiste em se isolar em pensamentos tão extremistas quanto os conservadores que eles dizem enfrentar, como esse grupo vai ser levado a sério por pessoas que ele poderia, em uma abordagem mais coerente, convencer que seus ideais estão corretos? Essa discussão sobre os jogos diz respeito aos jogos melhorando sua qualidade, a sociedade não vai melhorar porque você sujou uma boa mensagem sendo irracional com um peitinho que aparece num jogo online. Focar como animes são machistas sendo que existem problemas de verdades muito sérios com machismo na sociedade japonesa, como a mulher ganhar em média mil dólares a menos que o homem por ser mulher, é um absurdo total. Isso deveria estar em pauta, muito mais que os produtos culturais produzidos lá.

Only Darkness Will Remain.

Conteúdo relevante sobre o assunto:
 Como funciona o salário japonês.


Pequeno exemplo do porquê vem se tornando cada vez mais difícil levar os defensores do movimento feminista a sério.

Em alguns pontos não concordo com a visão do vídeo abaixo, mas ele analisa de forma bastante coerente quase tudo que propõe a analisar. Não concordo na postura dizendo que jogos são coisa do clube de homem, mas não se preocupam em dizer como chegamos nesse resultado. Cheguei a dizer no texto, desde a época do Pong que era impossível sexualizar coisas, os meninos se interessavam mais. Esse é um fator que senti falta no vídeo.

Com esse aqui não vejo nada pra criticar. O Extra Credit sempre tem essa postura de apresentar dados e deixar você livre pra refletir.

Esse vídeo define praticamente tudo o que eu tenho a dizer sobre fanservice, sempre que vejo o povo falando de objetificação, eu lembro desse vídeo e penso, "Caralho, mostra a rola desse cara". E por mais que eu necessariamente não goste disso, ou não aproveite ver uma pau ereto, e mesmo se eu aproveitasse não tem nada a ver com sua vida já respondendo engraçadinhos que possam tentar me ridicularizar com isso. As mulheres já vem suportando personagens tão sexualizadas a tanto tempo que os homens não podem aguentar algo parecido? Principalmente em obras que são tão liberais com temas sexuais em que mostram peitos e bundas femininas em várias cenas, mas o Geralt tem que usar uma fralda.

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