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Steven Universo: reflexões sobre o papel educacional de um desenho

Vivemos em um mundo de conflito, onde olhamos primeiro as diferenças e depois as semelhanças. Por essas e outras eu fico feliz de ter assistido quando criança desenhos que falavam sobre alguém excluído por ser diferente. E por causa disso acredito que Steven Universo, entre outros desenhos atuais, são mais do que recomendáveis para crianças e para qualquer um, pois eles possuem uma mensagem que pode potencialmente melhorar o caráter de alguém.

Resumão Death Note: uma história de amor incompreendida


Quer pagar de otaku mas não tem tempo de assistir aquele anime famoso? Ou já assistiu mas não tem paciência de rever? Fique tranquilo e leia essa coluna, pois iremos contar tudo, tin tin por tin tin. O anime de hoje é Morte Nota, também conhecido como Death Note. Venha acompanhar essa linda história de amor e nunca mais passe vergonha na roda de conversa da escola. 

Atenção vacilão: este post tem spoilers e é uma zueira. Se você tá procurando nossas análises pseudointelectuais não vai encontrar nada aqui.

Resumão Death Note
Light, o menino colírio da capricho
A história de Death Note é sobre Light Yagami (conhecido também como Raito ou Justin Bieber), um típico muleque japonês (com cara de ocidental) que vive uma vida tediosa de estudos. Entretanto, quando ele menos espera, um misterioso diário cai na terra - é a tal agenda da morte, onde quem tiver seu nome escrito imediatamente morrerá. Light logo percebe o poder que tem em mãos e como qualquer rapaz do ensino médio, revela sua ideologia: bandido bom é bandido morto. Por isso, acaba adotando o pseudônimo Bolsomito, mas como não faz tanto sucesso, acaba trocando para Kira.
Junto do caderno vem o shinigami Ryuuku, também conhecido como Gretchen, praticamente um meme andante que adora uma treta e assiste tudo de camarote. Ele deixa claro pro Raito Bolsominion que ele tá ali só pra assistir mesmo e usar drogas pesadas. Foi o shinigami que deixou o caderno cair na terra e agora é obrigado a acompanhar o menino.


No caderno da morte tem umas regras, por que né, tá achando que é bagunça? As regras são: pra matar a pessoa tem que ter o nome e o rosto da pessoa em mente, por que se fosse só o nome, quem se chama João Silva tava fudido. Depois que o nome do fulano é escrito, em 40 segundos ele vai morrer de ataque cardíaco, nesses 40 segundos você pode começar a escrever a causa da morte, aí você tem 6 minutos e 40 segundos. Essas são as regras principais, tem algumas outras, mas a maioria é só encheção de linguiça pra ter algo bacana entre o intervalo dos episódios.

Beleza, Light ta lá de boas matando todo mundo, até que chega um detetive pra investigar: J, cujo o nome verdadeiro é Jean Wyllys (mas resolveram colocar L pra não ficar tão na cara). L adora uma zueira e aparece na tv falando pro Raito: "VOCÊ NÃO ME PEGA. VOCÊ NÃO ME PEGA", aí o Raito crianção vai e escreve o nome dele no Morte Nota "TE PEGUEI OTÁRIO". Só que era um cara falso, tipo um perfil fake do Orkut. Aí o L fala  "KKKKK não acredito que você caiu nessa. Era zuera seu otário, não sou eu não. Agora sei a cidade onde você mora". 
Raito fica putão, mas na verdade adora. A partir daí começa uma relação de amor e ódio entre os dois.


Começa a rolar umas treta louca, e descobrimos que o papai do Light é o capitão Gordon, chefe da investigação que tá tentando pegar o Kira. L se liga que o Kira deve ter informações privilegiadas e começa a investigar todo mundo que faz parte da investigação (uma investigação inception) e coloca um tal de Ray Penbar pra seguir o Raito. O menino então decide usar o disfarce perfeito: de heterossexual. Finge que vai sair como uma mina, mas na verdade é um plano pra matar o Penbar. Antes disso ele faz o Ray de otário e mata todos os agentes do FBI que estavam no Japão e claro, consegue matar o próprio Penbar. Só que o Raito não contava com uma coisa: o Ray tinha uma esposa, Naomi Misora, e ela sabia mais ou menos o que o marido tava fazendo e já foi no passado uma das melhores investigadoras (mas como o mundo é machista, ela tem que casar, ter filhos e viver pra cuidar desses filhos).
Não demora pra moça ligar os pontos e ficar perto de descobrir quem é o Kira. Tipo, o L foi criado num orfanato para crianças superdotadas, estilo XMen, mas a moça que é normal consegue avançar  na investigação mais que ele. Só que né, ela não é protagonista, e é mulher, então tem que morrer. Aí os roteiristas resolvem colocar ela como uma idiota sentimental que acredita em um completo estranho. Já que o mangá tava quase acabando, colocaram um monte de coincidências, por que essa porra é shounen jump e tem que durar pelo menos 5 anos.


Raito mata a muié e L fica cada vez mais desconfiado do menino. Aí decide colocar câmeras na casa dele para vê-lo pelado e se sobrar tempo investigar também. L não consegue comprovar nada e o que ele faz? Coloca o Light na investigação, por que ter o Kira dentro da própria investigação é a melhor alternativa. 

Do nada, já que o anime tava ficando chato e precisava colocar uns clichês de shounen, surge um segundo Kira. Misa Amane é mais uma mulher no anime que não serve pra nada, a não ser servir o Raito. Quando convém pro roteiro, ela é extremamente inteligente, quando não, ela fica burra que nem uma porta. Light usa a menina para seus objetivos: comer o L. Só que pra isso ele tem que comer ela antes, então ele faz ela acreditar que a ama. Misa tem um segundo Death Note, que um tal de shinigami Remu transgênero deixou cair na terra (todos os shinigamis são drag queens).

Triângulo amoroso? Tá mais pra poliamor
L cada vez mais chega perto de descobrir quem são os dois Kiras e suspeita do casalzinho. Ele prende Misa, abusa dela e fica de boas, comendo doce esperando ela do nada confessar que é o Kira. Misa renuncia o caderno e continua a mesma burra de sempre, só que esquece de tudo relacionado ao Death Note. Raito então elabora um plano estilo Xeroque Holmes: se oferece para ser preso e abusado pelo L (ele ficou com ciúmes né) e no processo renuncia a agenda da morte. Aí, DO NADA, a personalidade do menino muda da água pro vinho.   
Beleza que ele matou pessoas por que tinha o Death Note, mas né, o caderno é só uma ferramenta, Light é um psicopata desde sempre. Não faz sentido nenhum ele virar um bom samaritano por completo e não deduzir que ele mesmo é o Kira. Até tentam consertar isso com uns pensamentos aleatório do tipo "carai, será que eu sou o Kira?", mas foda-se.

Misa e Raito conseguem passar no teste de fidelidade do L e são soltos. Só que o detetive não está satisfeito e quer ter seu homem de volta, por isso se prende ao Light - os dois agora fazem tudo juntos: comem, passeiam, cagam, transam e etc. 


A investigação do Kira segue com o Raito agora bobão sem nenhuma memória do Death Note. O caderno foi pra um tio de uma empresa que começa a matar os concorrentes do mercado. E é só isso mesmo. Sabe uma desculpa esfarrapada pra alongar a história até não poder mais? Esse é o enredo da Yotsuba. Se quiser, pode pular, vou nem perder meu tempo contando. Fillerzão só que oficial.

Light consegue pegar o caderno de volta e retoma as memórias. Todo mundo descobre o que é a porra da agenda da morte e os tal shinigami drag queen. L morre.
Sim, L MORRE.


E deste jeito acaba a primeira parte do anime.

Segunda parte (final)
Eis o personagem mais chato de todo o anime
Assim como Bolsonaro em 2018, Kira vira o Deus do novo mundo. Já que não existe mais L, surgem dois sucessores: Near e Mello. Near é um paulista hipster pau no cu do caralho e o Mello é um muleque estouradão com cabelo chanel escroto. Enquanto o Near fica brincando com bonequinhos, Mello faz alguma coisa nessa merda de história e finalmente surge uma ação decente.
Light arruma também um sucessor, o tal do Mikami, que seria mais ou menos como se fosse o Sergio Moro, só que bolsominion. A trama fica de novo nesse enredo de gato e rato, até que  Tsugumi Ohba e Takeshi Obata cansam e decidem dar um final.
Mello morre. Por quê? Por que sim, tinham que arrumar alguma função pra ele. Near desvenda tudo e desmascara Kira na frente de todos com uma dedução mais forçada que a quarta temporada de Sherlock. É tipo, "Eu troquei o caderno" "Ah, mas eu sabia que você trocou o caderno" "mas eu também sabia que você sabia que eu sabia que você trocou o caderno" "Ah, mas eu sabia que você sabia..." ad infinitium essa porra. Até o Light se cansa e resolve falar que é o Kira mermo. Pra falar a verdade, esse final é todo mundo se cansando - Ryuuk se cansa também e mata o Raito de vez e... fim. Sim galerinha, FIM. THE END.
Esse é o final de Death Note - uma história de amor incompreendida entre direita e esquerda (Jean Wyllys e Jair Bolsonaro), mas que não tem ação suficiente pra se sustentar durante os cinco anos mínimos permitidos na Shounen Jump. Faz uma lambança doida de conceitos pra terminar de forma bem bosta. Resumindo: assista a primeira parte, pula a história da Yotsuba, veja alguns episódios da segunda parte e depois termine por aí.

El Psy Congroo.

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