terça-feira, 2 de agosto de 2016

Scream, uma aposta dos anos 90


 “impossível fazer uma série baseada em filmes de psicopatas. Filmes de psicopata passam muito rápidos” 

Confesso que em meados de 2013/2014 quando eu fiquei sabendo que lançariam uma série baseada no famoso serial killer mascarado, o Pânico, me deu um frio na barriga só de pensar como eles iriam adaptar a história. Uma das minhas franquias preferidas de terror, que teve o seu fim em 2011, ganharia vida na MTV e no maior streaming do mundo (e que vai dominá-lo): a Netflix.

Apenas dois pensamentos afloravam na minha cabeça: um totalmente negativo e o outro um pouco animado. A ideia de ver Scream em formato de série foi empolgante e ao mesmo tempo curioso e que para mim tinha tudo pra dar errado, pois além da máscara ter sido trocada, eu não via como iriam contar a história repetidas vezes em mais de uma temporada sem ficar cansativo.
A história se passa na cidade de Lakewood, no Colorado, e logo no primeiro episódio já tem a clássica morte de uma garota loira, patricinha e rica em sua piscina (minha eterna crush da Disney, Bella Thorne). A primeira temporada se desenvolve em torno de um acontecimento do passado que envolve a mãe da personagem principal, Emma, e um cara com deformação no rosto, Brandon James. O assassino usa uma máscara cirúrgica para matar as suas vítimas, o que não é só para esconder o rosto, mas também para lembrar o caso de James. 





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Elenco principal da primeira temporada.
Mordeu a língua quem disse que precisava de uma morte por episódio para a série decolar. A primeira temporada é repleta de mortes, tanto é que me senti assistindo Game of Thrones - sim, o meu personagem favorito também morre nessa série -, tio George deve estar orgulhoso hahaha. Mesmo com diversas mortes, nem todos os episódios obtiveram uma vítima, porém a lacuna deixada para trás, foi preenchida com muito suspense e ação. 
As séries originais da Netflix, ou aquelas que o streaming adquiriu os direitos, estão cada vez mais envolvidas com referências e inclusão digital. A parte crucial da temporada foram as redes sociais e o cyberbullying, onde vídeos íntimos são espalhados para todos os smartphones da cidade. Vendo isso, o assassino teve a brilhante ideia de postar para todos no snapchat fotos das suas vítimas e também utilizava o facebook, twitter, sms e até enquetes para amedrontar as possíveis vítimas. Bem diferente do clássico dos anos 90, que só eram ligações.

Scream, como a série Shadowhunters, têm comentários e diversas referências sobre séries, filmes e programas atuais. Os produtores estavam cientes das limitações do show, pois como ele é baseado em um filme de terror, ficaria meio repetitivo e cansativo ter uma morte por semana (sem contar a perda do vínculo entre telespectador e o elenco). Assim eles colocam o personagem Noah, fazendo sátiras sobre os filmes de terror e até mesmo com a produção, soltando frases como “Você não sobreviverá se disser ‘Eu já volto!'’’ e sobre ser “impossível de se fazer uma série baseada em filmes de psicopatas. Filmes de psicopata passam muito rápidos”.

Mesmo com um bom embasamento na história e com referências aos filmes Sexta feira 13, A hora do pesadelo e as séries American Horror Story e Hannibal, a MTV junto com a Netflix não conseguiram uma boa audiência nessa primeira temporada. Apesar do número de telespectadores abaixo do desejado, a série foi renovada para a segunda temporada e já está em seu 10 episódio, de um total de 12. Eu espero que o show continue com a mescla de terror, suspense e comédia.

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