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Conversa Paralela #1: O amor e a diversidade de Steven Universo

Olá pessoas, bem-vindos ao primeiro Conversa Paralela!

A batalha dos sexos na distopia asiática

                                          "texto originalmente postado no blog Divisão 42, em janeiro de 2013"
Muita gente conhece e tantas outras se quer fazem ideia do que seja Battle Royale. Apenas a obra que inspirou tantas mídias, como a tão famosa série de livros Jogos Vorazes, ou até mesmo no mundo dos mangás Gantz, que de uma forma diferente, bebe da mesma água que alguns autores.
O livro foi lançado em 1999, sendo um sucesso de imediato. Foi tanto, que logo em 2000 estreou o longa metragem baseado neste, que segue agora a review.
Antes de tudo, não irei fazer comparações com o livro, pois nunca tive o prazer de lê-lo. No máximo com o mangá, que foi a mídia pela qual eu conheci a obra.

Olho por olho, dente por dente

Battle RoyaleEm um futuro não muito distante, a economia do Japão foi abalada, criando milhões de desempregados. Seguindo a linha de abalo no sistema da nação, mais de 800 mil jovens boicotaram a escola, fazendo com que houvesse forte desconfiança por parte dos adultos, criando algo como um "abismo" entre as gerações. Assim, acabou-se criando a lei de Reforma Educacional do Milênio, conhecida como lei Battle Royale.
Battle Royale 2Mas o quê diabos é isso? - simples: todo ano uma sala de alguma escola é selecionada por sorteio, dando de prêmio para os alunos uma viagem à algum lugar, onde lá todos deverão batalhar até a morte durante três dias, para que apenas um sobreviva e saia vitorioso.
Sob essa premissa, o autor trabalha as personagens, mostrando de forma diferente cada tipo de situação.
O filme logo de inicio já demonstra ter fortes influências no cinema americano. É interessante. Um foi influenciado e acabou influenciando de volta o outro.
Os alunos estão indo para uma viagem de turma, todos felizes. Aparentemente uma típica turma de escola, prontos para se divertirem.
Mas aos poucos o roteiro dá espaço para os planos de fundo, logo de inicio mostrando além do que os comuns alunos; garotos problemáticos (apesar dessa temática ser mais abordada no mangá). Vide a cena que Yoshitoki esfaqueia o professor ( que mais tarde se vinga) e, que Nanahara chega em casa e encontra o pai enforcado. Sem falar na cena em que a vencedora do Battle Royale anterior é retirada, toda ensaguentada, sorrindo para as cameras. Já aqui, percebemos que estamos diante de algo diferente.
Battle Royale 3
Battle Royale 4
Uma das características que marca o filme, é o desenrolar descompromissado; quase zombativo. O jeito que o professor encara as coisas, o governo que apresenta (por meio de video) as instruções do jeito mais explicativo possível e até mesmo os próprios alunos, que se vêem num interminável ciclo amoroso, que influencia em suas matanças. Sabem como é... Aborrecentes na puberdade.
Apesar de contar com ótimas criticas, o filme não escapa de coisas que incomodam os mais desavisados no cinema japonês. Como por exemplo as atuações forçadas, mas que em vista de outros filmes, aqui  até que estão contidas. Os atores são ruins. Dois ou três se destacam, mas a maioria é ruim, conseguindo trazer algo "passável" pois provavelmente o diretor teve a audácia de explorá-los.
Em termos psicológicos acerta em cheio! As personagens são bem construídas (apesar do já falado dramatismo exagerado), com reações verossímeis diante de situações certamente dificeis de se construirem com realismo, ainda mais atuar.
SCENE FROM CONTROVERSIAL JAPANESE FILM BATTLE ROYALE
A ação está frenética. Peca em partes no inicio, por logo de cara já ir jogando as coisas. Seria o que chamamos de falta de ritmo. Mas aos poucos o filme consegue se estabelecer.
Acredito que para os mais hardcores ele decepcione. Apesar de ter cabeças rolando, ele não se trata de matança. Sim de romance, ao melhor estilo Romeu e Julieta 2000. Isso acaba se tornando canastrice para a história, que apresenta desde o inicio algo cabeça, que aparenta reviravoltas por seguir caminhos que mal imaginamos; acabando por seguir aquilo que passou em nossas mentes, mas espantamos dizendo: "não vai acontecer numa história dessas".

Conclusão

Battle Royale 6
Battle Royale é um ótimo filme, baseado basicamente na atmosfera formada e não tanto nas cenas em si. Faz uma exploração da mente humana, não indo aos extremos como o livro e o mangá, mas que nos dá uma boa noção do quão louco pode ser.
As atuações são medianas, com algumas surpresas no meio. A produção está ótima, utilizando-se muito bem do que lhe é proporcionado.
Apenas perde-se no caminho, deixando as personagens confusas, seguindo para um rumo superficial e deplorável, mas que não tira todo o mérito da história formada. Diante disto, uma mensagem é captada e entendida e, até aplaudida por mim, pois o autor original conseguiu fazer sua história transcender as mídias, dando um aspecto único que jamais poderia ser tirado, por mais que houvessem mudanças.
Os humanos se conhecem muito bem, até o ponto que lhe são dadas armas e apenas uma ordem: matar.
O que você faria? É disso que Battle Royale trata, sem medo de exagerar.
Battle Royale 7
El Psy Congroo.

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