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Destaques

O terror como punchline humorística em Get Out

O cinema tem como principal função apenas entreter, assim como qualquer outra forma de arte. Você pode dar "n" motivos para uma obra ser boa, mas se ela não entretêm, ela não serve para nada. Tendo isso em mente, eu sinto falta de um cinema um pouco mais descompromissado; eu sinto falta de contos e crônicas sinceras, coisas que só vemos em produções independentes que em sua maioria se quer chegam por essas bandas. Portanto, ver um filme como Corra fazendo sucesso tanto entre o público de nicho e o público geral, acabando por ser exibido com certa relevância, chega a emocionar. Não que isso automaticamente torne o longa bom, mas é que a sua proposta é tão simples e ao mesmo tempo tão cheia de nuances e propósitos, que é difícil não torcer para que dê certo. Corra deu certo e não só isso, é um respiro no gênero tanto de terror quanto de comédia. Ele não é inovador, mas a sua exótica combinação de gêneros culmina em uma história bem executada, sem a necessidade de ser megaloma…

Doente mesmo está a imprensa

E parece que Jack Nicholson está muito melhor que o nosso jornalismo. O que isso significa?


Já fez um tempo que essa notícia se espalhou, e até mesmo eu fiquei estarrecido: Jack Nicholson está com Alzheimer. Na hora me veio o espanto, mas de um modo que não liguei muito e até achei estranho - Como assim ele está com Alzheimer? O que houve para que isso acontecesse? - , o detalhe foi que não consegui nenhuma resposta. A imprensa apenas dizia que era isso, pronto e acabou.
Sendo assim, cheguei a comentar com a minha namorada, que também ficou surpresa. Graças a ela, no dia seguinte recebi um link de um artigo que esclarecia isso. Tive que concordar: realmente, o jornalismo brasileiro está em estado terminal.

Abaixo, dois posts que elucidam o caso:
Pagmatismo Político
E-Farsas

Sabe o que é mais incrível? Essa notícia ter sido inventada em 2013 e ter chegado agora por aqui, parece até que ainda somos colônia portuguesa. Sabe o que é mais incrível ainda? Os jornalistas provavelmente sabiam que era falsa e mesmo assim agiram de má fé.

Estou lendo o último livro da trilogia Millennium, A Rainha do Castelo de Ar, e todos os meus conceitos sobre o jornalismo foram alterados. A imprensa tem uma força tremenda, podendo ser considerada o quarto poder da sociedade. O problema, que eu vejo ao ler o livro, são as diferenças na legislação: lá, a imprensa tem total liberdade e a justiça não pode interferir em seu trabalho (a não ser, claro, caso errem. Por exemplo, difamação).
Jornalista é basicamente quem leva a informação para o público. Uma coisa simples, mas que a partir dela adentram uma série de fatores. Qualquer informação errada pode mudar a população, já que a mídia influencia a sociedade e vice-versa.
Então, como jornalista, meu papel é levar a informação verdadeira. A diferença está aí, na verdade - do contrário, é mera fofoca da vovó com a cumadre na porta de casa. Se eu digo, fulano matou e roubou e não tenho como provar, provavelmente serei preso por difamação por publicar uma loucuras dessas. Mas aí está a saída no jeitinho brasileiro: o jornal na verdade diz, "suspeitas de que fulano matou e roubou". É esse achismo, esse provável, que tem acabado com o jornalismo brasileiro, que na loucura de se vender aceita qualquer coisa.  Então, o miserável que está ali se vê no dever de publicar a informação, claro isso dá muitos acessos, mas não pode difamar ninguém. Portanto, os veículos de massa, que são criados para levar a verdade do que sucede-se ao público, têm trabalhado no limbo da suposição, coisa a qual qualquer cidadão comum pode fazer.
O jornalista é um intelectual formado para exercer o cargo. É incrível que a burrice e a preguiça estejam atingindo até esta profissão - claro, não generalizo, mas a maior parte da mídia está nesse pé entre o verdadeiro e a fofoca. Também, é difícil trabalhar num país tão violento, onde só no ano de 2012 foram registrados 11 assassinatos a jornalistas, tornando o Brasil o quarto país mais violento do mundo.

Essa ignorância e censura vem desde a corte real portuguesa, passando por todas as transformações, em que, coincidentemente, algo parecido acontecia: censura, conformismo e burrice.
Tudo se inicia assim: a sociedade é formada e nisso vem a necessidade básica de comunicação - surge um meio de informar a massa A mídia é criada com base no que acontece na sociedade e logo influencia esta também.
Por exemplo: escrevo um artigo sobre a criminalidade. O crime é algo que tem acontecido demasiadamente no lugar onde vivo, logo minha primeira influencia foi a sociedade. Porém, ao escrever esse artigo, publico fatos e os organizo de um modo que levem uma opinião - essa minha opinião influencia a massa, ou seja, a própria sociedade. Então há uma troca.
Pensem comigo: sendo assim, se a relação entre sociedade e mídia é uma troca, então esse jornalismo pobre brasileiro é um reflexo da população.

Se os meios de comunicação não vão bem, isso significa que o nosso país não vai bem, pois o público é ignorante, o que leva a jornalistas ignorantes ou meramente aproveitadores. A internet é uma grande aliada que pode ajudar os jornalistas e logo, a população, a saírem desse limbo. Resta o bom senso para saber usá-la.

Discussões acaloradas sobre saúde e Jack está lá, sentado na primeira fila assistindo os Lakers. Bem vindos ao emburrecimento tecnológico.

El Psy Congroo.

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