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Destaques

O terror como punchline humorística em Get Out

O cinema tem como principal função apenas entreter, assim como qualquer outra forma de arte. Você pode dar "n" motivos para uma obra ser boa, mas se ela não entretêm, ela não serve para nada. Tendo isso em mente, eu sinto falta de um cinema um pouco mais descompromissado; eu sinto falta de contos e crônicas sinceras, coisas que só vemos em produções independentes que em sua maioria se quer chegam por essas bandas. Portanto, ver um filme como Corra fazendo sucesso tanto entre o público de nicho e o público geral, acabando por ser exibido com certa relevância, chega a emocionar. Não que isso automaticamente torne o longa bom, mas é que a sua proposta é tão simples e ao mesmo tempo tão cheia de nuances e propósitos, que é difícil não torcer para que dê certo. Corra deu certo e não só isso, é um respiro no gênero tanto de terror quanto de comédia. Ele não é inovador, mas a sua exótica combinação de gêneros culmina em uma história bem executada, sem a necessidade de ser megaloma…

(Mini-post) Três mangás de Junji Ito


Iae pessoas, como vão?
Estou de volta com mais um (Mini-post), dessa vez sobre Junji Ito. Para quem não sabe, Junji Ito é simplesmente o mestre do terror nos mangás - nem preciso dizer que acho o cara foda.
Há diversos mangás dele, mas peguei apenas alguns e organizei-os num seleto grupo. Impacto, terror e traço, tudo isso e muito mais foi levado em consideração para elaborar esse Top 3.
Se acomode e lets go conhecer um pouco mais das obras do Lovecraft japonês.

TOP 3 Junji Ito

3° Lugar: Gyo

Talvez este seja o mais WTF da lista. Junji Ito é famoso por pegar coisas simples e transformá-las em algo surreal, como é este o caso e do nosso primeiro lugar.

Sem mais nem menos peixes começam a sair do mar e invadir a Terra. Esse é o plot inicial de GYO, que vai se expandindo aos poucos.

Amor, violência, guerra e muito mais, são abordados nesse mangá, de forma fantasiosa e ao mesmo tempo realista.
Com imagens bem pesadas, vemos a propagação da infecção que se inicia com os peixes, fazendo os humanos incharem e se tornarem seres nojentos.
A ideia de humanos sendo usados como experiencia me fez lembrar o adoravel filme Centopéia Humana, porém diferente do longa galhofa, GYO não é feito só de guro - por incrivel que pareça, GYO desenvolve uma história - e apesar de não ter muito sentido, é muito boa por sinal.

5 imagens aleatórias:







2° Lugar: Tomie

Lançado em 1987, sendo o primeiro mangá publicado de Junji Ito, Tomie com certeza é um ótimo inicio. O mangá simplesmente iniciou uma série de filmes bem sucedidos no Japão e se tornou um dos mais cultuados e clássico do gênero.

Tomie é uma linda garota. Basta passar pela rua para atrair a atenção dos homens - porém, há uma estranha atmosfera envolta dessa moça. Logo vemos na primeira história algo horrendo: Tomie é violentamente morta por sua classe em uma excursão escolar. Mas no dia seguinte a garota aparece, para o espanto geral, vivinha da silva.

Tomie nada mais é que a encarnação da luxúria em pessoa. Ela faz os homens se apaixonarem por ela e as mulheres sentirem inveja, mas isso não de forma convencional. Essa simples garota acaba por ocasionar situações peculiares e desastrosas.

É interessante notar o traço de Ito, que se inicia (como qualquer mangaka iniciante) feinho, mas aos poucos vai evoluindo conforme o roteiro se torna mais elaborado. Tomie não é linda, ainda sim atrai atenção - e não estou falando isso dentro história, e sim do design da personagem mesmo.
Ela é genialmente desenhada para ser bonita (não sendo maravilhosa), apaixonante, horrenda e peculiar.
Junji Ito passa emoções muito fortes - algo que só senti lendo H. P. Lovecraft.

5 imagens aleatórias:







1° Lugar: Uzumaki


Em um dia qualquer, enquanto tentava encontrar o novo capítulo de Naruto, me deparei com algo diferente. Pensei que fosse relacionado à turminha do ninja laranja - mas não era. A sinopse dava a impressão de ser um slice of life chato, sem muito para contar. Mesmo assim, resolvi ler os comentários. Todos vangloriavam-o como uma belíssima obra de terror - algo sem precedentes.
Foi então que às 3 horas da madrugada cliquei no link à minha frente, disposto a ver qual era a história daquilo, que a prinicipio, parecia não ter muito a dizer.

Uzumaki talvez seja a obra definitiva de Junji Ito.
O mangáka aqui está em sua melhor forma (não que ela tenha uma ruim...) A obra não chega a ser um marco no gênero, como Tomie, mas é de uma minuciosidade e graciosidade imensa.
Nela, vemos a crescente fissuração de uma cidadezinha do interior, por nada menos que espirais. O que se inicia com o pai da protagonista Kirie, acaba se tornando uma espécie de infecção (como em GYO), mas dessa vez psicológica.

As influências de Ito são bem claras nessa obra e o final fecha a história muito bem. As personagens são interessantes e seus medos são reais - podemos também senti-los.
De um modo estranho, as obras de Junji Ito falam sobre o amor - mas Poe também falava disso. Se Tomie é a personificação da lúxuria, Kirie é a ingenuidade em pessoa. Uma personagem comum jogada num mundo estranho. Já as demais personagens, são influenciadas por esse mundo estranho, e jogadas em um mundo comum - elas é quem acabam mudando-o.

Mesmo com seus altos e baixos, Uzumaki é um ótimo mangá, recomendadissimo - assim como todos os outros desta lista.

5 imagens aleatórias:






Talvez discorde dessa ordem, mas venhamos e convenhamos: não há como negar a importância desses três mangás.
E pra você, qual o melhor mangá de Junji Ito?

El Psy Congroo.

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