sábado, 17 de janeiro de 2015

(Mini-post) Stieg Larsson e a renovação da literatura policial

Quem é meu amigo sabe que sou fascinado pelo gênero policial na literatura. Gênero que era considerado antigamente de segunda linha, até mesmo para o popularizador deste: Sir Arthur Conan Doyle (o tio que criou Sherlock Holmes).  Talvez este post tenha mais de uma parte, já que tem muito a se falar (ou não), ou talvez só tenha esta parte mesmo. Pois bem, sigamos.

Stieg Larsson

Criador da série Millennium (talvez conheça como Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, título do primeiro livro), Larsson assim como seu personagem principal, Mikael Blomkvist, foi um jornalista e ativista político, que fundou a revista Expo, onde denunciou organizações racistas e neofascistas, além de claro, tantas outras áreas, em que lutava pelos direitos humanos.
Seu conhecimento é perceptível na escrita. Ao ler a série Millennium, sentimos que houve um grande trabalho de pesquisa para fazer aquilo - na verdade houve o trabalho de pesquisa de uma vida inteira. De acordo com a esposa de Larsson, ele não pesquisava exclusivamente para o livro, pois não tinha tempo. Ele simplesmente sentava e escrevia.
A trilogia tem uma linguagem simples, porém complexa, já que aborda tantos temas. Ao mesmo tempo, vemos claras inspirações nas clássicas aventuras policiais, tendo além de um plano de fundo bem montado, muita ação e diálogos ferrenhos. As personagens de Stieg não são apenas personagens - são humanas. A imersão da narrativa e construção inteligente de enredo é genial, junto disto as personagens; que são cativantes, cada um ao seu jeito.
Sem perder o fio de meada, nos livros fica claro a revolta e denuncias, que são jornalísticas, mas que não fazem o autor fugir da ficção envolvente.

Stieg Larsson morreu de um ataque cardíaco aos 50 anos (em 2004), pouco antes de entregar o manuscrito da trilogia Millennium ao seu editor. Infelizmente, não viu o sucesso que seus livros viriam a se tornar, vendendo mais de 15 milhões de exemplares em todo o mundo. Logo, no ano de 2009, foi lançado na suécia o primeiro filme baseado em seus livros. Em 2011, uma versão americana estreou, dirigida por David Fincher.

Recomendo primeiramente os filmes suecos. São muito bons, mas que claro, não chegam nem aos pés dos livros. Só que dão uma boa noção de como é a história, com muita ação.
Depois sigam para os livros. Comprovem o que estou dizendo: Stieg Larsson é o gênio noir da nova geração. E por fim, vejam a adaptação americana. Dificilmente você irá conseguir aproveitar a adaptação de David Fincher por completo sem ler o livro. Com a noção do livro, o filme fica sensacional, sendo melhor que o sueco. Já sem ler o livro, fica bastante fraco, com as cenas meio desconexas; quase jogadas.

Ao todo, Stieg planejava em torno de 10 livros para a série Millennium (!!!), mas que infelizmente não puderam ser concluídos. O que nos resta é sua trilogia genial, que há de ficar guardada na história da literatura.

Trailer dos filmes:

Filme sueco: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres




Filme sueco: A Menina Que Brincava Com Fogo


Filme sueco: A Rainha do Castelo de Ar


Filme americano: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres
 
PS: melhor abertura de filme de todos os tempos

Capas dos livros:





















El Psy Congroo.
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