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Destaques

O terror como punchline humorística em Get Out

O cinema tem como principal função apenas entreter, assim como qualquer outra forma de arte. Você pode dar "n" motivos para uma obra ser boa, mas se ela não entretêm, ela não serve para nada. Tendo isso em mente, eu sinto falta de um cinema um pouco mais descompromissado; eu sinto falta de contos e crônicas sinceras, coisas que só vemos em produções independentes que em sua maioria se quer chegam por essas bandas. Portanto, ver um filme como Corra fazendo sucesso tanto entre o público de nicho e o público geral, acabando por ser exibido com certa relevância, chega a emocionar. Não que isso automaticamente torne o longa bom, mas é que a sua proposta é tão simples e ao mesmo tempo tão cheia de nuances e propósitos, que é difícil não torcer para que dê certo. Corra deu certo e não só isso, é um respiro no gênero tanto de terror quanto de comédia. Ele não é inovador, mas a sua exótica combinação de gêneros culmina em uma história bem executada, sem a necessidade de ser megaloma…

5 Dias de Livro (#3): STEPHEN REI

Bom pessoal, após ficar fascinado por literatura policial, me embrenhei pelo mundo da fantasia. Considero uma época marcante, mas nem tanto, já que eu estava familiarizado com os enredos infanto-juvenis que de certo modo eram parecidos. Adorei a saga do anel, mas vamos ser sinceros: que começo chato hein! Demorei dias para passar daquela enorme descrição detalhista de mundo. Tolkien é um gênio, mas porra, que exagero.

Então, o que foi bastante marcante mesmo para mim foi a literatura de mistério e terror, pois era algo totalmente novo! Nunca achei que um livro poderia levar tantos sentimentos e sensações e, até botar medo! H.P. Lovecraft e Edgar Allan Poe me surpreenderam muito por toda a atmosfera que criaram. Mas tudo isso começou com outro autor: Stephen King.
Antes de lê-lo já havia ouvido falar bastante dele, mas sinceramente não imaginava que ele fosse o "Rei do terror", até por que, o primeiro livro que li dele é apenas um mistério sobrenatural.

Zona Mortatalvez pudesse entrar no meu hall de leituras favoritas, se não fosse o final. Ô finalzinho miserável! - foi aí, logo num primeiro livro dele, que descobri que Stephen King pode ser genial tanto quanto mediocre. A trama do livro é simples: John Smith, um professor da universidade do Maine (sempre tem que ter um professor hue), sofre um acidente e fica em coma por quatro anos e meio. Quando acorda, John descobre ter poderes sobrenaturais, onde ao tocar uma pessoa lhe são revelados todo o seu passado e futuro (sobre ela e ao redor dela).
A narrativa da trama é muito boa, cheia de mistério e sensações dignas de terror. Talvez tenha sido o primeiro livro que me fez "sentir cheiro" (borracha queimada) e que seu final tenha me deixado tão puto, não por que alguém me deu spoiler, sim pela cagada do autor. Tipo, Zona Morta tem uma ótima trama que busca desenvolver todos os seus personagens e vai crescendo gradualmente - só que Stephen King parece não saber como parar e de repente decide que o enredo deve terminar, simples assim. Ao final, ele é arrastado e monótono, quase como um dever de casa.

E pra piorar, resolvi assistir aquele filme de 83 com Christopher andante Walken. Vei, nunca mais consegui chegar perto de Zona Morta. O livro consegue ser genial até a metade para o final, depois acaba numa avalanche de erros e coisas desnecessárias que nem gosto de lembrar. Bom, pelo menos me fez conhecer os livros de terror e não me fez desistir do bizarro King e, mais tarde conheci seus melhores livros: A Coisa, Carrie, O Iluminado e A Torre negra. Ou seja, no final, Zona Morta valeu a pena :P

El Psy Congroo.


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