quarta-feira, 26 de novembro de 2014

[Analisando Animes] Fate/Zero: 1° Cour

"Texto originalmente postado no blog Otaku Louco, em 2011"
O anime de uma light novel talvez nunca tenha sido tão esperado como este.
Fate/Zero, meses antes de sua estréia um hype gigante se acumulava. Quais os motivos? Apenas que é do mesmo autor de Saya no Uta e Puella Magi Madoka Magica (Gen Urobochi), uma das maiores, se não a maior, empresa de VN do mercado (Type-Moon), além de um ótimo orçamento para a animação, orquestrado pelo o estúdio Ufotable.
Mas a pergunta que não queria calar era: será que Fate/Zero conseguiria corresponder toda essa expectativa?
Um dos grandes erros da maioria dos animes é levantar um hype enorme e não conseguir correspondê-lo. Só que Fate/Zero não levantou nenhum hype, a sua visual novel e os fãs, trataram de fazer isso por si só.
Confesso que não esperava tanto, sua adaptação anterior (Fate Stay Night) havia sido competente, mas apenas isso. Sem mais e nem menos.
Estava bem perdido em relação à tudo! Minhas expectativas eram neutras. Não havia medo de ser ruim; não havia certeza de ser bom; não havia nada. Apenas meu computador com o download concluído.

Fate/Zero assusta logo no inicio, com um primeiro episódio de 50 minutos! Sim, isso mesmo. Mas o que aparentemente parece monótono, se torna algo excitante de diversos diálogos que te fazem pular da cadeira.
Falando em diálogos, essa é uma das várias qualidades do anime. Com um roteiro exemplar, ele faz mais que mostrar simples combates e lutas fantasiosas. O roteirista consegue transformar uma simples conversa, seja em uma sala ou no jardim de um castelo, em algo totalmente alucinante.
Há alguns tipos de histórias que se mostram confusas, apresentando fatos desde o começo e, que muitas vezes chegamos ao seu final sem entender, mas para os que entendem é genial. Fate consegue mesclar bem esse lado, ao mesmo tempo que a mais confusa das pessoas consiga entender toda a história de plano de fundo.
Aliás, história esta que à primeira vista parece ser bem esterótipada, só que em sua imensidão se mostra uma obra de arte.
Tudo se inicia com o Graal, que aparece há cada 60 anos, escolhendo 7 magos que tenham fortes motivos para ir atrás da relíquia, onde estes devem usar de espíritos para combaterem entre si para conseguir o tal artefato, que é capaz de realizar para o ganhador qualquer desejo. Aqui, estamos indo para a quarta guerra do Santo Graal e, novos magos são convocados, cada um com suas ambições.
Plot bem industrial e enlatado. Talvez seja isso que o anime aparente, mas ele é muito mais.
Só por seu visual ele já prende o telespectador. Você pode muito bem parar o episódio (de preferência em HD) e ficar apreciando a linda paisagem ou até mesmo o design das personagens. 
Seu ritmo é muito bem orquestrado, indo do simples ao estupendo.

Uma das coisas principais que merecem ser observadas é que: além de ter um ótimo "plano de fundo", trilha sonora e animação - Nenhum personagem em Fate/Zero é esquecido. Eu bato o pé no chão e falo com a maior certeza, NENHUM!
Com seus meros 13 episódios, ele consegue dar importância e crescimento para todos. Tanto os magos quanto os servos. Nunca vi um anime com tão poucos episódios, tratar dos dramas e conflitos psicológicos tão bem.
Provando assim que não adianta um ótimo orçamento, animações boas e alguns personagens cativantes para ser aclamado, é preciso mais. Muito mais.


O charme dele é justamente isso: as personagens. Temos para todos os gostos - Desde o pequeno garoto confuso, iniciante e aspirante à grande mago, ao armagurado e experiente mago, disposto à matar qualquer um para ter o que quer.
Os magos são interessantes, cada um com sua ambição e história. Mas o ponto se exalta nos servos.
Cada um com seu jeito e passados diferentes. Sendo espíritos, isso só torna mais interessante, pois todos eles foram heróis (ou vilões) na sua outra vida. Assim, dando espaço para flashbacks e contos inesperados que só enriquecem a trama. Além da maior satisfação em ver que o grande Rei Arthur é uma mulher ou o Rei Iskandar (Alexandre O Grande, para os íntimos) se deliciando com games e coisas da nossa era.
Quando se é autor, você pensa em idéias legais que sejam, como eu diria, "estilosas". O grande porém se dá na hora de desenvolver isso. Fate consegue e faz muito mais, ele junta tudo e forma o melhor anime.

Personagem mais interessante: você deve estar se perguntando: "quem será que este louco elegerá como melhor personagem?". Esse é o barato de Fate/Zero, você escolhe o melhor personagem. Todos tem suas tramas e como eu disse, são interessantes. Um exemplo: grande parte da comunidade otaku gosta da Saber, eu particularmente acho o Caster o melhor servo. Todos temos inclinações, para o lado do romance, terror, ação e etc. E é justamente isso que eles representam.
É por isso, que não há como eleger somente UM personagem interessante. A medalha fica para todos os espíritos que trouxeram tanta alegria (e Shipps) para nós telespectadores: Os Servos.

Personagem menos interessante: Essa categoria é que me fez rever alguns episódios e bater a cabeça na parede até conseguir achar algum. Deste modo, eu simplesmente sento em minha cadeira, olho para o céu azul no horizonte e digo com a maior sinceridade: nenhum.  Não há nenhum personagem desinteressante.

Melhor momento do anime: a conversa pelo o Graal. Ali onde em apenas um jardim qualquer, você dá altos saltos da cadeira. À todo momento revelações acontecem e, o mais tímido diálogo acaba por incitar o telespectador.
Vemos um lado mais frágil da incomparável Saber e, um outro mais adulto do teimoso Rider. Tudo acaba por ser dividido muito bem: um episódio de conversas e divagações, outro de ação. E posso dizer que os dois se completam, mostrando todo o poder dos dirigentes da trama.

Opening 1: Simples, com o necessário. Mostra a espetacular animação que vêm à seguir no episódio, junto de uma boa música de abertura.


Ending 1: Espetacular! Com uma música viciante e imagens de tirar o fôlego, ao mesmo tempo que pensativas, ela é excepcional.
Detalhe: todas as imagens são versões de ilustrações, quadros e etc, da história de cada servo.


Você provavelmente já deve estar cansado de tantos elogios e exclamações à Fate/Zero nesse post. Me desculpe, mas é merecido. Tudo nele é exemplar, dando uma lição na concorrência.
Somente nesse primeiro cour, ele mostra para quê veio e derruba grandes animações, de até mesmo 25 episódios corridos.
Também, não esperaria nada menos que épico, vindo de uma grande equipe como esta. 

El Psy Congroo.
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