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Destaques

O terror como punchline humorística em Get Out

O cinema tem como principal função apenas entreter, assim como qualquer outra forma de arte. Você pode dar "n" motivos para uma obra ser boa, mas se ela não entretêm, ela não serve para nada. Tendo isso em mente, eu sinto falta de um cinema um pouco mais descompromissado; eu sinto falta de contos e crônicas sinceras, coisas que só vemos em produções independentes que em sua maioria se quer chegam por essas bandas. Portanto, ver um filme como Corra fazendo sucesso tanto entre o público de nicho e o público geral, acabando por ser exibido com certa relevância, chega a emocionar. Não que isso automaticamente torne o longa bom, mas é que a sua proposta é tão simples e ao mesmo tempo tão cheia de nuances e propósitos, que é difícil não torcer para que dê certo. Corra deu certo e não só isso, é um respiro no gênero tanto de terror quanto de comédia. Ele não é inovador, mas a sua exótica combinação de gêneros culmina em uma história bem executada, sem a necessidade de ser megaloma…

[Acompanhando] A Utopia da Dobra

Avatar The Legend of Korra
Temporada: 4
Episódio: 05, Enemy at the Gates (Inimigo ao Portão)
E Kuvira está a todo vapor. Neste episódio, a Grande Unificadora tenta tomar Zaofu, a única cidade que falta para unificar todo o Reino da Terra. Mas, a malandra não esperava uma coisa ou melhor, alguém: Avatar Korra.

A personagens Kuvira é interessante pois nunca foi dada como vilã. Suas concepções vão se desdobrando e apresentando-se aos poucos. Podemos primeiramente notar um leve extremismo, que conforme os episódios passam vai crescendo, se tornando desarmônico - ou seja, maldoso. Como eu disse no post anterior, Korra frente a inimiga se confunde, já que sua causa é nobre. O problema disso tudo é que, assim como os outros vilões, Kuvira quer o bem - mas nisso, não percebe o quão prejudicial podem ser suas atitudes. É como um trem descarrilhado sem controle, em determinado momento nem ela sabe mais no que acredita.
Korra ainda age na diplomacia: o meio termo entre a Alemanha e União Soviética. Bolin desempenha o mesmo papel, posteriormente escolhendo um lado - até então, ele seguia na ignorância, sem entender bem o que sucedia-se. Acreditava no sonho utópico que Kuvira lhe vendeu.

Zaofu é uma cidade com cultura e organização próprias, anexá-la ao território seria o mesmo que criar uma guerra que não só duraria anos, mas séculos. Enquanto pode, Korra tentará parar a luta, mas parece ser impossivel visto que a culpa recai sobre ela; porém, ninguém parece se lembrar de que, se não fosse a Avatar, o mundo provavelmente estaria dizimado. Ela entende bem as consequências de suas ações, mas deve ter a consciência de que suas escolhas foram certas: se não tivesse feito o que fez, todos morreriam. Kuvira deveria estar agradecida. Querendo ou não, Korra é como uma deusa, está acima dos comuns problemas dos homens. Ela não é uma bába e sim a governanta da casa. Os seres precisam de sua atenção, mas cada qual tem dever com suas responsabilidades.

O problema do pouco tempo parece ser maestralmente resolvido por meio de flashbacks. A animação incorpora um pouco de 3D, de forma criativa e suave. Dá para ver nos robôs de Varrick a evolução animativa da equipe produtora.
Korra superou seu trauma, mas isso não quer dizer que ele deixará de assombrá-la, muito menos que ela não lidará com as consequências.

Mako desaparece do mapa (provavelmente deve estar curtindo com o "rei" hue) e Asami vive um conflito com seu pai. Sempre achei estranho o cara ter simplesmente desaparecido como um vilãozinho do Scooby-Doo. Ele ainda vive e sua marca deixada continua na garota, que apesar das conquistas, só quer ser aceita pelo o pai, tentando recuperar o tempo perdido de volta. O desenvolvimento da personagem é interessante, mas acredito que isso não seja a toa e mais adiante, terá alguma ligação com o trunfo da heroina.

Avatar A Lenda de Korra segue numa qualidade incrivel. O enredo não só se trata sobre a guerra quase iminente, mas da frustração. Os "vilões" se transvestem num manto socialista para esconder as marcas da renegação. Cada qual tem seus próprios conflitos, mas tentam amenizar isso por meio da bondade. Korra sofre do mesmo problema. Será que ela baterá de frente ou apenas jogará sob a cabeça esse capuz?
A paz é uma trégua de ambos os lados, que renunciam o poder. Sabemos bem quem está errado, mas Zaofu estará de todo certo?















El Psy Congroo.

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