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Destaques

O terror como punchline humorística em Get Out

O cinema tem como principal função apenas entreter, assim como qualquer outra forma de arte. Você pode dar "n" motivos para uma obra ser boa, mas se ela não entretêm, ela não serve para nada. Tendo isso em mente, eu sinto falta de um cinema um pouco mais descompromissado; eu sinto falta de contos e crônicas sinceras, coisas que só vemos em produções independentes que em sua maioria se quer chegam por essas bandas. Portanto, ver um filme como Corra fazendo sucesso tanto entre o público de nicho e o público geral, acabando por ser exibido com certa relevância, chega a emocionar. Não que isso automaticamente torne o longa bom, mas é que a sua proposta é tão simples e ao mesmo tempo tão cheia de nuances e propósitos, que é difícil não torcer para que dê certo. Corra deu certo e não só isso, é um respiro no gênero tanto de terror quanto de comédia. Ele não é inovador, mas a sua exótica combinação de gêneros culmina em uma história bem executada, sem a necessidade de ser megaloma…

[Acompanhando] Doctor Who: In the forest of the night

Episódio: 10
Temporada: 8

E lá vamos nós para mais um episódio de Doctor Who. Outra vez, sem sabermos como nem por que, os seres humanos acordam para mais um dia normal, mas com a Terra totalmente tomada por selvas. E agora, o que será que está acontecendo?

Eu ponderei bastante se faria ou não o post deste episódio, já que ele é simplesmente descartável. Não tem necessidade nem de ser citado como parte da série. Suas escolhas, seja de produção ou roteiro, são catastróficas. O que vale a pena ser citado, são os efeitos que nos situam muito bem numa floresta dentro da cidade.
Clara continua vivendo uma vida de mentiras, mas não consegue esconder com tanta eficiência do espertalhão Danny Pink. Os pontos positivos da trama valem talvez para a relação do casal, que ainda que forçada e sem química, soa engraçada e descontraída. O Doutor é um mero elemento que não faz parte desse duo, não servindo nem para formar um triângulo. As crianças são simplesmente irritantes - coisa triste, já que os pequeninos sempre foram valorizados em Doctor Who e da onde saíam muitas ideias. Os alunos da Srta. Oswald são apenas bêbes mimados e irritantes - reconheço que numa situação real talvez isso pudesse acontecer, mas não de modo tão descartável. A galera toda está ali apenas para participar da cena e só - nem a garota que deveria ser a base do plot inicial, serve pra alguma coisa.

A história toda soa como um grande filler, com um Doutor estúpido. Basicamente tem um mistério, jogam ele na tela, fazem-se horas de falações e brincadeiras, mistério volta à ativa, é resolvido e fim. Não sei o que estão fazendo, mas sucede-se que todas as ideias são geniais, porém totalmente mal executadas.

Eu queria fazer um post que falasse dos prós e contras, mas só tem coisa ruim aqui. O enredo é fraco, totalmente sem sentido e desnecessário. Os efeitos ficam ridículos, pois são mal usados (apesar de terem melhorado bastante. Detalhe para a voz e atuação totalmente ridícula quando a menina é possuída). A atuação das personagens, claro tirando Capaldi e Danny, é tão exagerada que faz a combinação perfeita de catástrofe, junto do roteiro.

Missy aparece ao final pra dar um sorrisinho safado e é isso aí. Estejam prontos para o grand finale. E esse episódio pra que serviu? Absolutamente nada. Pura encheção de linguiça. Deixe seu cérebro numa bacia e seja feliz.
Ah, e foda-se essa coisa de ser meio que segredo a existência do Doutor. Todo mundo entra na Tardis, faz festinha e o caramba. O negócio já tá virando quase um albergue.

Por fim, fiquem com o gif deste senhor fazendo cosplay de árvore.

Bom, apenas recomendo para os que não viram: se possível, pulem este episódio. Ele não serve pra nada.
E assim como vocês vieram esperando uma review digna, eu fui assistir In the forest of the night esperando uma história. É isso aí, vivendo e aprendendo nessa louca orgia que é a vida.

El Psy Congroo.

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