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Destaques

O terror como punchline humorística em Get Out

O cinema tem como principal função apenas entreter, assim como qualquer outra forma de arte. Você pode dar "n" motivos para uma obra ser boa, mas se ela não entretêm, ela não serve para nada. Tendo isso em mente, eu sinto falta de um cinema um pouco mais descompromissado; eu sinto falta de contos e crônicas sinceras, coisas que só vemos em produções independentes que em sua maioria se quer chegam por essas bandas. Portanto, ver um filme como Corra fazendo sucesso tanto entre o público de nicho e o público geral, acabando por ser exibido com certa relevância, chega a emocionar. Não que isso automaticamente torne o longa bom, mas é que a sua proposta é tão simples e ao mesmo tempo tão cheia de nuances e propósitos, que é difícil não torcer para que dê certo. Corra deu certo e não só isso, é um respiro no gênero tanto de terror quanto de comédia. Ele não é inovador, mas a sua exótica combinação de gêneros culmina em uma história bem executada, sem a necessidade de ser megaloma…

[Acompanhando] Aborrecente é um bicho diferente

Korra está de volta, e talvez, mais fraca do que nunca.

Avatar The Legend of Korra
Temporada: 4
Episódio: 07, Reunion



Neste episódio, a trama se foca não tanto nos conflitos armamentistas, mas simplesmente nos relacionamentos, seja entre Mako e Korra ou Bolin e Varrick. Kuvira fica desaparecida, mas claro, sua ameaça continua a operar na sudirna. É como se mesmo que não aparecesse, ela continuasse vigiando todo o capítulo, atazanando a vida dos adolescentes emburrados.

Vamos começar então pela critica mais gay e obvia de todas: que roupa é essa Korra? Porra. Esperava, sei lá, uma mudança de visual, já que cortou o cabelo e tals, mas poxa, volta com a mesma camisa azul, blusa na cintura e botinha de caçar cobra? Tudo está com algumas leves alterações. O negócio deve tá sujo de tanto usar. Mudança de atitude, mudança de cabelo, mudança de roupa, poxa. Vamo mudar isso aí, Kuvira tá lá linda e poderosa, diva do metal (se bem que ela parece a Pitty mesmo hue).

Bom, devo confessar que esse episódio me decepcionou um pouco. É como se ele retrocedesse no desenvolvimento das personagens, colocando-os de volta no mesmo patamar em que estavam na primeira temporada. Korra teve grandes episódios à respeito de seu medo, mas de repente sua atitude não difere da ingênua garota que saiu da tribo da água. Eu entendo que é a mesma pessoa, mas esperava um amadurecimento por parte dela, principalmente em relação aos amigos. Talvez quem mais tenha mudado seja Bolin, que nem se quer apareceu no time.
A sustentação de Reunion fica por conta da dupla dinâmica fugitiva, dando um choque eletrizante nessa temporada pacata. A situação dos dobradores frente aos campos de reeducação (ou concentração mesmo), parece-me que será aprofundada, e isso, vindo principalmente da parte de Bolin, que é um personagem extremamente carismático e ingênuo, dará uma nova faceta dentro da dualidade de Kuvira.
Varrick também tem suas mudanças e ao contrário do louco sem coração que foi anteriormente, a traição de sua assistente (que eu acredito ser uma farsa) lhe fez ver as pessoas de outro modo, injetando no inventor um pouco de compaixão.
Reunião se trata da amizade e das relações resultantes disso. O tema é abordado seja na empatia da dor (Bolin e os outros apesar de diferentes, se vêem literalmente no mesmo barco), ou na saudade desconcertante.
A série sempre desanda um pouco quando tenta abordar questões juvenis, tratando assim dos relacionamentos e os sentimentos envolvidos nisso de forma bem superficial. Soa tudo clichê e forçado, de modo que não prejudica o todo, mas não acrescenta.

Seguindo por um caminho nada objetivo, Avatar A Lenda de Korra se perde outra vez nos sentimentos adolescentes, mas com moderação. O trunfo e sagacidade do episódio está na ação, que consegue cobrir a massa crua do bolo, lhe dando pelo menos um gosto bom. Bolin tem desenvolvido-se de forma fascinante e como eu disse no post anterior, provavelmente terá importância significativa no desfecho da trama. Não sei como os criadores vão se virar com o tempo apertado, aliás, essa aceleração já fica bem perceptível no episódio em si, mas confio e sei que a trama de Kuvira se sairá melhor que o esperado.
Dentro da Reunião, tudo soa pacato, até mesmo a ação. A cautela e expectativa estão chegando ao fim, já que a tensidade deve aumentar.
O final deixa bem claro as intenções e futuro. As ideias jogadas para cada lado, agora fazem sentido. Vamos ver como os aborrecentes, mais uma vez, vão se sair. Kuvira, enfim, talvez seja o vilão mais inteligente.











El Psy Congroo.

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