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Destaques

O terror como punchline humorística em Get Out

O cinema tem como principal função apenas entreter, assim como qualquer outra forma de arte. Você pode dar "n" motivos para uma obra ser boa, mas se ela não entretêm, ela não serve para nada. Tendo isso em mente, eu sinto falta de um cinema um pouco mais descompromissado; eu sinto falta de contos e crônicas sinceras, coisas que só vemos em produções independentes que em sua maioria se quer chegam por essas bandas. Portanto, ver um filme como Corra fazendo sucesso tanto entre o público de nicho e o público geral, acabando por ser exibido com certa relevância, chega a emocionar. Não que isso automaticamente torne o longa bom, mas é que a sua proposta é tão simples e ao mesmo tempo tão cheia de nuances e propósitos, que é difícil não torcer para que dê certo. Corra deu certo e não só isso, é um respiro no gênero tanto de terror quanto de comédia. Ele não é inovador, mas a sua exótica combinação de gêneros culmina em uma história bem executada, sem a necessidade de ser megaloma…

[Acompanhando] A surra de Korra

Avatar The Legend of Korra
Temporada: 4
Episódio: 03, The Coronation (A Coroação)

No episódio, Korra se vê diante de uma velha amiga de Aang e as coisas começam a mudar no Reino da Terra. Cada vez mais temos uma noção maior dos planos de Kuvira, que não se mostra como vilã, mas age de modo extremo. Isso é uma clara amostra de como os vilões em Korra são trabalhados, sendo que podemos até mesmo criar um paralelo com a nossa sociedade. Em qualquer algazarra popular que defronte a política, tem alguém que se aproveite. Nesse caso, Kuvira usa da situação do Reino da Terra para que possa impor o que acha melhor. Qualquer semelhança com Stálin ou Hitler não é mera coincidência. Acho interessante isso, pois torna Korra cada vez mais crível e adulta, mesmo para uma série infantil.

O caminho trilhado pela personagem principal parece se distanciar dos comuns clichês e de forma divertida, demonstra seu crescimento.
As atitudes de Kuvira traçam uma diferença entre as pessoas (fato evidenciado pelo conflito entre Mako e Bolin), mesmo que nenhum dos lados consiga ser de todo certo.

Um rei estúpido que basicamente é um manequim das outras nações não é uma atitude louvável, pois a luta de Zaheer, pelo menos neste aspecto, era correta. O que sucederia caso a rainha continuasse viva, seria a repetição de algo que já aconteceu e da pior forma possível. A desigualdade de um jeito ou de outro causa revolta.
Porém, Kuvira mesmo sendo a solução dos problemas, obriga a opinião. A perfeição não existe, pois é um conceito pessoal e, ao tentar impo-la, acabamos massacrando quem não segue visualizar determinada idealização.
Por agora, a melhor opção é a militar. Mas todos sabem o quão desastroso isso pode ser. Menos Korra.

Enquanto a cidade está mudando, a nossa heroína segue escondida, em busca de entender suas capacidade. Seu caminho parece cada vez mais lamacento - isso é bom. O interessante é que, enquanto todos estão na caoticidade do mundo moderno e seus conflitos, Korra vai de contrário a isso, sendo dai que talvez surja a solução dos problemas. A mente viciada não consegue perceber os defeitos mais simples.

A animação continua ótima, como sempre. Tudo é muito fluido sem deixar as caracteristicas únicas do desenho.
Kuvira dando um golpe de estado? Mako e Bolin brigando? Rei fugindo do seu próprio povo? - a melhor parte mesmo foi TOPH DANDO UMA SURRA EM MAIS UM AVATAR. Cara, isso é tão foda. Acho tão interessante essa junção entre Aang e Korra, pois não é algo fanservice jogado a torto e a direita pra ganhar audiência. Tudo tem seu propósito, e uma coerência incrviel. O fato da Toph ser cega e estar conectada com o mundo todo é genial. Uma evolução obvia da personagem, mas que quase ninguém pensou.


Avatar segue de modo distinto, criando uma jornada única para sua heroína. As ideias aqui fluem muito bem, principalmente no desenvolvimento de mundo e personagens, pois todos estão fadados ao fracasso, principalmente Korra. Controlando água, ar, terra ou fogo, todos continuam humanos - imagine que situações isso pode desencadear?
A forma como Kuvira tem agido cria uma dualidade, pois entra no meio termo onde a percepção de bem ou mal, Ying e Yang, Vaatu e Raava; depende das suas concepções frente ao mundo. Podemos saber que a heroína irá ganhar, e que Kuvira se tornará uma vilã, mas a graça disso tudo está em como acontece.














El Psy Congroo. 

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