quarta-feira, 29 de outubro de 2014

[Acompanhando] Doctor Who: Flatline

Episódio: 9

Temporada: 8


A história desse episódio se resume em nada menos que: peculiar (e criativa). E se, seres de outro universo invadissem nosso planeta? Okay, mais um plot de filme galhofa do espaço. Mas e se esses seres não só surgirem de outro universo, mas de outra dimensão? - opa, agora a coisa ficou interessante. Em Flatline, o Doutor e nossa querida Clara (entenda como quiser o querida), tem de enfrentar forças misteriosas de um mundo composto de duas dimensões, que buscam entender o que diabos é isso de altura, profundidade e largura.

Mais uma vez, o Doutor sai de cena para dar mais espaço para Clara. O que algumas vezes saiu como algo desastroso, agora se tornou interessante. Eu ainda não gosto da personagem, pois ela em si é bastante forçada diante desse manto de "garota impossivel" que leva. Mas, seu modo de agir neste episódio ocorre de forma ótima, pois nos mostra um espelho das diversas facetas do Doutor. A moça aprendeu bem os trejeitos do velho e sabe como representá-lo, mesmo que não chegue nem perto da sua magnificência. Portanto, conseguimos ver melhor as finalidades de determinadas ações do Doutor, para que então salve a todos.
Porém, não nos esqueçamos: pode ter funcionado naquele momento, mas muitas vezes, ser bom não é o bastante.

O plot do episódio é simples, mas me fez ficar vidrado de forma surpreendente. A ideia é genial, pena que não tão bem explorada. Seria facilmente um enredo que cresceria e se tornaria algo incrivel, que nos surpreenderia; não uma mera histórinha de um quebra-cabeça oco, o qual já vimos várias vezes montado.

Os coadjuvantes não são meramente objetos; eles tem importância e cada qual desempenha um papel, mesmo que para o "mal". Clara não consegue nada sozinha e por incrivel que pareça, rivaliza com o Doutor de forma surpreendente, mesmo que tudo isso seja por dentro da incoerência, visto que ela é uma humana nos seus 30 anos, e ele um alienigena com mais de dois mil. Mas entendo que talvez o acaso tenha ajudado e fico feliz que aquilo que eu disse nos outros posts, sobre as coincidências serem ridicularizadas em DW, faça algum sentido. Não gosto desse mistério todo em torno da Missy, acho bem tolo isso de peças serem jogadas no ar para formarem algo e claro, os buracos nem serem percebidos (ou mais uma vez, rebocados).
 Os personagens secundários tem ganhado cada vez mais espaço. No episódio 8, um mecânico qualquer foi de grande importância para a salvação. Agora, o grafiteiro Rigsy quem toma a frente da situação.
Gosto disso. Dessa coisa de nem tudo ser centrado numa só pessoa e os outros simplesmente não serem esboços para darem sentido à trama - coisa a qual o seriado não vinha fazendo.

Os efeitos estão medianos; eu diria pobres, mas conseguiram em determinados momentos se sobressairem e casaram bem com a história. Ainda não entendo essa relação louca de Danny, Clara e Doutor, mas whatever, sei que vou ignorar tudo isso, visto que a vida da Doutora Oswald é o menor dos problemas.

Doctor Who tem ressurgido do limbo das histórias sem pé nem cabeça, para se reencontrar na simplicidade moderna, porém clássica, dos episódios que buscam levar novas facetas e um novo entendimento sobre quem é o Timelord mais querido da Terra. Temo que tudo isso seja ludibriado e jogado fora para dar, ao fim da temporada, novos plot twists milaborantes. Eu fico feliz com a simplicidade, pois é ela quem caracteriza Capaldi. Flatline é um episódio que mistura otimamente ideias criativas com um clima despretensioso de ficção cientifica clássica.
Finalmente estou satisfeito. Ou quase. Aguardo para encontrar essa tal de Missy e constatar se ela vale esse alarde todo. O boss do Doutor, por enquanto, parece não ter muita história para contar.

El Psy Congroo.  
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