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Destaques

Steven Universo: reflexões sobre o papel educacional de um desenho

Vivemos em um mundo de conflito, onde olhamos primeiro as diferenças e depois as semelhanças. Por essas e outras eu fico feliz de ter assistido quando criança desenhos que falavam sobre alguém excluído por ser diferente. E por causa disso acredito que Steven Universo, entre outros desenhos atuais, são mais do que recomendáveis para crianças e para qualquer um, pois eles possuem uma mensagem que pode potencialmente melhorar o caráter de alguém.

[Acompanhando] Doctor Who: The Caretaker


Em The Caretaker, um Skovox Blitzer aparece na Terra pronto para acabar com a humanidade. Resta, claro, ao Doutor parar esse misterioso alienígena.

Episódio: 6
Temporada: 8
Depois de muitas enrolações e episódios whatevers, chegou algum que vale a pena. Não sabia quando seria, mas estava esperando. É como se todas as minhas criticas tivessem sido ouvidas.
Aqui tudo flui muito bem. O Doutor e Clara tem seu devido espaço: ele, o rabugento velhinho com seus dois mil anos de idade e ela, a jovem mulher confusa, com anseios e desejos, sem mais aquela máscara tosca de "garota impossível".
Danny Pink também não fica atrás, ganhando cada vez mais espaço. Ele soa peculiar por justamente ir contra o Doutor, sendo inteligente e sagaz. Sabe reconhecer as pessoas, ver suas facetas mais profundas, mesmo que estas se escondam em um corpo novo.

A verdade é que apesar de Doctor Who ser uma ficção cientifica bastante inteligente, sempre foi simples. Iniciou-se como um programa para crianças e sua essência está ali - na simplicidade do enredo. Sem ideias ou finais mirabolantes, Caretaker preocupa-se em desenvolver seus personagens sem a necessidade de colocá-los como heróis ou tiranos. Tudo é muito simples e direto, porém de uma enorme inteligência. O episódio inteiro se passa em uma escola, sem muita ação, decorrendo tão bem que nem notamos o tempo passar. Os diálogos são ácidos e harmoniosos. Aqui fazem-se questões óbvias quanto ao Doutor, que até agora não haviam surgido. 
Skovox é um mero vilãozinho, pois mesmo que seja uma ameaça, já vimos bem piores. Mas ele não está ali para isto. Visualizamos finalmente Doctor Who como ele é: não um espetáculo enfadonho e forçado de sacadas sem sentido. Apesar de lidar com alienígenas, todos são humanos. 

Capaldi está em sua melhor forma. Aqui parece poder correr, gritar e resmungar à vontade. Senti como se ele fosse um Tennant velhaco, com todas as suas frases sem sentido e exageros mirabolantes. 
Danny Pink é um grande personagem, com certeza maior que Clara. A garota se transveste numa armadura de perfeição, mas é puramente mimada - já Pink, realmente é experiente. Suas atitudes são de um homem sábio que conhece bem a guerra.

Os efeitos estão muito legais por não serem fortes. Parece que o orçamento está baixo, mas dentro disso conseguiram fazer algo mais que decente. Assim como Daleks são liquidificadores gigantes com desentupidores como armas, Skovox não foge à regra. Mesmo que não amedronte ele tem um bom proposito, que acaba fazendo com que nossas personagens se unam e conheçam-se um pouco mais. Clara finalmente entende seu posto: o de companion. Isso aqui não é Clara Who; não estamos interessados em saber como o Doutor será salvo. Ela consegue seu desenvolvimento, ironicamente não sendo centrado em si mesma.



The Caretaker é o episódio mais nostálgico e ao mesmo tempo original da temporada. Suas referências são divertidas e seu desenvolvimento mais ainda. Todos se conhecem um pouco mais e claro, em volta do timelord mais ranzinza do universo. 
Matt Smith era bobão e simpático, já Capaldi parece seguir totalmente o rumo contrário. Se não sabiam muito bem o que fazer com ele, este episódio parece mostrar a direção.
Quanto ao final, bem... Espero que haja uma explicação muito boa. Do contrário, será mais um plot twist esburacado ao melhor estilo moffatiano.

Sozinho, o Doutor supervisiona e arquiteta um jeito de salvar o precioso mundo que adotou. Mas como sempre, nada sai como esperado e seus amigos estão ali para ajudar. Ao fim, os seres humanos se cansam das maravilhas e seguem para tantas outras que estão firmadas ali mesmo, na terra. O céu não parece mais tão misterioso e as circunstâncias da vida vão direcionando o futuro de cada um para iminentes conclusões. Só o Doutor não consegue o próprio fim. Ele continuará ali, observando e consertando; até o dia que o mundo se apague e ao tentar consertar, perceba que não têm como: este já está quebrado. O zelador irá até o fim, cuidando não só da escola, mas de suas pequenas crianças. E quando tudo terminar, ele estará lá para desligar o interruptor e partir em busca de uma nova aventura. 

El Psy Congroo.

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