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Destaques

O terror como punchline humorística em Get Out

O cinema tem como principal função apenas entreter, assim como qualquer outra forma de arte. Você pode dar "n" motivos para uma obra ser boa, mas se ela não entretêm, ela não serve para nada. Tendo isso em mente, eu sinto falta de um cinema um pouco mais descompromissado; eu sinto falta de contos e crônicas sinceras, coisas que só vemos em produções independentes que em sua maioria se quer chegam por essas bandas. Portanto, ver um filme como Corra fazendo sucesso tanto entre o público de nicho e o público geral, acabando por ser exibido com certa relevância, chega a emocionar. Não que isso automaticamente torne o longa bom, mas é que a sua proposta é tão simples e ao mesmo tempo tão cheia de nuances e propósitos, que é difícil não torcer para que dê certo. Corra deu certo e não só isso, é um respiro no gênero tanto de terror quanto de comédia. Ele não é inovador, mas a sua exótica combinação de gêneros culmina em uma história bem executada, sem a necessidade de ser megaloma…

[Acompanhando] Corra, Korra, Corra

Desta vez, o episódio gira em torno da personagem desaparecida no anterior: Korra. Ainda traumatizada, ela segue uma vida vazia diante de sua recuperação, que parece nunca acontecer. Antes uma incrível e forte lutadora, agora uma garota que mal consegue colocar os pés no chão. Assim, vemos o que lhe aconteceu dentro desses três longos anos.

Avatar The Legend of Korra
Temporada: 4
Episódio: 02, Korra Alone (Korra sozinha)

Korra para mim sempre soou forçada. Uma personagem sem carisma, que sinceramente não conseguia realizar grandes feitos. Tudo que lhe acontecia era na base da sorte e ajuda dos amigos. Reconheço que muitos Avatares fizeram cagadas, mas Korra, independentemente do que fizesse, não era interessante.
Agora acho incrível ter tido essa primeira impressão, pois é com tudo isso que a quarta temporada brinca. Parece que finalmente a garotinha da Tribo da Água cresceu e se apercebeu sobre o que ocorre no mundo - mas da pior forma possível. Os acontecimentos gerados por Zaheer lhe fizeram tomar outra postura frente a própria vida.
A brincadeira toma maior forma ao vermos sua outra face: uma cópia assustadora de si mesma em modo Avatar. E claro, na ocasião em que foi presa.
Toda a sua raiva está ali. Toda sua angústia e desespero também. Todo o terror vivido frente a algo que não lhe foi dada a escolha.
Diante disto vemos suas reflexões. Não precisamos estar dentro de sua cabeça para entendermos o que se passa. Korra finalmente questiona algo essencial que talvez mude sua vida: qual o seu papel?
Parece que o mundo está firmemente controlado. Talvez, ela finalmente perceba, assim como disse Tenzin uma vez, que cuidar dos problemas cotidianos das pessoas não é sua obrigação, muito menos de bandidos. Os seres humanos são assim, sempre foram e continuarão sendo. Nada que faça mudará isso.
Ela deve apenas tentar manter o equilíbrio. Mas o que é esse equilibro? Entenderemos um pouco mais sobre ele neste livro.
Mas, já podemos captar uma mensagem: ordem não significa necessariamente harmonia.

As lutas não mais são o grande show. O mistério toma conta desse segundo episódio, que busca introduzir uma Korra mudada por suas experiências, visto que não é fácil ser quem é, muito menos estar envolvida com tantas coisas que talvez ela mal saiba por que existem. A simplicidade é sua companheira e, mesmo podendo salvar centenas de pessoas, a pergunta que fica é: quem poderá salvá-la?

O que me agrada muito é a continuidade. Em como as experiências e situações não terminam como se fossem um conto de fadas ou enredo infantil qualquer, onde simplesmente uma nova luta se inicia. A garota é humana. E além de tudo fraca. Korra pode ser muito melhor que Aang nos atributos físicos, mas perde claramente em termos mentais e sentimentais.
O fato é: seu verdadeiro desenvolvimento começa agora, e este episódio é interessante por justamente ser o começo disso.
É irônico que quando mais queria, Korra não pode ter os outros Avatares ao seu alcance. Mas parece que agora, quanto mais foca em si, a conexão aos poucos lhe volta. A senhorinha no final talvez seja o sinal disso.

Ao procurar o próprio rumo, sem mais seguir o que deve ou não fazer, Korra vai se tornando grande em sua pequenez; pois o equilíbrio começa de dentro - o mundo ainda precisa dela, mas não do jeito que pede.



































El Psy Congroo.

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