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Destaques

Steven Universo: reflexões sobre o papel educacional de um desenho

Vivemos em um mundo de conflito, onde olhamos primeiro as diferenças e depois as semelhanças. Por essas e outras eu fico feliz de ter assistido quando criança desenhos que falavam sobre alguém excluído por ser diferente. E por causa disso acredito que Steven Universo, entre outros desenhos atuais, são mais do que recomendáveis para crianças e para qualquer um, pois eles possuem uma mensagem que pode potencialmente melhorar o caráter de alguém.

[Acompanhando] Corra, Korra, Corra

Desta vez, o episódio gira em torno da personagem desaparecida no anterior: Korra. Ainda traumatizada, ela segue uma vida vazia diante de sua recuperação, que parece nunca acontecer. Antes uma incrível e forte lutadora, agora uma garota que mal consegue colocar os pés no chão. Assim, vemos o que lhe aconteceu dentro desses três longos anos.

Avatar The Legend of Korra
Temporada: 4
Episódio: 02, Korra Alone (Korra sozinha)

Korra para mim sempre soou forçada. Uma personagem sem carisma, que sinceramente não conseguia realizar grandes feitos. Tudo que lhe acontecia era na base da sorte e ajuda dos amigos. Reconheço que muitos Avatares fizeram cagadas, mas Korra, independentemente do que fizesse, não era interessante.
Agora acho incrível ter tido essa primeira impressão, pois é com tudo isso que a quarta temporada brinca. Parece que finalmente a garotinha da Tribo da Água cresceu e se apercebeu sobre o que ocorre no mundo - mas da pior forma possível. Os acontecimentos gerados por Zaheer lhe fizeram tomar outra postura frente a própria vida.
A brincadeira toma maior forma ao vermos sua outra face: uma cópia assustadora de si mesma em modo Avatar. E claro, na ocasião em que foi presa.
Toda a sua raiva está ali. Toda sua angústia e desespero também. Todo o terror vivido frente a algo que não lhe foi dada a escolha.
Diante disto vemos suas reflexões. Não precisamos estar dentro de sua cabeça para entendermos o que se passa. Korra finalmente questiona algo essencial que talvez mude sua vida: qual o seu papel?
Parece que o mundo está firmemente controlado. Talvez, ela finalmente perceba, assim como disse Tenzin uma vez, que cuidar dos problemas cotidianos das pessoas não é sua obrigação, muito menos de bandidos. Os seres humanos são assim, sempre foram e continuarão sendo. Nada que faça mudará isso.
Ela deve apenas tentar manter o equilíbrio. Mas o que é esse equilibro? Entenderemos um pouco mais sobre ele neste livro.
Mas, já podemos captar uma mensagem: ordem não significa necessariamente harmonia.

As lutas não mais são o grande show. O mistério toma conta desse segundo episódio, que busca introduzir uma Korra mudada por suas experiências, visto que não é fácil ser quem é, muito menos estar envolvida com tantas coisas que talvez ela mal saiba por que existem. A simplicidade é sua companheira e, mesmo podendo salvar centenas de pessoas, a pergunta que fica é: quem poderá salvá-la?

O que me agrada muito é a continuidade. Em como as experiências e situações não terminam como se fossem um conto de fadas ou enredo infantil qualquer, onde simplesmente uma nova luta se inicia. A garota é humana. E além de tudo fraca. Korra pode ser muito melhor que Aang nos atributos físicos, mas perde claramente em termos mentais e sentimentais.
O fato é: seu verdadeiro desenvolvimento começa agora, e este episódio é interessante por justamente ser o começo disso.
É irônico que quando mais queria, Korra não pode ter os outros Avatares ao seu alcance. Mas parece que agora, quanto mais foca em si, a conexão aos poucos lhe volta. A senhorinha no final talvez seja o sinal disso.

Ao procurar o próprio rumo, sem mais seguir o que deve ou não fazer, Korra vai se tornando grande em sua pequenez; pois o equilíbrio começa de dentro - o mundo ainda precisa dela, mas não do jeito que pede.



































El Psy Congroo.

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