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Destaques

O terror como punchline humorística em Get Out

O cinema tem como principal função apenas entreter, assim como qualquer outra forma de arte. Você pode dar "n" motivos para uma obra ser boa, mas se ela não entretêm, ela não serve para nada. Tendo isso em mente, eu sinto falta de um cinema um pouco mais descompromissado; eu sinto falta de contos e crônicas sinceras, coisas que só vemos em produções independentes que em sua maioria se quer chegam por essas bandas. Portanto, ver um filme como Corra fazendo sucesso tanto entre o público de nicho e o público geral, acabando por ser exibido com certa relevância, chega a emocionar. Não que isso automaticamente torne o longa bom, mas é que a sua proposta é tão simples e ao mesmo tempo tão cheia de nuances e propósitos, que é difícil não torcer para que dê certo. Corra deu certo e não só isso, é um respiro no gênero tanto de terror quanto de comédia. Ele não é inovador, mas a sua exótica combinação de gêneros culmina em uma história bem executada, sem a necessidade de ser megaloma…

Voto branco X voto nulo

Bom, acredito que muitas pessoas não saibam a diferença simples entre o voto nulo e o branco. Tentarei aqui, ao meu modo, explicar o que é aquela teclinha que quase ninguém aperta e a outra que não existe, mas que poderia mudar um país.



VOTO BRANCO


O voto branco antigamente, na época em que o Brasil usava cédulas nas eleições, era uma forma de conformismo. Tudo era simplesmente direcionado para o candidato que estivesse ganhando as eleições. Por exemplo:
Digamos que a disputa esteja entre Dilma e Marina - a primeira com 45%, a segunda com 30% e, suponhamos que haja 15% de votos brancos. Todos esses 15% seriam contabilizados para quem estivesse ganhando - no caso a Dilma.
Sem contar a margem de erro para "trapaças". As pessoas (ou melhor, os contadores) podiam ao contabilizar as cédulas preenche-las como quisessem. Por isso, tornou-se comum as pessoas votarem nulo ao invés de branco.

VOTO NULO


O voto nulo historicamente era uma forma de protesto, idealizado pelos anarquistas no século 19 e começo do século 20. Para eles, era uma forma de demonstrar insatisfação, não vendo diferença entre presidentes e reis. O começo de um mundo onde as próprias pessoas organizariam a sociedade, sem quaisquer líderes.
No Brasil, o voto era considerado nulo quando a pessoa rasurava a cédula (assim, encontravam-se diversos xingamentos e gozações nos papéiszinhos) ou danificava-a de algum modo.

ATUALMENTE


Ambos são farinha do mesmo saco já que não são computados.
Para votar nulo nas urnas eletrônicas, basta digitar um número inexistente de candidato (geralmente 00) e pronto. A grande questão é: por que, apesar de contraditórios, não há diferença entre brancos e nulos?
No voto branco a pessoa claramente demonstra sua conformidade. Ao contrário de antigamente, este não é dado para o candidato que estiver vencendo, porém de nada adianta. Já o nulo, que seria uma forma de protesto em que o cidadão se manifesta contrário a todas as opções disponíveis, simplesmente não tem importância.
Há muito tempo, por meio de correntes de email, circulava uma história de que caso mais de 50% dos votos de uma eleição fossem nulos, esta seria anulada e seria feita outra com novos candidatos. Tudo isso é mentira. De acordo com o próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os votos brancos e nulos não são computados.
Ou seja: caso Marina esteja com 19%, Dilma com 21% e os votos nulos somem 60%, ganharia Dilma. Estes 60% seriam jogados no lixo. Ou melhor, se 100 pessoas votaram e 40 delas foram nulas, para ganhar a eleição no primeiro turno o candidato deverá ter metade dos votos mais um (aqui seria 30+1).
Assim, percebe-se que a democracia é apenas um nome para uma nova tirania manipulável. Você não pode revoltar-se contra o governo de forma legislativa, pois não existe espaço. São aquelas opções e pronto. É como se você odiasse sorvete de flocos e baunilha e, só tivesse essas duas escolhas de sabor: não teria como correr nem se esconder, haveria de ser optado um ou outro. A terceira opção, de comer nenhum, não existe!

Tudo isso fica claro também ao percebermos que ninguém ensina como votar nulo, já que não existe nenhuma tecla para isto. Mesmo que vote em branco, você terá que engolir goela à baixo um governo que não lhe agrada.
O Brasil é um país laico e democrático.
Podem rir, foi uma piada.

Bom, já dizia John Titor: "Do you really think your government is telling you the truth? What proof do you have of any of that?" (Vocês acham mesmo que o governo vos está a dizer a verdade? Que provas têm disso?)

El Psy Congroo.

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