domingo, 28 de setembro de 2014

[Acompanhando] Doctor Who: Time Heist


Confesso que tá cada vez mais difícil escrever os posts desta série. Se eu não dropar isso aqui, prometo que faço um compilado da oitava temporada. Um geralzão falando de tudo o que aconteceu.

Pois bem, dessa vez que tal invadirmos o banco mais perigoso do universo?

Episódio: 5
Temporada: 8

Se antes eu tinha dúvidas de que Steven Moffat não sabia o que estava fazendo com a décima segunda encarnação do nosso querido Time Lord, neste episódio eu tive certeza. A trama de Time Heist gira em torno de um plot inicialmente nonsense: sem mais nem menos, Clara e o Doutor se vêem presos numa sala com outras duas pessoas, obrigados a invadirem o banco mais protegido do universo para roubarem alguma coisa, a mando de alguém.

Outra vez, a marca de Moffat está por aqui: os buracos no roteiro (mesmo que não tenha sido ele quem escreveu).

O episódio é simples, ao ponto de ser idiota, conseguindo atingir o ápice do clichê. A maioria das considerações finais podem ser deduzidas em poucos minutos e sinceramente não acrescenta nada novo. As personagens são pequenas e pouco carismáticas. É estranho isso, pois Doctor Who é basicamente sobre um mochileiro das galáxias simpático, que vive a conhecer gente nova. Porém, ao focar-se demais em uma única personagem, perde o próprio rumo e não consegue dar atenção a ninguém. Clara não tem objetivo nenhum, sendo um objeto pacato sem necessidade.
O Doutor soa desorientado e perdido, de um modo algumas vezes genial e engraçado, e outras vezes desnecessário, visto que parece não ter lugar na trama, mesmo que seja a força motivadora do enredo.
Já os coadjuvantes, são substituiveis. Suas interações são forçadas, não havendo personalidade própria - até mesmo quando Psi vai contra o Doutor, tudo é muito robotizado. Em poucos minutos todos viram amiguinhos e voam de volta para casa como se nada tivesse acontecido.
Madame Karabraxos é, assim como o todo, confusa. Parece em pouco tempo gerar uma intimidade misteriosa com o Doutor, algo como River Song diminuta. Se qualquer reflexão pudesse ser obtida no episódio, logo ela é destruída por uma história não muito envolvente, de diálogos fracos e relações pouco convincentes. Pelo menos a aventura é divertida: basta pegar seu cérebro, colocar num pote e curtir - triste dizer isso para uma série tão conceituada quanto esta.

Os efeitos também são simples e até feios, constatando-se que a montagem é falha. Temos vários erros de direção que desorientam por completo o telespectador, que mal consegue entender o que se passa.

Se havia qualquer esperança de melhora em Doctor Who, ela está aos poucos sendo dizimada por um enredo preocupado em seguir uma história que não interessa a ninguém. Capaldi continua sendo mal utilizado e os plots twists, clichês como sempre, soam como uma paródia do que poderiam ser. Quase uma piada.
Fiquei abismado ao ler diversos elogios à este episódio. Coloco-o facilmente no ranking de piores da série desde a clássica (e olha que a lista não é pequena).
Seu único ponto positivo está em finalmente focar no nosso querido Doutor, havendo uma súbita qualidade no desenvolvimento do mistério. Pena tudo estar atrelado à um enredo porcamente fabricado, previsível e desleixado, seja em sua edição ou diálogos.

El Psy Congroo.