terça-feira, 9 de setembro de 2014

[Acompanhando] Doctor Who: Robots of Sherwood

Eu parei para pensar e analisar se eu estava sendo chato, injusto, fanboy e etc. Se estava inflexível às mudanças. Mas percebi que não; não estava.
Essa minha reflexão veio ao ler os comentários sobre os episódios nos diversos sites de Doctor Who, onde fiquei me perguntando: "será que vimos a mesma coisa?"
Acabei concluindo que eu poderia estar sendo deveras critico, mas nada fora do normal (É UMA CRITICA PORRA). Nunca tinha entrado em contato ou procurado saber, sempre assisti os episódios, pesquisei, procurei imagens e etc de boas. Até pouco tempo atrás. E tristemente sinto em dizer: como os fãs de Doctor Who são idiotas.
Claro, acho que nem precisaria explicar que não generalizo isso. Logicamente não são todos assim. Mas do mesmo jeito que o pessoal do Metal , Legião Urbana, Madoka e etc são chatos, Doctor Who não foge à regra. Entendo você gostar de algo, mas justificar os defeitos disso e falar "ah, tá ótimo assim", e argumentar apenas com: "como tal personagem é lindo.", "Essa frase é épica.", "É o novo Dont Blink" e etc. Pra mim isso não é ser fã. Ser fã é gostar de algo e perceber os defeitos do que se gosta. Visar que aquilo sempre pode ser melhor.

Bom, chega do desabafo né. Vamos ao episódio.

Episódio: 3
Temporada: 8


Dessa vez, quem escolhe é Clara. Qualquer lugar no espaço e tempo. E a mocinha escolhe nada menos que conhecer Robin Hood, mesmo que este seja uma lenda O plot se desenvolve no conflito de que o Doutor não acha que Robin seja real e que há algo de estranho na medieval Sherwood. Talvez... Robôs?

O episódio começa descentrado, sem uma continuação ou explicação. Doutor e Clara apenas estão ali entediados e querem fazer algo - nada dos conflitos familiares, sobre a vida, a existência e etc. Diferente das companions anteriores, Clara é imune a isso.
A ideia central do episódio, mais uma vez é genial: encontrar Robin Hood, Doutor não acreditar na existência dele, robôs estarem roubando todo o ouro para algo maléfico e etc. É tudo muito bem bolado, pena que mal desenvolvido.
Toda a história é clichê e sem sentido. O Doutor invade o lugar em busca de informações para entender o que acontece para... Salvar todos com uma flecha? Ou seja, tudo o que sucede-se não serve de nada. Capaldi corre pra lá e pra cá como um idiota, para no final os robôs nem serem tão maus, e estarem apenas tentando voltar pra casa e claro, necessitando de um combustível. Sério mesmo? Esse episódio já foi feito umas três vezes no seriado e muito melhor desenvolvidos, basta pegar a estreia de Tennant. No episódio do décimo doutor o plot é parecido, a diferença é a dominação dos alienígenas. Podemos ver dúvidas, mistérios e questões profundas, como o fato dos humanos não serem muito diferentes de outros seres. Aqui nada disso acontece e outra vez perde-se tudo para o clichê.
Além disso, as personagens são pouco valorizadas. Clara é mais do que pode, sendo forçada.

Os pontos positivos vão para a atuação e relação das personagens. Ou melhor, Capaldi em cena e a química com Robin Hood.
Mais uma vez devo elogiar esse Doutor, cada vez melhor. A desenvoltura do ator é ótima e a própria personagem vai ficando mais interessante, com seu jeito diferenciado. Pena que toda vez que a coisa parece estar ficando boa, havendo diálogos ótimos,  o próprio roteiro compromete-se.
Os cenários e estrutura estão magníficos e os efeitos decentes (talvez por não terem sido tão usados).

Conclusão

Uma ótima ideia desvalorizada. Confesso que a série deu uma melhorada, mas tá longe de ser a maravilha que foi. Missy dessa vez não da as caras no final do episódio (vai entender...). Uma fábula sem aprofundamento que não atrai nem adultos e muito menos crianças. Sempre adorei como Doctor Who era para todos os públicos. Uma série que os pequenos amavam e ao mesmo tempo, com conflitos que só os mais velhos entendiam. Pena que tudo está sendo infantilizado sem necessidade e a ciência, sempre fiel acompanhante escudeira, parece sumir.
As atuações são ótimas e  o décimo segundo Doutor é bem interessante. Só está no lugar errado e com a companheira errada e showrunner errado .

Espero que o próximo episódio seja melhor, já que o trailer me fez criar expectativas. E sem contar que Moffat está talvez no campo que melhor trabalha: o terror.
Anseio que tudo seja uma grande jogada de plot twist, do contrário a série estará simplesmente deprimente. As coincidências, sempre ridicularizadas, agora tomam papel central, com uma história forçada e pouco coerente

El Psy Congroo.
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