Pular para o conteúdo principal

Destaques

Steven Universo: reflexões sobre o papel educacional de um desenho

Vivemos em um mundo de conflito, onde olhamos primeiro as diferenças e depois as semelhanças. Por essas e outras eu fico feliz de ter assistido quando criança desenhos que falavam sobre alguém excluído por ser diferente. E por causa disso acredito que Steven Universo, entre outros desenhos atuais, são mais do que recomendáveis para crianças e para qualquer um, pois eles possuem uma mensagem que pode potencialmente melhorar o caráter de alguém.

[Acompanhando] Doctor Who: Into the Dalek

Depois da decepcionante estreia, Capaldi volta num segundo episódio promissor: será que melhorou?

Episódio: 2
Temporada: 8



Não esperava muito desse segundo episódio de Doctor Who, achei que essa falta de expectativa talvez fosse boa, pois quaisquer que fossem as novidades, elas me surpreenderiam. Ledo engano.
Na trama, sem mais nem menos, o Doutor se vê numa nave de rebeldes (talvez no futuro ou com algum povo alienígena, quem sabe) que lutam contra os Daleks. Acontece que, um dos exterminadores foi pego pelos soldados e parece haver nele... Bondade? Agora o Doutor deve adentrar seu pior inimigo para salvar este.
Eu esperava mais - e olha que fui sem expectativas. O plot desse episódio é muito interessante e podemos salvar algumas ideias, que infelizmente foram mal executadas: Doutor e companhia entrando num Dalek; Dalek descobrindo mais sobre si mesmo; e ódio do Doutor contra os Daleks.

Os efeitos aqui estão estupendos. Talvez um dos melhores episódios de Doctor Who em termos visuais. Tudo é bem coerente e bonito - quase como um filme. Já em relação ao roteiro, não podemos falar o mesmo.
As personagens são bem rasas, não tendo espaço ou simplesmente construção suficiente - elas quase não existem e logo serão esquecidas. O ambiente também é pouco valorizado, não buscando informar ou apenas criar uma boa história. É tudo muito apressado e objetivo. Um episódio deste porte facilmente seria dividido em dois. É como uma bela historinha: as coisas simplesmente acontecem, tudo repentinamente acaba (numa reviravolta clichê e fraca) e viveram felizes para sempre. Doutor e Clara voltam para a Tardis, Moffat põe mais uma ponta solta e é isso aí.
Bom, pelo menos continuamos com o mesmo ponto positivo do primeiro episódio: Capaldi. Cada vez mais ele tem se mostrado, e tem sido um Doutor bem badass, com uma ótima desenvoltura. Pena, como já disse, não ser tão explorado. Ele é isso aí e pronto, não tem conflito, choque ou o que seja.

Clara, para mim, continua uma péssima companion. Não tem personalidade e toda hora está sorrindo como uma idiota (A MUIÉ NÃO TEM REAÇÃO), espero ansioso para o fim da temporada onde ela irá embora. Pode ser bizarro, mas vejo a moça como uma mistura de Susan (neta do Doutor e primeira companion) com Amy. Ela não tem carisma suficiente para ser protagonista, simples assim.
O que me agradou mesmo foi sua relação com o novo personagem, Danny Pink (futuro namorado da safadenha) . Ele pode dar um novo ar pro seriado, que tá precisando de alguém decente com o Doutor nessa Tardis. Acredito que ele possa formar uma boa dupla com Capaldi, assim como Adric e Tom Baker.



Conclusão


Para quem esperava algo de especial, o episódio soa decepcionante. Para quem não esperava nada, também. Ele com certeza tem melhorias em relação ao primeiro, mas continua bem fraco e desorientado. O roteiro, que sempre foi de grande importância na série, é deixado de lado. Os efeitos estão espantosos, porém nada disso adianta frente a um enredo apressado e incoerente.
Já vi muito mais ser feito com papelão. 
Doctor Who tem seu sucesso por, apesar de ser uma ficção cientifica muitas vezes galhofa, nunca deixar de ser verossímil. Parece-me que tudo isto está indo embora. Uma pena, pois acima de Doutor, companheiros, inimigos, efeitos e lugares, esteve sempre um protagonista maior: a criatividade.


El Psy Congroo.

Comentários

Postagens mais visitadas