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Destaques

O terror como punchline humorística em Get Out

O cinema tem como principal função apenas entreter, assim como qualquer outra forma de arte. Você pode dar "n" motivos para uma obra ser boa, mas se ela não entretêm, ela não serve para nada. Tendo isso em mente, eu sinto falta de um cinema um pouco mais descompromissado; eu sinto falta de contos e crônicas sinceras, coisas que só vemos em produções independentes que em sua maioria se quer chegam por essas bandas. Portanto, ver um filme como Corra fazendo sucesso tanto entre o público de nicho e o público geral, acabando por ser exibido com certa relevância, chega a emocionar. Não que isso automaticamente torne o longa bom, mas é que a sua proposta é tão simples e ao mesmo tempo tão cheia de nuances e propósitos, que é difícil não torcer para que dê certo. Corra deu certo e não só isso, é um respiro no gênero tanto de terror quanto de comédia. Ele não é inovador, mas a sua exótica combinação de gêneros culmina em uma história bem executada, sem a necessidade de ser megaloma…

[Acompanhando] Doctor Who: Deep Breath

A série mais icônica da atualidade volta em mais um episódio chocante e eletrizante - só que não.

Episódio: 1
Temporada: 8

Depois de dar a volta ao mundo e virar moda teen da garotada, Doctor Who ousa, mesmo que corra o risco de perder seu público, colocando Peter Capaldi (e não mais o bonitão Matt Smith ou alguém parecido) na pele do Doutor mais querido dos humanos. Irônico, pois mesmo assim o episódio soa fraco, pendendo para clichês. É estranho fugir do grande público e acabar voltando para ele - esperamos que seja proposital.
Na trama de Deep Breath, o Doutor se vê na Londres Vitoriana, ao lado de Clara Oswald(que serião, pra mim é a pior companion da série moderna. Sabe salada seca? Então, a moça é puramente sem sal - porém, claro, ~bonitona~), um Dinossauro e,visivelmente, um rosto novo.

Como qualquer whovian, fui assistir o episódio com as expectativas lá em cima. Não por que me pareceu isso ou aquilo e sim por fatos: Doctor Who é foda. Pois bem, estamos mal acostumados.
Deep Breath é um péssimo inicio para Capaldi. Talvez funcionasse melhor como episódio de meio da temporada, mas aqui, como estreia, é uma decepção. Claro, não vou hatear, vou dar argumentos. Comecemos pelo mais dificil: a parte boa


Tell me: Am I a good man?

Vamos logo de cara para o visivel: Capaldi é um ótimo Doutor. Mesmo que pareça-me meio acanhado e ainda se descobrindo no papel (assim como os outros Doutores no inicio), tem um bom desempenho e enorme potencial. Talvez seja o mais diferente dos Doutores atuais e que mais remete à serie clássica. Sua atuação cai como uma luva e seus trejeitos, hora ranzinza(louco), hora sereno, dão uma cara nova, já conhecida, mas perfeitamente original (confuso não?).
Sinceramente, nunca achei que Matt Smith (o Doutor anterior à este) combinasse com Clara Oswald, porém se sustentavam. Capaldi, não tem nenhum pingo de harmonia com a moça.("isso por que você falou que essa seria a parte boa")

O episódio tem uma boa tensão e conflitos interessantes. O modo como o ele é apresentado, me pareceu interessante - seu psicológico é confuso, mas ainda sim tem uma apresentação única. A personagem foi bem trabalhada.

I don't know


Orçamento, pra quê? Cenário, CG, roupas e etc, estão bem miseráveis. Bem abaixo da qualidade comum do seriado - e o problema nem é este. A desgraça mesmo está no roteiro. Já vi episódios com efeitos ridiculos em Doctor Who, mas que te envolviam de uma forma tão intensa que você esquecia e aceitava (e até tinha medo). Aqui, a criatividade parece ter esgotado. Não há química entre as personagens, e tudo parece sem sal. O roteiro segue um esquema básico clichê de qualquer filmeco de aventura - coisa que sempre foi diferente em Doctor Who.O seriado me surpreendeu por ser bizarro, nonsense, fora do normal - fugir à regra; mas aqui nada disso acontece. E quando vêm uma ponta solta, grito outra vez: "NÃO! De novo não Moffat!". É como se Peter Capaldi e o Doutor em si fossem um caso à parte, mas que se apagam diante do pobre enredo. É como se tivessem uma arma poderosa e não fizessem a menor ideia de como usá-la.

Conclusão


Deep Breath me soa como uma estrategia de abaixar as expectativas para tentar surpreender futuramente, do contrário, é mediocre mesmo. Peter Capaldi dá um novo rumo à série sem nem precisar de enredo (coisa que não acontecia desde David Tennant), mas que está preso numa produção ruim. Steven Moffat pode mais e já vimos muito isso. O cara é um veterano, por que deixaria uma série tão icônica denegrir-se? O problema mesmo é a saturação e falta de criatividade, Doctor Who foi globalizado, mas essa globalização pode torná-lo burro?

Dedos cruzados para o segundo episódio.

El Psy Congroo.

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