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Destaques

Steven Universo: reflexões sobre o papel educacional de um desenho

Vivemos em um mundo de conflito, onde olhamos primeiro as diferenças e depois as semelhanças. Por essas e outras eu fico feliz de ter assistido quando criança desenhos que falavam sobre alguém excluído por ser diferente. E por causa disso acredito que Steven Universo, entre outros desenhos atuais, são mais do que recomendáveis para crianças e para qualquer um, pois eles possuem uma mensagem que pode potencialmente melhorar o caráter de alguém.

[Acompanhando] Doctor Who: Deep Breath

A série mais icônica da atualidade volta em mais um episódio chocante e eletrizante - só que não.

Episódio: 1
Temporada: 8

Depois de dar a volta ao mundo e virar moda teen da garotada, Doctor Who ousa, mesmo que corra o risco de perder seu público, colocando Peter Capaldi (e não mais o bonitão Matt Smith ou alguém parecido) na pele do Doutor mais querido dos humanos. Irônico, pois mesmo assim o episódio soa fraco, pendendo para clichês. É estranho fugir do grande público e acabar voltando para ele - esperamos que seja proposital.
Na trama de Deep Breath, o Doutor se vê na Londres Vitoriana, ao lado de Clara Oswald(que serião, pra mim é a pior companion da série moderna. Sabe salada seca? Então, a moça é puramente sem sal - porém, claro, ~bonitona~), um Dinossauro e,visivelmente, um rosto novo.

Como qualquer whovian, fui assistir o episódio com as expectativas lá em cima. Não por que me pareceu isso ou aquilo e sim por fatos: Doctor Who é foda. Pois bem, estamos mal acostumados.
Deep Breath é um péssimo inicio para Capaldi. Talvez funcionasse melhor como episódio de meio da temporada, mas aqui, como estreia, é uma decepção. Claro, não vou hatear, vou dar argumentos. Comecemos pelo mais dificil: a parte boa


Tell me: Am I a good man?

Vamos logo de cara para o visivel: Capaldi é um ótimo Doutor. Mesmo que pareça-me meio acanhado e ainda se descobrindo no papel (assim como os outros Doutores no inicio), tem um bom desempenho e enorme potencial. Talvez seja o mais diferente dos Doutores atuais e que mais remete à serie clássica. Sua atuação cai como uma luva e seus trejeitos, hora ranzinza(louco), hora sereno, dão uma cara nova, já conhecida, mas perfeitamente original (confuso não?).
Sinceramente, nunca achei que Matt Smith (o Doutor anterior à este) combinasse com Clara Oswald, porém se sustentavam. Capaldi, não tem nenhum pingo de harmonia com a moça.("isso por que você falou que essa seria a parte boa")

O episódio tem uma boa tensão e conflitos interessantes. O modo como o ele é apresentado, me pareceu interessante - seu psicológico é confuso, mas ainda sim tem uma apresentação única. A personagem foi bem trabalhada.

I don't know


Orçamento, pra quê? Cenário, CG, roupas e etc, estão bem miseráveis. Bem abaixo da qualidade comum do seriado - e o problema nem é este. A desgraça mesmo está no roteiro. Já vi episódios com efeitos ridiculos em Doctor Who, mas que te envolviam de uma forma tão intensa que você esquecia e aceitava (e até tinha medo). Aqui, a criatividade parece ter esgotado. Não há química entre as personagens, e tudo parece sem sal. O roteiro segue um esquema básico clichê de qualquer filmeco de aventura - coisa que sempre foi diferente em Doctor Who.O seriado me surpreendeu por ser bizarro, nonsense, fora do normal - fugir à regra; mas aqui nada disso acontece. E quando vêm uma ponta solta, grito outra vez: "NÃO! De novo não Moffat!". É como se Peter Capaldi e o Doutor em si fossem um caso à parte, mas que se apagam diante do pobre enredo. É como se tivessem uma arma poderosa e não fizessem a menor ideia de como usá-la.

Conclusão


Deep Breath me soa como uma estrategia de abaixar as expectativas para tentar surpreender futuramente, do contrário, é mediocre mesmo. Peter Capaldi dá um novo rumo à série sem nem precisar de enredo (coisa que não acontecia desde David Tennant), mas que está preso numa produção ruim. Steven Moffat pode mais e já vimos muito isso. O cara é um veterano, por que deixaria uma série tão icônica denegrir-se? O problema mesmo é a saturação e falta de criatividade, Doctor Who foi globalizado, mas essa globalização pode torná-lo burro?

Dedos cruzados para o segundo episódio.

El Psy Congroo.

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