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Destaques

O terror como punchline humorística em Get Out

O cinema tem como principal função apenas entreter, assim como qualquer outra forma de arte. Você pode dar "n" motivos para uma obra ser boa, mas se ela não entretêm, ela não serve para nada. Tendo isso em mente, eu sinto falta de um cinema um pouco mais descompromissado; eu sinto falta de contos e crônicas sinceras, coisas que só vemos em produções independentes que em sua maioria se quer chegam por essas bandas. Portanto, ver um filme como Corra fazendo sucesso tanto entre o público de nicho e o público geral, acabando por ser exibido com certa relevância, chega a emocionar. Não que isso automaticamente torne o longa bom, mas é que a sua proposta é tão simples e ao mesmo tempo tão cheia de nuances e propósitos, que é difícil não torcer para que dê certo. Corra deu certo e não só isso, é um respiro no gênero tanto de terror quanto de comédia. Ele não é inovador, mas a sua exótica combinação de gêneros culmina em uma história bem executada, sem a necessidade de ser megaloma…

Steins;Gate e a teoria do paradoxo

Atenção: este post tem spoilers. Se você não assistiu Steins;Gate, provavelmente não vai entendê-lo, ou se está assistindo, pode não gostar de saber de determinadas informações. Pois bem, estão avisados. 
Esses dias estive reassistindo Steins;Gate e logo cheguei no momento em que Okarin (Hououin Kyouma, Okabe Rintarou, whatever) finalmente consegue fazer a transferência de consciência. Nisso, começam a acontecer as sucessivas mortes de Mayuri e o enlouquecimento do nosso protagonista (fato irônico, pois Okabe se considerava um cientista louco, dentro de seu ego e podemos dizer, brincadeira consigo. O problema, é que ele sente na pele a realidade de realmente ser louco).

O anime usa a teoria das cordas, dos múltiplos universos para se explicar. Porém, isso (como sempre) deixa dúvidas. Este post é para quem não conseguiu entender, ou ainda se pergunta: "mas e o paradoxo?"
Bom, espero ajudar a entenderem melhor:

Okabe ao enviar um d-mail para o passado (com algum conteúdo de relevância, claro) acaba mudando-o. O tempo - o universo - é como uma linha reta, que vai se seguindo. Porém, ao mudar um acontecimento, essa linha acaba se dividindo em duas. Uma, continua seguindo o caminho reto que deve e a outra, se desvia e cria um mundo onde o d-mail teve consequências.
Nisso, portanto, o tempo é uma coisa só, com cada acontecimento formando uma linha e juntos, formam uma corda (fato explicado por Suzuha no episódio 14).

Quando Mayuri morre, todas as linhas, se alternam para essa morte. Okabe pode tentar fugir com ela, criar um desvio pela corda do tempo, mas todas as linhas acabam levando à imininte morte.
O que acontece é: Okarin precisa descobrir o que tem motivado o destino - ou seja, o que levará à morte de Mayuri. Isso é claro para todos: a construção da máquina do tempo.Para Okarin salvar Mayuri (ou Kurisu), ele deve saltar da linha Alfa (digamos que seja esta em que ele está) para a Beta. Mas, nisso ele deve desatar os fios que levam para a morte de sua amiga - voltando e desfazendo os d-mails mandados, para que assim, ele possa mudar para um universo, onde ele possa novamente ter as duas ao seu lado (o que inclui muitas mudanças, até a linha exata). 


"Ah, mas isso criaria um paradoxo" - não exatamente. Steins;Gate usa da mesma ideia que John Titor disse ser a certa - a 
teoria de Everett-Wheeler-Graham (múltiplos mundos). Um paradoxo temporal (o famoso paradoxo do avô) só aconteceria se o tempo seguisse numa linha reta, ou seja, não se dividisse em vários universos quando algo acontecesse. Portanto, S;G foge dos erros de paradoxo.
E mais, presta atenção em algo único. Vejam só:
Okarin é o anti-paradoxo em pessoa, por ter todas as lembranças ao mundar de mundo.
"Como assim? Paradoxo's, seguindo essa teoria, não são impossiveis?". São, claro. É só um termo que achei bonito de dizer. Mas, se Okarin não tivesse o Reading Steiner, tudo voltaria ao que era antes.

"Mas ele não mudou de mundo?"

Veja bem, digamos que por um acaso Okabe chegou aonde chegou sem o Reading Steiner (impossivel, claro. Mas suponhamos que ela vá mudar da linha Alfa para a Beta sem esse poder). Ele simplesmente não irá pular da linha que está para a outra, pois esta não está criada. Ele deve desfazer tudo aquilo que fez antes e tomar uma atitude drástica em termos de Viagem no Tempo para criar essa nova linha. A ponte que sustenta esse novo mundo que ele criou, é justamente tudo o que viveu. Tudo o que aconteceu para que esse novo universo pudesse existir.
Se Okarin não tem junto de si suas memórias, e como qualquer ser humano, esquece tudo o que se passou, esse novo mundo está fadado a repetir os mesmos erros da linha Alfa; pois sendo este uma espécie de "cópia", ou clone, sem Okarin para saber o que acontece, invariavelmente, as coisas podem se repetir. A diferença nisso tudo, é que um Okabe com todas as memórias vive nele, sendo assim, não comete o erro centralizador, que impulsiona a morte de Mayuuri todas as vezes.



É isso pessoal (tá falando com quem, seu maluco?!). Sinto que algo deve estar errado, sempre me enrolo nessas teorias de viagem no tempo, mesmo gostando de pensar no assunto (penso, me enrolo, esqueço, fico feliz por ter lembrado a minha ideia e ter achado a solução, vou mais a frente, me enrolo e esqueço de novo ¬¬). Espero que sirva de algo, até mais o/

El Psy Congroo.

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